sexta-feira, 29 de março de 2013

Nº. 497 - Fim de Semana 13


1. À hora sexual do fim de semana em que todo o mundo me fornica o juizo com mensagens imbricadas nas 'minhas' caixas de correio, segue-se a peregrinação à Mesquita Ali-Há-Pão onde tomo o chá e descanso o pernil da longa caminhada higiénica que, sempre que posso, realizo de madrugada, faça chuva, vento ou sol.

2. O bom Santo António preparava o sermão - piedoso e brando - ao cair da noite, ao luar tranquilo, sentado à beira de uma fonte; a minha (fonte) dá-me cá uma seca, por obediência aos textos recomendados pela disciplina orçamental, digo, CECIM, o que me deixa pouco tranquilo quanto aos comentários que, sobre mim, desabarão.

3. Circumspecto, dentro das regras e limites dos deveres a que estou sujeito, no meu horizonte, por vezes, a vontade é de tresvariar, na mesma linha da política portuguesa que, para sair da crise, precisa dar passos de gigante mas limita-se aos passos de coelho; necessita porto seguro mas apenas encontra barreiras que nem para a entrada de novas ideias chega; enfim, um porto arenos e seco.

4. Alinhar nos cozinhados da suposta comunicação social nada serve, pois esta vai no sentido dos gostos cultivados (o futebol) e nas cenouras jogadas a esmo para aumentar a confusão, estas jorradas com baboseiras de profissionais do futebol e dos respectivos treinadores; tudo isto destinado a alimentar quezílias políticas a fim de diminuir as tensões sociais.

5. Nas próximas eleições autárquicas temos duas opções: uma Joana Miranda, nascida em Coimbra, licenciada m Psicologia, mestre em Relações  Interculturais e doutorada em Psicologia Social, professora na Universidade Aberta e também investigadora do Centro de Estudo das Migrações e das Relações Interculturais; por outro lado, uma Aline Gallasch-Hall, nascida em Porto Alegre, Brasil, assistente na Faculdade de Arquitectura de Lisboa nas áreas de História e Teoria, doutorada pela Universidade de Évora, deputada na Assembleia Municipal de Lisboa na qual não tem sido pêra doce, tanto para a maioria, bem como para as sensibilidades políticas lá existentes, conforme se verifica nas intervenções da deputada naquele órgão autárquico.

6. A primeira representa uma linha marxista-leninista-maoista que procura congregar vontades para um projecto dirigista, rumo a um socialismo que se pretende real. A segunda está mais próxima de um comunalismo cooperativista e realista que enfrenta, tanto o capitalismo especulativo, como o burocratismo pleonasticamente estatal.

7. Mon coeur balance. Ouvir os vossos comentários seria um refrigério, mas o silêncio aqui é sepulcral. Quem se afoita a botar palavra, digo, a passar a letra redonda a sua opção?.

Nau

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