sábado, 21 de novembro de 2015

Nº. 1465 - Psyche


1. Num recente artigo publicado no "Luta Popular", órgão oficial do PCTP/MRPP, Arnaldo de Matos escalpeliza os actos terroristas perpetrados na zona parisiense, atribuindo estes a vindicta de povos colonizados pelos franceses.

2. O histórico e ilustre dirigente do PCTP/MRPP veementemente condena o velho colonialismo europeu o qual consistiu no estabelecimento de reservas territoriais, geograficamente delimitadas e administradas num outro continente, destinadas à exploração, tanto da mão de obra barata local, como das riquezas naturais.

3. A gesta colonialista basicamente servia dois intentos: angariação de trabalhadores manuais de baixo custo para funções servis extensíveis à pátria do colonizador; força braçal para arrotear as explorações agrícolas e/ou proceder à extracção de minerais nos territórios colonizados.

4. Bom é ter presente que nos dias de hoje se recorre, por exemplo, a canalizadores residentes ilegais nas terras do Tio Sam a fim de evitar os profissionais sindicalizados, de elevado custo, horários rígidos e caprichos de prima-dona que largamente justificam o massivo fluxo migratório dos povos vizinhos em curso.

5. Todo o mundo tem presente a "bidonville" casualmente assinalada por Arnaldo de Matos no referido artigo a qual serviu de residência precária a muitos emigrantes portugueses que, fugindo da salazarquia na década de cinquenta, ajudaram a reconstruir a devastada Cidade Luz após a guerra franco-germana de 1939-45.

6. O neocolonialismo - submissão de um Estado soberano, isto é, com governo e instituições políticas próprias, por outro Estado económica e tecnologicamente mais desenvolvido - é a razão da maior parte dos conflitos dos nossos dias, suscitados pelos monopólios dos produtos petrolíferos e seus derivados, das drogas, das armas e de outras coisas mais.

7. Nós, cooperativistas, não vamos muito pelas vinganças melodramáticas, mas sim pela necessidade da multiplicação das unidades cooperativas que, através da prática da autogestão e do autofinanciamento, enrobustecerão as deliberações responsáveis, obstando os terrorismos - tanto os plutocráticos, como os gratuitos.

Nau

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