segunda-feira, 23 de novembro de 2015
Nº. 1467 - Doutrina Cooperativista
1. Frequentemente tenho sublinhado que a unidade cooperativa não é a panaceia para os défices democráticos.
2. A maioria das pessoas aguarda o alimento caído do céu, na certeza de que é no deserto de ideias e nas areias movediças da política que melhores benesses auferem.
3. Tomar decisões é assumir responsabilidades e a maioria prefere criticar à sorrelfa, procurando não se comprometer; fugindo a todo o tipo de obrigações como o diabo da cruz.
4. Em muitas unidades cooperativas os gestores não procuram dialogar com os associados, fazendo da unidade cooperativa "casa nostra" - favor não confundir com "cosa nostra".
5. Claro que a um baixo consenso entre directores e associados corresponde um baixo nível de autofinanciamento, obrigando os gestores, por norma, a socorrerem-se dos serviços dos usurários.
6. Assim, comprometido de modo vicioso o espírito cooperativo nada de bom é esperado da unidade cooperativa, e os plutocratas agradecem.
7. Destarte, CMC procura aliar o real espirito cooperativo - cooperação, autogestão, autofinanciamento - ao soberano hereditário e vitalício, garante da real democracia.
Nau
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