sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Nº. 1534 - Fim de Semana 5


1. O medo injustificado perante determinadas situações, objectos ou animais, reconhecido pelo próprio como ilógico, sem razão de ser, fazem parte da patogenia. Este comportamento evasivo poderá ser provocado por receios de algo que persiste no subconsciente e/ou impulsos agressivos reprimidos que, sendo constantes, progressivamente o fragiliza.

2. A intenção de pôr em causa os ditames de Bruxelas apenas procura ganhar a simpatia dos partidos ditos de esquerda que já têm assento nos órgãos representativos, não fazendo parte das funções presidenciais qualquer contestação nesse sentido. O que não há dúvida é que os soberanos a prazo são figuras antidemocráticas, existindo apenas para apoiar os governos da sua cor (política) ou contrariar as restantes.

3. Repetir, repetir os fundamentos da doutrina cooperativa (1. Adesão livre e voluntária [liberdade]; 2. Autogestão [sem persecução doentia do lucro]; 3. Autofinanciamento [quotização e disponibilidades]; 4. Ajuda mútua [solidariedade]; 5. Acção Social [processo de enriquecimento cultural]; 6. Associativismo [local, regional, comunal e internacional]; 7. Acção mútua/interacção comunal).

4. Claro que a real actividade cooperativa poderá ser levada ao conhecimento público por aqueles que se encontram associados a tais unidades, relatando experiências, objectivos (desaires, inclusive) sem obviamente o fazerem em nome do colectivo e/ou da direcção. Frequentemente tenho feito apelos aos cooperativistas portugueses a trabalhar nas cinco partes do Planeta Azul para se manterem em contacto uns com os outros e, na falta de melhor, utilizarem o espaço CECIM (Centro deEstudo Cooperativos de Inspiração Monárquica).

5. Sempre tenho procurado manter-me informado acerca da cultura do meu rincão natal a partir das antípodas onde me encontro desterrado, mas a falta de contactos e/ou de autores que acerca do mesmo escrevam é pungente. Até do Brasil - com larga actividade editorial - é difícil obter uma resenha das obras dadas à estampa e respectivos autores, apesar dos apelos que, vezes sem conta, tenho feito a amigos meus, inclusive neste espaço.

6. O impulso para os homens trabalharem juntamente na defesa e na realização de objectivos comuns é o primeiro passo, não descurando da sua segurança e dos interesses pessoais que, frequentemente, o levam a sobrevalorizar a apropriação conducente a um domínio eficaz sobre outrem. Logo, a alternativa cooperativista na satisfação das necessidades económicas, sociais e culturais dos indivíduos e células de propriedade comum, autogestão democrática e financiamento próprio, obviando qualquer tipo de intermediários, rumo a uma Economia Social, é o fundamento da verdadeira luta popular.

7. Aqui ninguém se sente motivado por razões de classes (hereditárias e/ou meramente políticas) uma vez que os homens - sendo todos do mesmo grupo taxionómico basilar - são diferentes, tanto em capacidades físicas como em desenvolvimento intelectual, pelo que é na diferença que aposta o cooperativismo, abjurando a apropriação dos burgueses - tanto os de tendência plutocrática, como os de burocratização centralizada (estatal).

Nau

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