domingo, 7 de abril de 2013

Nº. 506 - Cooperativismo Monarco-Comunalista


1. Dizer que o homem é um animal político por este se encontrar no tablado dos negócios públicos é expressão redutora, pois o assistir à coisa comum faz parte do direito consuetudinário, embora não acicate o engenho dos mais.

2. Quando muito, o homem é um animal gregário que tende a submeter-se à norma de vida dos outros membros da comunidade, a maioria sem opinião formada, vivendo como as espécies biológicas mais simples: apenas porque a vida dura.

3. Logo, o gregarismo é o impulso de solidariedade sublimado pelo espírito cooperativo que concerta a acção de várias pessoas em algo de interesse comum e, daí, o embrião comunal, da participação e cumplicidade.

4. Em suma: o comunalismo é a essência do espírito cooperativista e fundamento de um modelo político descentralizador, autonomista, que assume a figura do Rei como vínculo da comunidade, dentro e fora desta.

5. Assim, o cooperativismo monárquico-comunalista ganha a devida consistência sempre que os seus membros actuam criteriosamente no tablado dos negócios públicos, definindo objectivos destinados a satisfazer as necessidades e aspirações económicas, sociais e culturais de cada um.

6. Forçoso é ter presente que a cooperativa - como associação de indivíduos de corpo inteiro - é meio para a realização de algo de interesse comum, mas de iniciativa concertada, aversa ao cruzamento de braços.

7. Ao contrário do comunismo que tem por fundamento a abolição da propriedade privada e um esquema político, económico e social centralizador, o cooperativismo monarco-comunalista é um sistema político autonómico, não preconceituoso.

Nau

Nenhum comentário:

Postar um comentário