quinta-feira, 14 de janeiro de 2016
Nº. 1519 - Luta Popular
1. A receita avançada no apontamento de ontem preconizava a coarctação do poder político/económico dos plutocratas; a aplicação do espírito cooperativo na administração pública a fim de assegurar a integração dos indivíduos numa comunidade mais sã e justa; a orientação das relações entre as comunidades ir no sentido de mais pão e menos religião.
2. Nas comunidades primitivas, a tendência ingénita das pessoas que partilhavam os recursos naturais fundamentava-se na mera subsistência, exercendo a solidariedade a função de acautelar a possível segurança, esta enriquecida pela destreza e o conhecimento adquirido por cada um dos seus membros que, no rodar dos tempos, levou os mais aptos a tirar vantagens próprias, a fim de usufruir do que lhes era mais agradável e útil.
3. O poder do mais forte seria naturalmente contestado pelos que se consideravam com mais robustez física nas comunidades primitivas, mas o conhecimento da experiência adquirida era conservado pelos mais velhos que, protegendo a sua fragilidade causada pelo peso da velhice, o transmitiam apenas aos mais dotados intelectualmente que, como minoria, formavam a classe sacerdotal, consistindo esta do feiticeiro e dos seus acólitos.
4. A autoridade, isto é, o poder de se fazer obedecer continua a ser partilhado nas modernas comunidades por aqueles que têm grandes cabedais e, por essa via, dominam a produção e o consumo de bens e serviços, além da circulação da riqueza e da redistribuição do rendimento, influenciando o governo, o poder jurisdicional, as forças militares e os grandes centros do pensamento intelectual que dominam, coadjuvados pelos fideísmos vários.
5. Logo, a luta popular consiste em dirimir o poder tanto dos plutocratas como dos credos religiosos, estes - sobrepondo-se à razão - seguindo amparados pelo poder da riqueza e do dinheiro (poder efectivo mas instável) que, consciente da versatilidade do Estado de direito, à cautela se apoia na força sacerdotal que guarda largos créditos do passado.
6. A luta popular é a decisão que a cada um de nós cabe tomar, com determinação e responsabilidade, uma vez que não alinhamos em seitas - tanto partidárias, como religiosas - nem tão-pouco confiamos no voto anódino, bastando a figura do soberano - hereditário e vitalício - como referencia da comunidade.
7. Dentro das células cooperativas exercitam-se os associados, tanto na autogestão como no autofinanciamento, jamais praticando o esmoler, nem tão-pouco enveredando pelo esquema de acabar como pensionista do Estado.
Nau
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