quarta-feira, 4 de novembro de 2015
Nº. 1448 - Prelo Real
1. Não serão os rebuscados estilos literários e os jogos políticos que projectarão os futuros nobelizáveis, mas sim a compreensão dos problemas de subsistência e de crise existencial.
2. Embora o conhecimento científico já ultrapasse a fronteira do Planeta Azul, ainda gatinhamos em conjecturas acerca do incomensurável, esquecendo que toda a causa não exige um efeito particular, recusando o infinito - o tempo ou o espaço tomados em absolutos - porquanto abominamos a ideia do perecível.
3. As especulações intelectuais são edificantes, apenas condenáveis quando caem num fidelismo embrutecedor, cultivado por interesses inconfessáveis sob a capa de ambições de classe ou esquemas geopolíticos, visíveis nos conflitos religiosos que se alimentam para a consolidação de um poder opressor.
4. Vivemos porque a vida dura, de uma espécie dinâmica à inércia das formas brutas, perseguindo a eternidade que em poucas gerações já nem os restos mortais dos que nos são próximos somos capazes de localizar, nem tão-pouco as jazidas daqueles que recentemente nos precederam.
5. A redução dos defuntos a cinzas em vez da devolução destes à Mãe Terra é crime contranatura, bem como o prolongamento da vida dos idosos em estado vegetativo, a fim de alimentar a indústria farmacêutica, é algo que ofende a dignidade humana, sendo a eutanásia consensual, de longe, preferível.
6. Claro que a literatice dificilmente produzirá uma inflexão positiva na impante mentalidade burguesa, pelo que o concurso daqueles que têm reais dotes literários será uma mais valia para a cruzada dos cooperativistas monárquico-comunalistas rumo a uma comunidade mais sã e justa.
7. A libertação do homem só pela vontade colectiva será uma realidade, logo tema ideal para os simpatizantes da doutrina defendida neste espaço.
Nau
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