terça-feira, 16 de abril de 2013
Nº. 515 - RAC
1. A real actividade cooperativa não tem por referência o número de unidades existentes, nem tão pouco aquelas que se encontram em organização.
2. Pessoas bem informadas têm presente que, no planeta Terra, mais de mil milhões de cidadãos são detentores de capital cooperativo e o número de cooperantes é três vezes superior ao dos accionistas de empresas privadas.
3. As cooperativas asseguram mais de 100 milhões de postos de trabalho a nível mundial, isto é, um número 20% superior aos que são criados pelas multinacionais, procurando as primeiras imbuir o espírito cooperativo nos seus trabalhadores, enquanto que as segundas exigem mero servilismo.
4. Como é óbvio, os adeptos do cooperativismo não são fundamentalistas, nem tão pouco procuram abafar a iniciativa privada; apenas constatam que poucos são aqueles que demonstram uma capacidade empresarial pura, normalmente preocupados por interesses de bem estar próprio.
5. Talvez a suspeita de que alguns empresários utilizam as estruturas das unidades cooperativas para fazerem vingar projectos de benefício pessoal seja mais provável, pelo que os esquemas de aproveitamento das circunstâncias mometâneas em favor de si próprio são inevitáveis.
6. O objecto da doutrina cooperativa é congregar na mesma unidade cooperantes de valências díspares que concertarão entre si a gestão da cooperativa em moldes democráticos, isto é, um homem, um voto, independentemente do montante da quota realizada.
7. Em suma: cooperar é actuar ao mesmo tempo e para o mesmo fim.
Nau
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