segunda-feira, 9 de novembro de 2015
Nº. 1453 - Doutrina Cooperativista
1. Em fresca data escrevemos que a gestão e actividades de algumas unidades cooperativas deixam muito a desejar.
2. De facto, a informação que nos foi disponibilizada aponta para lamentáveis desvios nos fundamentos cooperativistas, tanto nos objectivos como no desenrolar dos respectivos projectos.
3. As unidades cooperativas de pequena dimensão, passado os entusiasmos iniciais, vão perdendo o fôlego por falta de recursos dado que a quotização apurada não lhes permite largos voos.
4. Por outro lado, as unidades cooperativas de média dimensão recorrem, com demasiada frequência, a empréstimos bancários para dinamizar as suas actividades, comprometendo estas através dos penosos encargos assumidos.
5. Também as unidades cooperativas de grande dimensão, apostando em projectos de iniciativa puramente administrativa, não estimulam a participação dos seus associados, enveredando para um empreendedorismo do tipo capitalista.
6. Em qualquer dos três modelos de cooperativas acima apresentados verifica-se a tendência da concentração das funções administrativas nas mãos daqueles que, da doutrina cooperativista, nada cultivam.
7. Até a mão de obra contratada para determinados serviços, em algumas cooperativas, é corrompida pela falta de entendimento do espírito cooperativo, envolvida em rivalidades e atitudes reivindicativas sem nexo.
Nau
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário