terça-feira, 17 de novembro de 2015

Nº. 1461 - RAC


1. Reflectir acerca de certos temas aparentemente comezinhos é salutar uma vez que, de tanto serem monocordicamente vozeados aos nossos ouvidos, aparentam realidades virtuais.

2. As liberdades republicanas, isto é, as liberdades da coisa pública - fruível por todos em oposição ao desfrutar privado, não público - é tomada como forma de governo em que o soberano é a prazo.

3. Logo, República é uma sociedade política em que o chefe supremo é eleito - quer por colégio eleitoral, quer por sufrágio alargado que abrange tanto cidadãos criteriosos como aqueles de reduzida capacidade intelectual - por voto anódino, irresponsável.

4. No entanto, sequazes do regime republicano não se cansam de fazer discursos laudatórios acerca da dama dos seios desnudos e barrete frígio, pretendendo enfiar este como deliberado logro na cabeça dos incautos.

5. Aproveito a oportunidade para lembrar que o barrete frígio era uma espécie de carapuça usada pela população frígia (antiga região da Ásia Menor) e pelos antigos libertos do Império Romano, hoje adorno nas cerimónias maçónicas e da cabeça dos Smurfs.

6. Quando se fala das amplas liberdades republicanas, em contraste com os execrandos privilégios abolidos no século XVIII, são esquecidas as aviltantes liberdades republicanas do presente na teocrática República do Irão ou na democrática República da Coreia do Norte.

7. Quando se pretende encher a boca com a maior democracia do planeta logo ocorre a República estadunidense, não passando esta de mera timocracia, isto é, sistema político republicano onde predominam as benesses para os privilegiados.

Nau

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