quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Nº. 1470 - Luta Popular


1. O divórcio entre o maralhal e a classe dirigente (esta normalmente sob a tutela dos plutocratas) descamba, por norma, em violentos e lamentáveis conflitos.

2. As classes dominantes são useiras e vezeiras em reservarem para si o que de melhor é produzido na sua comunidade e, nos tempos das vacas magras, dificilmente querem abdicar dos seus viciantes privilégios

3. Por norma, o descontentamento popular em relação ao autoritarismo da classe dirigente é explorada por demagogos que aguardam a oportunidade para se alçapremarem para as cadeiras do poder.

4. Razões culturais associam a propriedade - bens adquiridos e/ou herdados - a mera segurança para uma vida (económica e social) estável e confortadora, garantida por um Estado de direito que não passa de efectivo aval político para a protecção dos proprietários.

5. Abre-se aqui um parêntesis para chamar a atenção para o facto do Estado de direito nada ter que ver com Democracia, dado que esta resulta de consensos e do voto responsável, enquanto que o Estado de direito se limitar ao estabelecimento de regras que apenas protegem os dirigentes políticos, bem como os plutocratas.

6. Logo, resumir o eterno conflito entre o maralhal e a classe política dominante - normalmente proprietária a fim de usufruir do trabalho alheio - como uma tradicional luta popular é inconsistente e abusivo.

7. A consciência adquirida de que as células cooperativistas - onde se cultivam consensos e o voto responsável em regime de propriedade partilhada - protegem os associados das invectivas das classes dominantes e/ou dos proprietários nominais, é a verdadeira razão e fundamento da luta popular.

Nau

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