terça-feira, 12 de janeiro de 2016
Nº. 1517 -RAC
1. Mais um artigo de José Gomes Ferreira, publicado no SAPO-OPINIÃO (htt://www.sapo.pt) tendo por título "Estado de asfixia, numa economia de rendas e rendeiros".
2. José Gomes Ferreira, Sub-director de Informação SIC (opinião@sic.pt), no início do corrente mês, caracteriza a situação do rectângulo mais ocidental da Península Ibérica com a seguinte frase lapidar: "O Portugal das rendas e dos rendeiros está cada vez pior. Com o povo a pagar a troco de nada".
3. Ora são os bancos a aumentar em mais de 33% o custo do cartão Multibanco (50 vezes acima da inflação!) bem como a cobrar serviços, tanto em transferências bancárias, como na cedência de créditos, estes sujeitos a uma taxa de 7% cobrada democraticamente ao pequeno empresário.
4. Digo "democraticamente" porquanto as comissões, as taxas, os juros, etc., são iguais em todos os bancos, para o pequeno empresário, claro, dado que os filhos da casa até chegam a ter perdão da dívida e os administradores bancários garantidos chorudos prémios de produtividade.
5. Todo o mundo tem presente que os índices da inflação apenas servem para os jogos florais - tanto na Assembleia da República, como nas empresas de serviços inspirados por esta - chegando as telecomunicações a facturar aumentos de 2,5%, embora a referência inflacionária dificilmente atinja 1%, repito um por cento.
6. José Gomes Ferreira também não poupa os fornecedores da energia electrica que, com certa criatividade, anunciam modestos aumentos dos custos para os consumidores, quando na realidade estes atingem entre 3 a 4 por cento, isto porque certos políticos, para defender os interesses dos pagantes, generosamente abdicaram da carreira pública e viraram administradores das referidas empresas.
7. Entretanto, o Ministério do Ambiente proíbe a utilização tradicional de pesticidas e herbicidas, obrigando os agricultores a tirar cursos de formação organizados por empresas privadas (de qualificação duvidosa) que apenas servem para aumentar a carga fiscal e diminuir os índices de desemprego no grupo dos primos e afilhados dos aparelhos partidários!. Melhor é não perder o texto integral de José Gomes Ferreira, conforme as referências acima indicadas.
Nau
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