quinta-feira, 21 de março de 2013

Nº. 489 - Luta Popular


1. Os jogos políticos, sublinhados no penúltimo apontamento, prosseguem no tablado internacional, levados a cabo por prestidigitadores insensíveis ao sofrimento que causam à maioria da população.

2. A crise, teórica e prática, bem como a armadilha do endividamento deu azo a situações alarmantes em toda Europa onde a política do contentamento, conduzidas por equipas governamentais apenas interessadas no acesso ao poder, tudo desbarataram.

3. O Estado-providência, resultante do confronto com o bloco de Leste e destinado a suprir a incerteza da providência religiosa, vacila após a implosão do Estado soviético que hoje se apresenta com nova designação, mas idênticos propósitos.

4. A aldeia global de que todo o mundo fala continua agarrada a esquemas do passado, cultivando nacionalismos extemporâneos na Escócia, na Catalunha, no Kurdistão, este redescoberto para desequilibrar a Turquia no seu alinhamento ao fundamentalismo religioso.

5. É urgente que a noção de bem comum ganhe a devida consistência, não limitando esta ao quintal ou horta ao nosso alcance, mas ultrapassando as reservas naturais, a própria estratosfera, sem convénios espúrios realizados para a protecção de interesses particulares.

6. Democracia significa governo do povo, mas é urgente que passe da palavra aos actos responsáveis, ponderados, cientes que, protestos e reivindicações, são paninhos quentes ronhosamente utilizados para o aliviar das tensões sociais.

7. Nas próximas eleições autárquicas é urgente votar de modo criterioso. Em Lisboa a razão manda: vota Joana Miranda.

Nau

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