terça-feira, 9 de abril de 2013

Nº. 508 - Real Actividade Cooperativa


1. Aquiescer à iniciativa de alguém é mais cómodo porquanto, embora haja uma responsabilidade partilhada, facilita a censura sempre que os resultados da diligência efectuada não sejam positivos.

2. Estigmatizar o procedimento de outrém aparenta dar relevância, distinção ou superioridade intelectual ao crítico em relação aos que o circundam, mesmo quando este utiliza critérios alheios, manifestando apenas a necessidade de massajar ego próprio.

3. A responsabilidade obriga o agente que se expôs a arcar com os amargos de boca ocorridos, bem como a responder pelos actos desaguisados, sofrendo as consequências mesmo que estas não sejam de contentamento previsível.

4. Logo, contornar a responsabilidade de modo ronhoso ou assobiar para o lado é a prática corrente da maioria nas democracias modernas, escutando tais maiorias apenas aquilo que mais lhes convém, isto é, o máximo de vantagens, com o mínimo de esforço, tanto físico como intelectual.

5. A coisa pública é, geralmente, enfrentada a tratos de polé porquanto "cada um deve cuidar do que é seu" e o comum é responsabilidade imputada a desconhecidos, pelo que se conspurca, se apropria ou se destroi, conforme o lado para o qual está voltando.

6. A comuna - algo de uso ou domínio de muitos, lato sensu, de todos - emerge como a circunscrição onde os habitantes exercem a administração dos seus interesses de modo concertado, extrapolando a dita prática a unidades de maior ou menor dimensão como, por exemplo, a cooperativa.

7. Sendo a cooperativa a base da comuna por nesta se privilegiar o consenso; a gestão democrática pelos sócios; a preocupação com a comunidade; a autonomia em relação a outras organizações - públicas ou privadas - de certo que a figura do Rei é o garante de uma saudável administração popular.

Nau

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