sábado, 6 de abril de 2013
Nº. 505 - Psyche
1. Se a consciência é a percepção que qualquer pessoa tem de si própria e a mente a peculiar função do cérebro, o relacionamento destes é intrínseco e compreensível por análise do comportamento alheio.
2. No entanto, a cultura local, o momento em que determinada acção se realiza e a motivação justificam o comportamento previsível, embora com interpretações diversas, segundo a optica do observador e o eventual relacionamento entre o actor e o espectador.
3. Entrar no cérebro alheio, sendo a hipótese do neurocirurgião excluida, resta a influência que será, na prática, a ascendência ou poder que alguém ganha ao exercer vontade própria sobre a vontade de outrém.
4. De facto, o poder é a faculdade, energia ou mera possibilidade de dominar algo - pessoa ou coisa - almejado po aqueles cujo ego ( sentimento de importância própria) ultrapassa a normal tomada de consciência de si mesma.
5. A fome do poder não é mera imagem literária, mas a urgência de se impor, de possuir ou conseguir alcançar algo cujo propósito, por vezes, não é apenas motivado pela consciência inconsciente.
6. Logo, a natureza inconsciente das emoções depende de factores desconhecidos atribuidos no passado a deuses portentosos que persistem como santos, mulheres de virtude, figuras do além de gente muito religiosa.
7. Os fenómenos biológicos tidos como consciência são, por vezes, perniciosos: sublimes como amor; inferno como desejo frustrado.
Nau
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