sexta-feira, 22 de março de 2013
Nº. 490 - Fim de Semana (11)
1. Tempo de descanso, de repouso, de ócio; talvez mera desocupação por falta de trabalho estruturado.
2. Aqui, a falta de trabalho não significa desemprego, mas carência de aplicação em algo produtivo, útil, que satisfaça o indivíduo, embora o descanso do fim de semana não passe de um alívio, de consolo, qualquer coisa diferente após uma alucinante campanha de 5 dias de trabalho.
3. O desemprego é, de facto, a chaga mais corrosiva dos nossos dias porquanto, o estar desempregado, significa falta de rendimento pecuniário; dificuldade no acesso a bens de consumo; inibição em disfrutar o bem estar proporcionado pela comunidade; em suma, significa pura exclusão social.
4. O aumento dos números do desemprego ameaça a estabilidade e provoca fracturas no Pacto Social que perdurarão por longas décadas na comunidade, não sendo possível uma resposta atempada por via de subsídios até porque o critério para a distribuição destes nunca é linear.
5. Numa perspectiva meramente eleitoral, os jovens, na maior parte dos casos, e os trabalhadores menos qualificados são prioridades inadiáveis visto os primeiros serem eventuais quadros do futuro e os segundos, por mais numerosos, os votantes desejados por se contentarem com a remuneração da força física dispendida.
6. De qualquer modo, para os jovens mais qualificados, é costume acenar-se com o progresso tecnológico; para a mão-de-obra nas empresas, avançam~se com os cursos de formação profissional, e, sobretudo, obras faraónicas. E os idosos? Restará alguns fundos para continuar o pagamento das reformas do presente e do futuro?
7. Sem dúvida que é preciso estimular o empreendorismo sádio; denunciar a corrupção sistemática; lutar contra a burocratização da comunidade que, apesar de tudo, procura transformar cidadãos de valimento em pensionistas do Estado.
Nau
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