sexta-feira, 22 de janeiro de 2016
Nº. 1527 - Fim de Semana 4
1. O conjunto das partes do sistema nervoso alojadas no crânio formam o centro de comando do organismo humano e a sede da actividade mental que, na maior parte dos nossos dirigentes políticos, funciona à noite e por curtos intervalos, mantendo-se inoperante no resto do dia.
2. Como é sabido, os monárquicos não visitam este espaço uma vez que o mesmo se encontra excomungado pela Santa Inquisição, restando-nos o consolo de um católico praticante, muito crítico das posições aqui assumidas, que nos presenteou com um inédito da sua lavra, com que enlevamos o último Prelo Real.
3. O fortalecimento das células cooperativas é realizado pelas estruturas locais ou, extravasando estas, através de uniões, federações e confederações, lançando pontes para associações internacionais de idêntico espírito cooperativo o qual, tendo por pilares a solidariedade e a responsabilidade social, é o leitmotiv do CMC.
4. A esquerda política lusa é, por temperamento, apenas contestatária e serve para robustecer a posição dos plutocratas uma vez que a massa eleitoral receia as depurações dos extremismos que, por norma, acabam no regabofe da primeira república e/ou na desventura da ominosa salazarquia.
5. "Eu Sou a Sombra", o supracitado poema inédito de João A. Pestana Teixeira, reflecte o desalento de um lutador contra o enviesamento das instituições políticas e do empobrecimento do seu Alentejo que tão pujantemente vibrava em "O Grito do Gaio", flexionando-se para o umbigo, porém de punho cerrado: "Mas peço a Deus e tenho fé / De terminar como sempre vivi / De pé!".
6. O espírito de apropriação diligencia por desfrutar do trabalho alheio através da acumulação de fartos cabedais e/ou dominação airada, caprichando pela conquista das cadeiras do poder - tanto pelas vias partidárias como pelo conluio com os plutocratas - concentrando em si poderes públicos, privados ou meramente profissionais, com que são exercidas prepotências desmesuradas.
7. Voltamos a repetir: se queres conhecer o vilão mete-lhe a vara do poder na mão, tendo presente que a luta popular consiste no abjurar dos vilões.
Nau
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