terça-feira, 3 de novembro de 2015

nº. 1447 - RAC


1. Quer o sistema capitalista (financiamento da produção, bem como do consumo), quer o sistema socialista (centralizador e burocrático) não conseguem satisfazer as reais necessidades dos consumidores.

2. Tanto os quadros subservientes ao grande capital, como os tecnocratas ao serviço das minorias dirigentes  gozam de um poder relativo, estando ambos cientes que serão forçados a abdicar do mesmo a todo o momento, mas quanto mais tarde melhor.

3. Estes inopinados aristocratas normalmente mostram grande deferência pelo movimento cooperativista, embora saibam que a autogestão e as relações de trabalho entre os membros da unidade cooperativa são pontas de lança ao coração do clube dos seus patrões, isto é, os plutocratas.

4. Claro que a maior parte dos trabalhadores prefere orquestrar reivindicações por dá cá aquela palha do que assumir responsabilidades na gestão das empresas que lhes asseguram a subsistência; também o funcionamento de muitas cooperativas está longe de ser modelar.

5. Quando o número de trabalhadores que concertam entre si a gestão das suas empresas for superior ao número daqueles que apenas reivindicam, as unidades cooperativas serão suficientemente fortes para sustarem os ímpetos dos plutocratas.

6. A Economia Social será uma realidade quando as células que os trabalhadores e os cidadãos criam para si próprios amadurecerem pela via da autogestão, para lá do âmbito regional, isto é, do nível do próprio Reino.

7. Talvez a globalização permita ainda maior promiscuidade às firmas multinacionais, mas a emergência de novas potências de âmbito regional terão por escudo a autogestão como adequado contrapoder.

Nau

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