domingo, 30 de novembro de 2014

Nº. 1109 - Portal Comunalista


1. Basta um pouco de paciência para irromper pelo portal adentro e dizer, de sua justiça, o que pensa acerca do cooperativismo.

2. Num esforço de concisão, pôr em letra redonda o fundamento da sua opção monárquica e/ou os argumentos que tem contra a mesma.

3. Posto que a opção assumida seja mais sentimental do que elaborada, quais as soluções políticas que tem em vista.

4. Liberais?, socialistas?, sociais-fascistas?, etc., e destas quais seriam as políticas adequadas para o Portugal dos nossos dias.

5. Desde já, permita-me que lhe chame a atenção para o facto de (qualquer que seja a opção por si avançada) terá que contar com os políticos que temos.

6. Esperar que os plutocratas moderem a sua voracidade (fazendo uma redistribuição mais equitativa da riqueza) ou que a minoria que controla os bens de produção (oligarcas) deixem de fomentar o consumismo - é tempo perdido.

7. Cabe a nós, meros comunalistas, concertar as políticas mais adequadas às nossas necessidades - económicas, sociais e culturais - através de uma plataforma comum, isto é, o cooperativismo.

Nau

sábado, 29 de novembro de 2014

Nº. 1108 - Psyche


1. No ciclo da vida, o espírito do individuo evolui, enquanto o corpo entra em decadência.

2. A evolução do espírito será tão grande quanto maior for a determinação para o desenvolvimento espiritual.

3. Com a passagem do tempo - mesmo sem os percalços de saúde débil - o corpo do indivíduo vai degradando a capacidade física.

4. Durante a existência do indivíduo este tem inúmeras oportunidades para aumentar a sua capacidade espiritual, bem como  física.

5. Porém, são as circunstâncias e as opções assumidas que definem o homem, com elevado toque hedonístico.

6. O processo da evolução consiste no desenvolvimento de estados simples para os mais complexos.

7. A desenvoltura física poderá ser exercitada; o processo de desenvolvimento espiritual tende a procurar a via mais fácil.

Nau

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Nº. 1107 - Fim de Semana 48


1. Nas conjecturas da semana passada foi inevitável a constatação que o estudo das filiações é mais do que um passatempo predilecto, tocando este as raias da presunção de que uma boa ascendência produz uma classe com qualidades excepcionais.

2. A fome de poder e domínio sobre os mais motiva o homem, mas é o amor excessivo ao bem-estar próprio e à satisfação das suas necessidades - sem consideração pelos bens e interesses alheios - que a tudo se sobrepõe.

3. Certo é que todo o mundo - presumindo que não se encontra perigosamente exposto - aproveita a oportunidade para usufruir ou obter algumas "regalias", sem grande esforço físico e/ou mental, ninguém curando em saber quem sairá prejudicado.

4. A cooperativa é uma associação autónoma de pessoas, segundo a Recomendação 193 da OIT, que estimula os seus associados a se governarem por regras próprias a fim de atenderem as suas necessidades e aspirações comuns, económicas, sociais e culturais.

5. Portugal, graças à intuição e dinamismo do Infante de Sagres, cedo se voltou para o mar, visto que o envolvimento nas tricas  peninsulares eram desgastantes e a disponibilidade de braços para as rotas marítimas - esperançosamente profícuas - permitiam um equilíbrio demográfico mais estável.

6. O "fontismo" foi um arremedo industrial do que se fazia lá fora" e serviu para o aumento do endividamento externo, bem como para satisfazer o basbaque de uma burguesia moderada e permissível às traquinices revolucionárias dos seus rebentos bacharéis.

7. Tomadas de Bastilhas e convulsões sociais fomentadas por sociedades secretas e conspiradores insensatos levaram Portugal ao descalabro do presente pelo que urge enrobustecer o comunalismo através de uma saudável prática cooperativa, aplanado o caminho para o regresso do Rei.

Nau

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Nº. 1106 - Luta Popular


1. No apontamento de ontem, sublinhamos: que a instituição monárquica, consubstanciada num soberano vitalício e hereditário, foi a Lei Fundamental portuguesa.

2. Que as modas, simples fantasias acerca do aspecto do vestuário, da arte, dos móveis, etc., e até da política, recebem, durante algum tempo, a aprovação social, segundo a prática nas diferentes regiões do globo.

3. Que Portugal, graças à intuição e dinamismo do Infante de Sagres, se voltou para o mar, visto que o envolvimento nas tricas peninsulares eram desgastantes e a disponibilidade de braços para a gesta marítima mais profíqua e fautora de um equilíbrio demográfico.

4. Que os proventos mercantis resultantes da dita gesta marítima em nada favoreceram o sector industrial (excepto o do revolucionário segmento da construção naval) continuando a maioria ligada ao amanho da terra.

5. Que o "fontismo" foi um arremedo industrial do "que se fazia lá fora" e serviu para aumentar o endividamento externo, bem como para satisfazer o basbaque de uma burguesia moderada e permissível às traquinadas revolucionárias dos seus rebentos bacharéis.

6. Que exaltados radicais da média burguesia, sem a prudência de um Antero de Quental, estavam apostados em importar "tomadas de Bastilhas" e convulsões sociais através de sociedades secretas e de conspiradores insensatos.

7. Que já é tempo de enrobustecer o comunalismo através de uma saudável prática cooperativista, aplanando o caminho para o regresso do Rei.

Nau

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Nº. 1105 - Prelo Real


1. A instituição monárquica, consubstanciada num soberano vitalício e hereditário, foi a Lei Fundamental do rectângulo à beira Atlântico plantado, rosto da grande Península Ibérica e terra de muitas e desvairadas gentes.

2. Nada de racional tem a moda, simples fantasia acerca do aspecto do vestuário, da arte, dos móveis, etc. - e até da política! - que recebem, durante algum tempo, a aprovação social, com maiores ou menores exageros, segundo a prática nas diferentes regiões do globo.

3. Portugal, graças à intuição e dinamismo do Infante de Sagres, cedo se voltou para o mar, visto que o envolvimento nas tricas peninsulares eram desgastantes e a disponibilidade de braços para as rotas marítimas esperançosamente profíquas, além de permitirem um equilíbrio demográfico mais estável.

4. Os proventos mercantis resultantes dos empreendimentos marítimos em nada favoreceram o sector industrial, continuando a maioria da população agarrada a uma agricultura de subsistência, tradicionalmente ligada à força braçal, o que justifica a ruralidade do país, com um breve surto industrial nos finais do século XIX.

5. Claro que o "fontismo" foi um arremedo industrial do "que se fazia lá fora" e serviu para aumentar o endividamento externo, bem como satisfazer o basbaque de uma burguesia pachorrenta, cujo filhos (bacharéis, macaqueando os franceses) se lançaram numa imitação grosseira de doutrinas revolucionárias que, pela rama, conheciam.

6. Sem dúvida que os exaltados radicais, alguns - a semelhança de Antero de Quental - estavam honestamente interessados em levar a cabo uma reforma da mentalidade ultramontana daquele tempo.
Porém, os mais afrancesados sonhavam com "tomadas da Bastilha" e organizações secretas para "enforcar o último padre com as tripas do derradeiro frade".

7. Na pele sofremos os desaires da 1ª República, o revanchismo da salazarquia, o caciquismo e corrupção do regime vigente, pelo que já é tempo de, pelas nossas próprias mãos, enfrentar plutocráticos burgueses e videirinhos ronhentos, certos de que Monarquia significa governo de um só, isto é, governo do Povo; logo, a prática cooperativista enrobustecerá o comunalismo que, já advogado por Alexandre Herculano, urge arraigar.

Nau

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Nº. 1104 - RAC


1. A cooperativa é uma "associação autónoma de pessoas", segundo a Recomendação 193 da OIT (Organização Internacional do Trabalho), sublinhando que os seus associados se governam por regras próprias.

2. O objecto é clara e expressamente definido pela Recomendação 193 da OIT: "que se unem voluntariamente para atender as suas (deles, os associados) necessidades e aspirações comuns, económicas, sociais e culturais".

3. A linha em que a actividade dos associados será realizada não deixa qualquer dúvida quanto à indispensável concertação: "por meio de empreendimento de propriedade comum e gestão democrática".

4. Oportuno será chamar a atenção para o facto de propriedade comum significar de uso de todos os associados, podendo estes estabelecer normais e sempre justificadas parçarias com unidades similares.

5. A cooperativa, como associação autónoma de pessoas, nada tem a ver com a doutrina colectivista que estabelece um sistema político em que se procura tornar os meios de produção comuns a todos os membros da Comunidade.

6. Como é sabido, as sociedades recreativas, literárias, científicas, etc. são colectividades igualmente alheias ao espírito colectivista enunciado no parágrafo anterior, vocacionadas para actividades específicas, de índole diversa ao cooperativismo.

7. Da prática cooperativa resulta a decisão criteriosa e responsável, escudo eficaz contra a alienação cultivada pelas minorias dominantes: plutocráticas, tecnocráticas, etc., em suma, simplesmente burguesóides/republicanóides.

Nau

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Nº. 1103 - Doutrina Cooperativista


1. Todo o mundo - presumindo que não se encontra perigosamente exposto - aproveita a oportunidade para usufruir ou obter algumas "regalias", sem grande esforço físico e/ou mental.

2. Ninguém cura em saber quem sairá prejudicado com tais "regalias", uma vez que se encontra apostado em usufruir das benesses alcançadas por ínvios esquemas, lamentando os eventuais desaires como pura má fortuna.

3. Todo o mundo procura ultrapassar o próximo - nem que seja na entrada para um transporte público - fingindo-se distraído ou não olhando aos meios para obter vantagens e/ou ganhar fugaz protagonismo.

4. Ninguém quer dar parte de fraco na compita mais elementar e os progenitores incentivam os seus rebentos - até os de tenra idade - a ultrapassar tudo e todos, mesmo que para o efeito tenham de abandonar os altos valores morais que proclamam defender.

5. Todo o muno quer ter o poder de decisão desde que o não obrigue a assumir grandes responsabilidades) e ganha pose de ditador em relação aos subalternos, confirmando a sapiência dos antigos: queres conhecer o vilão, mete-lhe a vara na mão.

6. Ninguém quer submeter-se a uma disciplina que cultiva o diálogo e a concertação em empreendimentos que lhe poderão satisfazer as suas necessidades económicas, sociais e culturais, sempre possível em associações de índole cooperativista.

7. Todo o mundo (sem ter realizado qualquer experiência substantiva) levanta reticências quanto ao movimento cooperativista, na expectativa de alcançar soluções mágicas, isto é, continuando à espera de Godot.

Nau

domingo, 23 de novembro de 2014

Nº. 1102 - Portal Comunalista


1. O que motiva o homem é o amor excessivo ao bem-estar próprio e à satisfação das suas necessidades, sem consideração pelos bens e interesses alheios.

2. Aliás, tais pressupostos são comuns a todos os outros animais, incluindo a satisfação das necessidades fisiológicas que, compreendendo o acasalamento, tem por objecto a satisfação sexual mútua.

3. O poder - de outro modo - o domínio sobre outrem é possível através da superioridade física, económica ou espiritual, esta devida ao conhecimento adquirido e refinado por intuição própria.

4. Claro que os conflito de interesses - o confronto e a emulação - são normais em qualquer grupo de pessoas, atenuados pelas costumeiras relações na comunidade.

5. Identificando o bem comum com o prazer dos costumes ou procedimentos do grupo - estes fundamentados na fugida às responsabilidades inerentes - a maioria não reage: inconscientemente delega.

6. Oportunistas acotovelam-se para ganhar um passo avante; a violência - verbal, física ou por mera negligência - é o prato do dia; a fome de protagonismo resulta de frustrações, porquanto vencer é dominar.

7. Soluções mágicas não são possíveis; o atropelar, vitória pirrónica; o cruzar de braços, crime contra si e contra os seus. A cooperação para o reforço do espírito comunalista é a alternativa inteligente.

Nau

Nº. 1101 - Carta aberta a Sérgio Sodré, VII


1. Decididamente, Sérgio Sodré é mais genealogista do que (como sói dizer-se no Brasil) monarquista.

2. Porém, o estudo das filiações é mais do que um passatempo predilecto, tocando as raias da presunção de que uma boa ascendência produz uma classe com qualidades excepcionais.

3. O modo de pensar ou de agir diferente do pensar e do agir comum nem sempre é uma qualidade, mas pura tendência anti-social, objecto do estudo das doenças - especialmente as alterações somáticas e funcionais - ocorridas no ser humano.

4. As atitudes anti-sociais, isto é, opostas à sociedade e/ou à ordem social, mormente são devidas por frustrações (nem sempre patológicas) mas sucedidas pelo mero facto de normais expectativas saírem goradas.

5. Claro que a exacerbação do sentimento de classe privilegiada - a nata, o melhor de qualquer grupo social - é uma presunção sem fundamento.

6. Toda a concertação (tendo por objecto o estabelecimento de programas de acção) requer bestunto, força física, força criativa e, sobretudo, a vontade colectiva, mais racional do que elitista.

7. Caro Sérgio Sodré, a rispidez destes últimos parágrafos será pouco adequada à sua pessoa que teve a hombridade de dizer o que pensa, mas dedicadas aos fidalgotes que em nada honram a Monarquia.

Nau

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Nº. 1100 - Carta aberta a Sérgio Sodré, VI


1. Vislumbro uma certa impaciência da sua parte ao deparar-se com novos parágrafos desta tão longa carta.

2. O interesse manifestado pela genealogia não é crime - mera curiosidade; apetência inquisitória - mas levar com os fundamentos monárquicos e a doutrina cooperativista é pesada pena expiatória.

3. Porém, o que motiva o interesse pela genealogia é diferente da paixão pela numismática, ambos com o traço comum da história, mas justificações subliminares diferentes.

4. Os homens notáveis, ao longo dos tempos, vão sofrendo um normal processo de santificação, muito semelhante àquele atribuído a defuntos de recente data: no fundo, não era má pessoa.

5. A história é mera interpretação do presente, pelo que a referência a homens ilustres do passado vai no sentido destes, caso ressuscitassem, terem receitas e soluções adequadas aos nossos problemas.

6. Caro Sérgio Sodré, os problemas com que nos confrontamos apenas por nós poderão ser resolvidos; logo, aristocratas, super-homens, extraterrestres, deuses do Olimpo, tecnocratas, etc., são meros frutos da nossa irresolução.

7. Faltam-me qualidades de pitonisa, mas vislumbro, perante a passividade da maioria, tempos muito cruéis em que, em vez de se apelar pelo regresso do Rei, se tecem loas a ditadores de pacotilha.

Nau

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Nº. 1099 - Carta aberta a Sérgio Sodré,V


1. Estamos conversados quanto à hipótese da reforma das mentalidades ser efectuada através da prática cooperativa.

2. Temos presente que a apropriação excessiva - e não a propriedade implume - satisfaz a fome de poder, isto é, o domínio da minoria sobre o maralhal.

3. Claro que a apropriação aqui condenada incide sobre aquilo que tem a possibilidade de gerar bens materiais, sobretudo bens essenciais para a subsistência do homem.

4. Sonhar com uma sociedade em que cada indivíduo contribua, para o bem-estar comum, segundo as suas capacidades e receba segundo as suas necessidades é pura utopia.

5. O sistema político e económico baseado na comunidade de bens e na abolição da propriedade privada, tendente à supressão das classes sociais, começa pela sagração da classe dirigente.

6. A propriedade colectiva dos instrumentos de produção, realizada, progressivamente, através de reformas conduzidas pela burguesia dominante, embora respeitando a democracia parlamentar, vai ser possível lá para as calendas gregas.

7. Bom é cultivar o espírito cooperativo, concertando a acção de várias pessoas interessadas em satisfazer as suas necessidades comuns - económicas, sociais e culturais. O regresso do Rei terá lugar tão cedo quanto possível.

Nau

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Nº. 1098 - Carta Aberta a Sérgio Sodré, IV


1. Em determinada altura é natural que até o mais distraído monárquico levante a questão: sendo o cooperativismo válido tanto para monárquicos, como para republicanos, qual a razão do CECIM (Centro de Estudos Cooperativistas de Inspiração Monárquica).

2. A resposta tem sido dada ao longo da existência do CECIM, mas não há qualquer dúvida em sublinhar o fundamento da doutrina aqui despendida: o cooperativismo é uma escola prática da Democracia porquanto motiva a participação e concertação entre os associados.

3. Sabido que a República tem por regra de ouro "um homem, um voto" esta, quando generalizada, vai no sentido da delegação do poder de decisão a desconhecidos, visto que tanto o voto criterioso, como o voto anódino é conferido a um terceiro, alegadamente julgado a longo prazo.

4. Quando nos tentam convencer que votar é sinónimo de Democracia, no passo seguinte avançam com as litanias republicanas que, repetidos até à exaustão, ficam no ouvido de todo o mundo como verdades incontornáveis.

5. Porém, o voto de qualidade é aquele que, directamente, responsabiliza o votante, logo possível em pequenas associações cooperativas que, na multiplicação destas, são a proto-comunidade, vocacionadas para influenciar a grande Comunidade.

6. O estratagema republicano tem tido larga audiência e, usado sistematicamente pelas minorias monopolistas (tendencialmente plutocráticas) vão impondo o consumismo, ao mesmo tempo que, controlando a produção, auferem largos proventos, alentando estes a sua existência.

7. Claro que a plutocracia paira muito acima de qualquer solução liberal e/ou socialista, não afectando a vetusta Monarquia porquanto o soberano, hereditário e vitalício, de facto reina, mas não governa.

Nau

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Nº. 1097 - Carta aberta a Sérgio Sodré, III


1. Um amante de genealogia não é, forçosamente, um monárquico esclarecido.

2. Logo, ao assumir-se como monárquico - sem a estultícia dos oportunistas pretendentes e/ou o diletantismos dos cérebros de ignorância enciclopédica - importa aprofundar os fundamentos da opção tomada.

3. Vezes sem conta, neste espaço internáutico, tem sido chamada a atenção para o facto de Monarquia significar o governo de uma só pessoa jurídica, consubstanciada na figura do Rei e manifestada como o governo do Povo.

4. A figura do Rei, na avassaladora globalização, é o símbolo do todo - acima das tensões independentistas, dos credos religiosos, dos problemas sociais e economicistas - soberano vitalício e hereditário por obviar disputas partidárias no topo da Comunidade.

5. Definida a essência da instituição monárquica, incontornáveis são as opções políticas (mais Estado o menos Estado?) reservadas para os organismos democráticos - tanto os institucionais como os corporativos, isto é, unidades autárquicas, ordens profissionais, sindicatos, etc. - logo, do foro estritamente político.

6. Como alternativa ao "mais Estado ou menos Estado", aqui é defendida a unidade cooperativa, a qual consiste numa associação autónoma de pessoas (tanto monárquicas como republicanas) unidas para a satisfação das suas necessidades e aspirações comuns - económicas, sociais e culturais.

7. A cooperativa é uma verdadeira escola prática da almejada Democracia que convém implementar - tanto em casa, como na diáspora - opondo a cooperação à apropriação excessiva.

Nau

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Nº. 1096 - Carta aberta a Sérgio Sodré, II


1. Compreendo que esteja sobejamente enfastiado das repetições de temas e argumentos neste espaço.

2. Porém, o tempo escasseia e os eventuais visitantes caiem por acidente - a força de hábito; o aguardar do transporte; o ripanço ocasional - no mero compulsar do portátil.

3. Claro que o participar é outra loiça e a maioria tem o bom-senso de evitar diarreias do "lol", "porreiro, pá!", "vai-te catar" e outros mimos de alto coturno.

4. Dizer sim ao cooperativismo abjurando a apropriação doentia é passo de gigante, mas tal requer mais actos do que palavras.

5. Afirmar-se simpatizante monárquico sem procurar as razões substantivas é mero clubismo, tão abnóxio como declarar-se republicano numa assembleia de mentecaptos.

6. Difícil será realizar uma sociedade sem classes (profissionais, importância social, capacidade administrativa, etc.) mas apostar em super-homens e/ou tecnocratas de pacotilha é tempo perdido.

7. As decisões a todos nós pertencem porquanto o delegar é mera fuga às inerentes responsabilidades.

Nau

domingo, 16 de novembro de 2014

Nº. 1095 - Carta aberta a Sérgio Sodré


1. Confesso não ter muito apreço pela genealogia mas, segundo me contaram, as pesquizas acerca da Família Sodré parecem ter largo número de simpatizantes.

2. Fazendo fé na "Enciclopédia Luso-Brasileira de Cultura", a notícia acerca da Família Sodré em Portugal remonta ao século XIV, com naturais ramificações brasileiras.

3. Com um traço ancestral tão grande e promissor, é natural que os membros da Família Sodré se sintam motivados em pesquisar as suas origens.

4. Porém, bom é ter presente que, numa família tão ilustre, os cadáveres, convenientemente guardados em armários, são frequentes, presumindo eu a existência tanto de vilãos, como de homens santos.

5. No entanto, atrevo-me a lembrar que a fidalguia (filho de algo) herdada, à qual as leis consuetudinárias ou escritas reconheciam certas prerrogativas - para além do valor sentimental - hoje para nada servem.

6. Por outro lado, volto a sublinhar que, originalmente, a aristocracia - forma de governo em que o poder é exercido por pessoas notáveis - não faz sentido nos tempos modernos.

7. Como tem presente, Monarquia significa governo de um só, isto é, do Povo, servindo a figura do Rei para obviar disputas partidárias no topo da Comunidade.

Nau

sábado, 15 de novembro de 2014

Nº. 1094 - Psyche


1. O ser pressupõe o modo sob o qual uma coisa existe, em que os átomos formam moléculas, as moléculas células, as células órgãos e os órgãos sistemas, em suma, matéria viva.

2. A matéria viva, como forma de energia, tem os atributos de possuir uma massa - uma extensão no espaço e no tempo - compreendendo os mesmos átomos da matéria inanimada.

3. Por outro lado, a mera conjectura - juízo sobre probabilidades - não é massa, nem energia, embora precise destas para subsistir e transmissão.

4. Sendo o domínio do conhecimento motivado pela satisfação que este proporciona, isto é, o prazer, a recorrência a tal domínio é uma das formas de exercício de poder.

5. O poder encontra-se monopolizado por uma minoria que controla a decisão política orientando-a para o estímulo à produção e ao consumo, ambos sustentáculos dessa minoria pelos recursos financeiros inerentes e razão da sua existência.

6. Claro que o lucro se justifica pela necessidade da manutenção do poder, dado que este satisfaz a minoria dominante e, alegadamente, proporciona o progresso e bem-estar da maioria.

7. O conhecimento é ambivalente: tanto subverte como domina.

Nau

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Nº. 1093 - Fim de Semana 46


1. Bom é sublinhar que a nobreza sempre foi uma classe turbulenta - com ou sem cabedais - alcandorada em pergaminhos de obscura proveniência (favores do soberano), caprichando por precedências, geralmente de natureza social, mas de baixo substracto na aplicação do espírito ao estudo e desenvolvimento intelectual.

2. Com base nos recursos económicos dos seus associados, a cooperativa, por sistema, contorna os endividamentos compulsivos e atenua os ímpetos consumistas, sendo uma autêntica escola de administração, logo, uma proto-comunidade, pelo que a multiplicação destas dão azo à construção de uma Comunidade mais sã e justa.

3. A unidade cooperativa é uma parçaria de monárquicos e republicanos uma vez que, na sua actividade normal, o cooperativismo não faz discriminações sociais, raciais, políticas ou religiosas, tendo por objecto satisfazer as necessidades e aspirações comuns - económicas, sociais e culturais - por via do empreendimento de propriedade comparticipada e gestão democrática.

4. A menos que a instituição monárquica tenha no bolso angélicos políticos e remeta os actuais para o Olimpo da insensatez em que os presentes medram, não enxergo a vantagem das andanças, pelo que o afirmar amor pelo passado será um processo de regressão fácil de cultivar em clubes revivalistas; porém, o que importa é zelar pelo bem-estar comum.

5. Viver à sombra - tanto moral, como material - das glórias de alguém é simples desfrutar do trabalho alheio, logo parasitismo, moral e socialmente condenável, na mesma linha daquele que, desfrutando de auxílios sociais, nada contribui para o bem-estar comum.

6. Os problemas de hoje são estudados em termos de sistemas, tanto no que respeita à demografia, à produção/consumo, aos recursos naturais e à poluição, alegadamente caminhando para uma economia ao serviço da sociedade, embora esta continue enfeudada a minorias e seus inexpugnáveis redutos.

7. A luta popular, aquela defendida neste espaço, depende do despertar de cada um de nós, dirimindo a apropriação excessiva; cultivando a cooperação deliberada.

Nau

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Nº. 1092 - Luta Popular


1. O preconceito é simples ideia, convencional ou tradicionalmente estabelecida, formada sem qualquer fundamento sério.

2. A heráldica, como arte de descrever os escudos de armas de uma linhagem, poderá ser mero entretenimento, tal como a numismática, a filatelia e outras coisas mais.

3. Mesmo a satisfação (orgulho, seria demasiado pretensioso) de descender de alguém notável é obrigação, aliás, incentivo para uma emulação salutar.

4. Viver à sombra - tanto moral, como material - das glórias de alguém é simples desfrutar do trabalho alheio, logo parasitismo, moral e socialmente condenável.

5. Na mesma linha se critica todo aquele que, desfrutando de auxílios sociais, nada contribui para o bem-estar comum.

6. A redistribuição da riqueza, forçosamente burocrática, tem um senão muito antigo: "a caridade para ser bem praticada, por nós será iniciada".

7. A luta popular depende do despertar do homem, como ser animado racional.

Nau

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Nº. 1091 - Prelo Real


1. A maioria dos portugueses não está satisfeita com o regime político vigente, nem com os endémicos rodriguinhos partidários.

2. Porém, certos monárquicos, sem aduzirem razões substantivas, esperam que o mero regresso do Rei faça rodar a coisa pública sobre os respectivos eixos.

3. Evidenciando a opacidade do pensamento dos referidos monárquicos, estes dizem defender uma instituição autenticamente monárquica e parlamentar.

4. Ora, Monarquia, substancialmente, designa governo de um só, isto é, do Povo; logo, a opção pleonástica é abstrusa e o acento parlamentar de cariz partidário.

5. A menos que a instituição monárquica tenha no bolso angélicos políticos e remeta os actuais para o Olimpo da insensatez em que os presentes medram, não enxergo a vantagem das andanças.

6 Navegar pelo espaço internáutico afirmando o seu amor pelo passado será um processo de regressão fácil de cultivar em clubes revivalistas; porém, o que importa é zelar pelo bem-estar comum.

7. Na globalização em curso, querer impor credos religiosos, fechar fronteiras, tecer casulos assépticos e (donos de uma verdade absoluta) verberar contra tudo/contra todos, é mera frustração patológica.

Nau

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Nº. 1090 - RAC


1. Como é evidente, a unidade cooperativa é uma parçaria de monárquicos e republicanos dado que, na sua actividade normal, o cooperativismo não faz discriminações sociais, raciais, políticas ou religiosas.

2. Associação autónoma de pessoas, a cooperativa tem por objecto satisfazer as necessidades e aspirações comuns - económicas, sociais e culturais - por meio de empreendimento de propriedade comparticipada e gestão democrática.

3. Tanto os adeptos das opções da intervenção mínima do Estado no sector económico da sociedade, como os partidários de reformas socialistas e mais Estado, ambos apoiados em meios parlamentares, poderão, sem abdicar do essencial das suas doutrinas, participar no movimento cooperativo, este tido como a via alternativa.

4. Reservas são apenas levantadas às opções políticas dos sociais-fascistas porquanto estas advogam ditaduras, alegadamente em nome do proletariado, num esquema piramidal em que a base, por razões de boa saúde, se coaduna com as decisões do vértice.

5. Porém, na União Europeia, são os interesses das minorias oligopolistas que nela prevalecem, pelo que os bonzos da economia, em troca de royalties temporários, exportam a tecnologia de ponta, fechando as fábricas dependentes desta, a fim de contornar eventuais contestações salariais.

6. Claro que a União Europeia, em consonância com os blocos de tendências hegemónicas, só fala de democracia, salientando a legitimidade de "um voto, um homem" (tanto o voto criterioso, como o voto anódino) que sustenta a impante burguesia.

7. Em Portugal, a esperança da reforma da mentalidade pela via aqui defendida tem um parceiro natural, o PCTP/MRPP, porquanto este, embora não sendo do agrado dos areópagos da União Europeia, é o tenaz defensor dos interesses populares.

Nau

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Nº. 1089 - Doutrina Cooperativa


1. O homem é a pedra angular do cooperativismo.

2. Logo, a satisfação das necessidades económicas, sociais e culturais do homem motivam a tomada de decisões de modo concertado.

3. O poder de decisão é inalienável e está para além do seguidismo partidário, manifestando-se no assumir de responsabilidades.

4. Sem qualquer distinção racial ou de credos - tanto religiosos, como políticos - a cooperativa é a plataforma onde homens e mulheres exercitam o seu poder de decisão.

5. Baseado no recurso económico dos seus associados, a cooperativa, por sistema, contorna os endividamentos compulsivos e atenua os ímpetos consumistas, sendo uma autêntica escola de administração.

6. A unidade cooperativa é uma proto-comunidade, pelo que a multiplicação destas dão azo à construção de uma Comunidade mais sã e justa.

7. Não sendo liberal, nem tão-pouco socialista, o cooperativismo é a terceira via, a opção verdadeiramente monárquica.

Nau

domingo, 9 de novembro de 2014

Nº. 1087 - PC: Nobreza & Aristocracia


1. Este tema foi discreteado em três apontamentos (nºs. 268, 269 e 270), mas apenas o primeiro mereceu um comentário que, presumo pelo elevado número de visitas, aguarda a pertinente resposta.

2. Claro que a Aristocracia não foi nos tempos idos, nem é no presente, "o estrato social poderoso e abastado composto pela alta nobreza e alto clero", porquanto a palavra em questão apenas designa a nata que governa (aristoKrateia).

3. Por extrapolação, a forma de governo em que o poder é exercido por pessoas notáveis pelos largos recursos económicos que auferem, tem sido, convenientemente, designado por aristocrático, mascarando um regime político e social em que as decisões são condicionadas pelos homens ricos, isto é, os plutocratas.

4. Que no antigo regime - tanto a nobreza, como o clero - tinham um acesso privilegiado ao núcleo do poder, não há qualquer dúvida, porém os governantes mais notáveis provinham dos membros da Igreja porquanto eram estes que melhores compromissos (mútuos interesses) estabeleciam com os reis (consagração do soberano).

5. Bom é sublinhar que a nobreza sempre foi uma classe turbulenta - com ou sem largos cabedais - baseada em pergaminhos de obscura proveniência (favores do soberano), caprichando por precedências, geralmente de natureza social, mas de baixo substracto na aplicação do espírito ao estudo e desenvolvimento intelectual.

6. As excepções confirmam as regras contudo, nos dias de hoje, os membros da Igreja cristalizaram em dogmas contestados pela ciência moderna, e a nobreza reduz-se ao blasonar de heráldicas que, socialmente, nada valem.

7. Todos nós procedemos por geração de um casal (homem+mulher) e, no conceito monárquico, o que importa é prontamente definir a primogenitura da figura do rei, dado que é este que obviará disputas partidárias no topo da comunidade, concentrando-se as mesmas nos órgãos de natureza democrática.

Nau

sábado, 8 de novembro de 2014

Nº. 1087 - Psyche


1. Os tempos que decorrem são de cariz pós-industrial, em que as formas de poder, as lutas e o ambiente cultural conduzem a um mero consumismo.

2. O proletariado mantém-se apenas como figura retórica e as contestações políticas verificam-se pela insatisfação popular e falta de respostas dos quadros que, a passagem da sociedade pós-agrícola à sociedade pós-industrial compreendem, mas nada sabem acerca do presente.

3. Apenas os responsáveis pelas grandes negociatas económicas, os plutocratas, continuam enredados na produção e comércio de novos produtos, impondo as regras inflexíveis do capital que consistem na geração e acumulação de lucros para as multinacionais que sustentam minorias, limitando-se estas a desfrutar do trabalho alheio.

4. Os problemas de hoje são estudados em termos de sistemas, tanto no que respeita à demografia, à produção/consumo, aos recursos naturais e à poluição, alegadamente caminhando para uma economia ao serviço da sociedade, embora esta continue enfeudada a minorias e seus inexpugnáveis redutos.

5. Quanto mais se fala em Democracia mais esta se esvai nos chamados Estados fortes que planificam com o recurso de estatísticas, suportadas, quer através do voto irresponsável do maralhal, quer do voto estruturado na pirâmide em que os votantes da base, por questões de boa saúde, se encontram em consonância com o vértice.

6. Dado que a droga e os equipamentos militares proporcionam vastos lucros, as disputas religiosas, os nacionalismos extemporâneos, as hegemonias regionais e a insegurança nas ruas da aldeia, da vila, da cidade, etc., aumentarão e cedo se apelará para a protecção dos senhores da guerra, estritamente pela via democrática.

7. O homem, com a sua complexidade - tanto física como espiritual - ruma deliberadamente para o admirável mundo novo.

Nau

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Nº. 1086 - Fim de semana 45


1. A ocupação em alguma obra ou ministério é penosa, identificando-se o homem mais com o prazer que não algo tediento.

2. Claro que todas as religiões são fraude perniciosa - sustentadas por meros sacerdotes, comissários do povo  ou delegados, estes nomeados por compadrio, com a única função de manter o statu quo - logo, nefastas para o género humano.

3. Porém, a apropriação doentia continuará a prevalecer em detrimento da cooperação inteligente, mas esta tem meios para debelar os excessos dos apossados exploradores, bem como os impulsos patológicos da minoria insignificante de cripto-republicanos que, sem propostas de interesse social, capricham nas imaginárias questões dinásticas.

4. A reforma da mentalidade burguesa (presumido talento individual e competitivo) começa por nós, abjurando o consumismo , bem como a produção exponencial crescente do desperdício, certos de que o cilindrar de actos peculiares de uma região, de uma comunidade, de um povo, mais aumenta a necessidade do regresso do soberano vitalício e hereditário.

5. O eventual leitor daquilo escrito neste espaço poderá condescender anuindo ao raciocínio ou, reagindo contra este, enveredar pela formulação do seu próprio discurso, mesmo que este não passe a letra redonda porquanto, persuadir alguém para as teses aqui expostas é missão inglória, servindo este apenas para mitigar a curiosidade de solitários navegantes.

6. A classe dominante é aquela que, embora minoritária, exerce o poder efectivo sobre a maioria, desfrutando do trabalho alheio; logo, cumpre à maioria erguer, em sua defesa, unidades cooperativas para o exercício do poder autonómico e aplanar o caminho para o regresso do Rei.

7. Mas tudo continua em aberto, sendo o espaço, frequentemente, cedido a temas pouco relevantes (tal como o da Questão Dinástica) que se repetem pelo interesse que gente pouco informada manifesta em chafurdar naquilo que não entende.

Nau

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Nº. 1085 - Luta Popular


1. A lua popular é o conflito que opõe o povo contra as classes dominantes.

2. Classe é todo o grupo de pessoas com atributos semelhantes: condições sociais, profissionais ou quejandas.

3. A classe dominante é aquela que, embora minoritária, exerce o poder sobre a maioria, desfrutando do trabalho alheio.

4. O domínio da minoria deve-se ao controlo que esta ardilosamente urdiu sobre a riqueza da comunidade,

5. Claro que a apropriação da riqueza pública é estimulada e garantida pelo inefável (para alguns) Estado de Direito.

6. Só a aliança do Rei com o Povo poderá dirimir o controlo da classe minoritária dominante.

7. Logo, cumpre à maioria erguer, em sua defesa, unidades cooperativas para o exercício do poder autonómico e aplanar o caminho para o regresso do Rei.

Nau

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Nº. 1084 - Prelo Real


1. A escrita supostamente regista o que foi a hipótese de um discurso - mero raciocínio de um dado momento.

2. Escrever (mesmo na areia como acontece no espaço internáutico) será, para o que narra por escrito, um exercício que, provavelmente, lhe permitirá pôr as ideias em ordem.

3. O eventual leitor daquilo que foi escrito poderá condescender anuindo ao raciocínio ou, reagindo contra este, enveredar pela formulação do seu próprio discurso, mesmo que este não passe a letra redonda.

4. Persuadir alguém para as teses aqui expostas é missão inglória pois os eventuais navegantes já têm as suas rotas definidas, manifestando apenas curiosidade numa averiguação displicente.

5. O autor de composições literárias ou científicas (que justifica a existência deste prelo) continua na expectativa da concretização do projecto aqui anunciado, mas a senda editorial apresenta muitos senãos.

6. Tudo continua em aberto, sendo o espaço, frequentemente cedido a temas pouco relevantes, tal como a Questão Dinástica, que se repetem pelo interesse que gente pouco informada manifesta em chafurdar naquilo que não entende.

7. Paciência.

Nau

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Nº. 1083 - RAC


1. A real actividade cooperativa, só para os mais jocosos, consistirá na inauguração de unidades cooperativas em cada esquina das ruas.

2. Basta o espírito cooperativo - concorrência de auxílio, de forças, de meios, para algum fim de interesse comum - para atenuar o impulso emulativo que subsiste em cada um de nós.

3. A reforma da mentalidade burguesa (presumido talento individual e competitivo) começa por nós, abjurando o consumismo, bem como a produção exponencial crescente do desperdício.

4. Cada vez mais dependemos dos recursos energéticos - combustíveis fósseis, biológicos, radioactivos, etc. - porquanto a funcionalidade dos equipamentos ao nosso dispor a tal obrigam.

5. Por outro lado, os meios de comunicação (telefone, radio, televisão, transportes, etc.), aproximando os povos, vão impondo estilos de vida estereotipados, mais quanto ao consumo, do que à cultura propriamente dita.

6. O acto ou efeito de consumir alimenta o sector produtivo, satisfazendo os interesses daqueles que largos investimentos fazem naquela actividade, bem como no campo especulativo.

7. O cilindrar de actos particulares de uma região, de uma comunidade, de um povo, mais aumenta a necessidade do regresso do soberano vitalício e hereditário.

Nau

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Nº. 1082 - A Questão Dinástica, VII


1. A apropriação doentia continuará a prevalecer em detrimento da cooperação inteligente, mas esta tem meios para debelar os excessos dos apossados exploradores.

2. Dado que a maior parte dos recursos naturais são exauríveis, dependendo o seu valor no mercado da escassez e da procura, uma minoria diligente há muito tempo já que controla tais recursos, tanto directo, como pela via financeira.

3. A Europa - ainda literalmente a pagar a dívida da Guerra 1914-18, com a qual a Grã-Bretenha procurou liquidar dois incómodos concorrentes, a França e a Alemanha, lançando uma contra a outra - procura ganhar tempo, após a sequela 1939-45, cedendo a sua tecnologia de ponta a terceiros contra o pagamento de royalties, a fim de mitigar os conflitos sociais no seu espaço.

4. Os Estados Unidos da América do Norte que, pressurosamente, advogou o fim do colonialismo europeu - embora procurasse manter o seu neo-colonialismo como reserva natural a sul das suas fronteiras - tem mantido uma hegemonia económica planetária, beliscada pela antiga União Soviética e agora, numa difusa contestação, ensaiada pelo renovado "perigo amarelo".

5. De facto, a República Popular da China, aproximando-se o fim da mão de obra barata, apressa-se a lançar satélites artificiais e naves pilotadas mais além do planeta Terra; constrói sofisticados porta-aviões para defesa das suas águas territoriais (as da formosa inclusive) porquanto já não precisa da Coreia do Norte para as palhaçadas do costume.

6. A República Popular da China tem largo excesso de população masculina podendo facilmente transformar-se, pela força das armas, numa grande potência que na realidade já é, mas extravasando o carácter regional; apostando em novos recursos energéticos e tecnologias de ponta que a libertarão dos grupos oligopolistas estadunidenses.

7. Perante cenários tão preocupantes que aconselhariam qualquer homem sensato a apostar na cooperação; a robustecer o espírito de comunidade - coeso, não subserviente - revendo-se na figura do soberano vitalício e hereditário, cripto-republicanos vão-se masturbando por pretendentes fantásticos e, sem propostas de interesse social, capricham nas imaginárias questões dinásticas.

Nau

domingo, 2 de novembro de 2014

Nº. 1081 - PC: A Questão Dinástica, VI


1. Até aqueles que se afirmam como ateus, com muita fé presumem que o regresso do rei acabará com o regabofe em que uma minoria vive à pala do trabalho alheio.

2. Outros imaginam que a mera imposição do seu credo religioso tornará a comunidade mais sã e justa, mesmo que para isso tenham de recorrer a tribunais e polícias eclesiásticos, tal como se verifica em certos países, não muito longe da Europa.

3. Para os mais distraídos, bom é chamar a atenção para o facto dos sociais-fascistas exigirem uma estrita observação das suas doutrinas religiosas, digo, marxistas, baseadas num sistema político, económico e social assente numa teórica comunidade de bens e na abolição da propriedade privada.

4. Claro que todas as religiões são fraude perniciosa - sustentadas por meros sacerdotes, comissários do povo ou delegados, estes eleitos através de votos anódinos e/ou nomeados por compadrio, com a única função de manter o statu quo - logo, nefastas para o género humano.

5. O que importa é uma prática cooperativa inteligente, baseada no trabalho e apoio mútuo, exercitado em unidades independentes, de gestão concertada e propriedade partilhada, a fim de libertar os seus associados dos encargos respeitantes a lucros de intermediários e/ou a interesses de usurários.

6. A minoria que controla a produção e consumo - apoderada das riquezas naturais e dos bens essenciais - em tempo algum abrirá mão do poder que exerce sobre a maioria porquanto é esta que alenta a sua existência e espírito de classe dominante.

7. Logo, o que importa é pugnar por uma Monarquia autêntica, sinónimo do governo de um só, isto é, do Povo, abjurando de falsas questões dinásticas, de credos perniciosos, de comunidades baseadas no consumismo, aplanando o caminho para o regresso do Rei.

Nau

sábado, 1 de novembro de 2014

Nº. 1080 - Psiche


1. "Ai que prazer / Não cumprir um dever, / Ter um livro para ler / E não fazer! / Ler é maçada, / Estudar é nada...".  Excerto do poema "Liberdade", de Fernando Pessoa.

2. De facto a ocupação em alguma obra ou ministério - simples exercício material ou intelectual - é penoso, identificando-se o homem mais com o prazer do que com algo corriqueiro.

3. O desejo de nada fazer é uma pretensa evasão a qualquer tipo de responsabilidades, atribuido às deficiências do sistema (familiar, escolar, curricular, etc.) mas resultante da perturbação de personalidade que é do foro psiquiátrico.

4. Compete a cada um de nós decidir como proceder no dia a dia, organizando o tempo e a acção de acordo com as disposições do momento; assumindo as pertinentes responsabilidades.

5. Evitar impressões desagradáveis; sofrimentos morais, de pesar, de aflição, etc., é comportamento natural, porém não poderá descambar em recorrências miraculosas porquanto estas denunciam meras fugas à liberdade.

6. Fincar os pés bem no chão; enfrentar a realidade; estabelecer objectivos (embora alguns sejam difíceis de atingir e/ou exijam esforços redobrados) é a única via para alcançar o prazer de uma eventual realização.

7. Os lobos frontais do nosso cérebro são o reduto que nos torna mais humanos embora nem sempre nos proporcione o almejado prazer.

Nau