sábado, 16 de março de 2013
Nº. 484 - Psyche: e o sexo? (IV)
1. Às tantas da inocência acontece a descoberta, seguida de intermitentes, embora crescidas, urgências, culminadas no gourmet que, no perigeu, vira estratega prudente até perseguir o sexo oposto sem ao menos se lembrar do porquê.
2. Claro que as disfunções sexuais (impotência, anorgasmia, frigidez, etc.) podem ocorrer em qualquer fase da vida do indivíduo, mormente causadas por razões emocionais, mas o acompanhamento médico e/ou psicológico poderá colmatar tais problemas.
3. Porém, nem médicos, nem psicólogos ou sexólogos poderão pôr fim às inibições causadas pelo flagelo do desemprego, sendo este uma das fontes para a crispação social e motivador de extremismos praticados por actos e palavras.
4. Falar de sexo não será apenas discorrer acerca dos órgãos sexuais ou à relação sexual propriamente dita, mas ter presente que este é uma fonte de prazer e bem-estar, reduzindo substancialmente as tensões sociais no lar e na comunidade, isto é, no trato entre os mais.
5. O comportamento humano é aprendido na comunidade em que se encontra integrado, sendo essa aprendizagem realizada por observação/prática e instruções verbais. Logo, a frustração/agressão é sintoma de inaptabilidade, isto é, auto-exclusão social.
6. Por razões culturais, o acto sexual - embora indispensável para a reprodução da espécie - tem sido considerado como pouco digno por influência de credos religiosos (Idade Média); por comoção ou emoção revolucionária conotada com a descoberta da liberdade (Revolução Francesa); sublime na linha da escola romântica, bem como fonte de subsídios vários.
7. Desde os tempos imemoriais que o sexo é a função democrática por excelência, porquanto, embora haja alguém que fica por cima e outra por baixo, ambos saem, na maioria dos casos, satisfeitos.
Nau
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