quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Nº. 1526 - Luta Popular


1. Em recente apontamento deixamos bem claro que o cooperativismo monárquico-comunalista - sigla CMC frequentemente usada neste espaço - pugna por um sistema associativo que tem por base as células cooperativas, estas conglomeradas no governo da comuna, sob a consentânea Coroa Real.

2. A supracitada conglomeração das células cooperativas no governo comunal não significa que apenas estas façam parte do dito governo uma vez que os movimentos políticos burgueses - tanto os liberais, como os socialistas - participam no mesmo, sendo a presença do espírito cooperativo dissuasor de aventuras ditatoriais.

3. Bom é ter presente que nas células cooperativas não têm lugar discriminações sociais, étnicas, políticas ou religiosas, assentando a prática cooperativista na autogestão e no autofinanciamento, bem como no voto responsável - um homem, um voto responsabilizador - independentemente do capital disponibilizado por cada um, tendo por objectivo satisfazer as necessidades económicas, sociais e culturais dos associados.

4. Cansativo - tanto de ouvir, como de escrever - será a repetição das teses cooperativistas, mas estas fazem sempre questão em sublinhar as suas preocupações com o bem-estar das comunidades em que se encontram inseridas, uma vez que as células por nós preconizadas não tomam a expressão de reduto belicoso, mas de elemento anatómico da unidade morfológica dos seres vivos.

5. A talho de fouce vem a definição do espírito burguês que nada tem a ver com habitantes citadinos - por oposição aos rurais tidos como menos ilustrados, nem tão-pouco com uma determinada classe social - mas o espírito de apropriação, diligenciando este por disfrutar do trabalho alheio através da acumulação de fartos cabedais e/ou dominação airada.

6. Por dominação airada entende-se o caprichar na conquista das cadeiras do poder - tanto pelas vias partidárias como pelo conluio com plutocratas - concentrando em si poderes públicos, privados ou meramente profissionais, com que são exercidas prepotências desmesuradas.

7. Se queres conhecer o vilão mete-lhe a vara do poder na mão, diz a sabedoria popular. Logo, a luta popular consiste no abjurar dos vilões.

Nau

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