domingo, 31 de março de 2013
Nº. 499 - Portal da Cidadonia
1. Para alguns monárquicos, a figura do Rei é coisa mística, capaz de tomar decisões imparcialmente porquanto - não pertencendo a qualquer das facções políticas e/ou de interesses económicos existentes - é livre para decidir objectiva e ponderadamente.
2. Claro que o Soberano terá o apoio de conselheiros por si nomeados, à paridade com aqueles apontados pelos membros da Casa da Democracia, cujos residentes são apurados por sufrágio universal em círculos uninominais, bem como em circunscrições meramente partidárias.
3. Perdida a confiança - quer dos membros da Câmara dos Conselheiros, quer os da Casa da Democracia - o(s) ministro(s) contestado(s) será/serão demitido(s) pelo Rei e por este nomeado(s) o(s) substituto(s), cumprindo-se assim a velha fórmula integralista de "Governo do Rei, Administração do Povo".
4. Outros monárquicos advogam o puro regresso à Monarquia Constitucional em que a figura do Rei reina, mas não governa, actuando como mero juiz cujas decisões serão tomadas após ouvido o juri privilegiado que é o povo, através de sufrágio universal.
5. Variantes destas fórmulas políticas não são muito grandes, algumas prevendo a existência de Cortes onde participariam, além dos residentes da Casa da Democracia, os representantes das corporações existentes - ordens profissionais, membros das autarquias, Conselheiros de Estado e outras figuras de destaque.
6. Em qualquer das soluções previstas, a figura do Rei é apenas a válvula de segurança da Democracia que, evitando a manipulação por soberanos a prazo, deixam campo aberto ao confronto de ideias políticas; à concertação de projectos, bem como à realização de consensos alargados.
7. Logo, a Monarquia é sinónimo de Democracia mas, para assegurar o harmonioso funcionamento desta, urgente é o aumento em número dos cidadãos criteriosos, possível através do robustecimento do imparável movimento cooperativista.
Nau
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