segunda-feira, 1 de abril de 2013

Nº. 500 - Doutrina Cooperativista


1. Como seria de esperar, verificam-se muitas sensibilidades políticas na comunidade portuguesa, desde os que sobrestimam a iniciativa privada - dinâmica, arrojada, geradora de emprego e crescimento económico - aos que tudo procuram regulamentar através de um Estado burocratizado e centralizador.

2. Na primeira hipótese, aqueles que advogam que os bens são escassos pelo que a comunidade deverá usar os recursos disponíveis de forma eficiente, confiam que os mais aptos - embora egoístas e procurando benefícios económicos próprios - asseguram o adequado crescimento económico.

3. Tendo presente que a maioria da população, embora alimentando desejos ilimitados, apenas cura da sua sobrevivência, os tecnocratas - peritos em diversas matérias e, sobretudo, nas ciências económicas - justificam a sua existência criando regras para melhor uso dos recursos limitados.

4. Claro está, se os desejos humanos pudessem ser plenamente satisfeitos e a capacidade de produção de riqueza fosse infinita, ninguém se preocuparia em aumentar os recursos disponíveis; as empresas não se aplicariam no controlo do custo do trabalho ou dos cuidados de saúde; os governantes negligenciariam a cobrança de impostos ou o aumento das despesas públicas.

5. Num paraíso de abundância em que os bens fossem livres, tanto preços, como mercados seriam coisas irrelevantes; a economia algo sem importância porquanto ninguém se preocuparia com a produção de riqueza, nem tão pouco com a repartição do rendimento entre os mais.

6. Logo, tanto os que crêm na bondade da iniciativa privada, bem como os ímpios que procuram regulamentar a inevitabilidade do pensionista receptador universal, ambos são motivados pela fome do poder sobre os mais - dirigentes eleitos por obra e graça de um deus desconhecido.

7. Aos agnósticos, na luta entre o Estado liberal e o Estado burocratizado - resta o cooperativismo monárquico-comunalista.

Nau

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