terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Nº. 1524 - RAC


1. O sócio ou mero simpatizante do clube A, por norma, atribui à má sorte os desaires sofridos nos encontros desportivos em que este tomou parte, apodando de mero acaso os êxitos dos clubes que não são do seu agrado.

2. Pouca diferença fazem os filiados e/ou simpatizantes de um partido político dos adeptos ferrenhos de um clube desportivo, usando o mesmo tipo de argumentação, mais fideísta do que esclarecido, mas igualmente alienado e, por força das circunstâncias, embrutecedor.

3. Metaforicamente, os partidos dizem-se de esquerda em relação à cadeira do presidente do parlamento, por oposição à direita que toma assento do lado contrário, embora ambos tenham apenas o objectivo da conquista das rédeas do poder decisório.

4. Ao centro, equidistante dos extremos parlamentares, tomam assento os agrupamentos políticos, igualmente afastados dos extremismos da direita e da esquerda que, suposto ponto de convergência, apenas dá guarida ao rotativismo do sistema burguês vigente.

5. Logo, a esquerda portuguesa é, por temperamento, apenas contestatária e serve para robustecer a posição dos plutocratas, uma vez que a massa eleitoral receia as depurações dos extremismos que, por norma, acabam no regabofe da primeira república e/ou na ominosa salazarquia.

6. A prática cooperativista, tendo por base a autogestão e o autofinanciamento, cultivada nas células cooperativas em que a solidariedade e a democracia são o seu fundamento, tornam-se a via possível para a reforma da mentalidade burguesa, bem como a alavanca para a emancipação da população em geral.

7. O cooperativismo monárquico-comunalista é a expressão do governo da comuna popular e da Coroa Real cuja responsabilidade todos abarca.

Nau

P.S.: amanhã será publicado neste espaço um poema inédito do escritor alentejano João António Pestana Teixeira.

Nau

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