quinta-feira, 25 de abril de 2013

Nº. 524 - Luta Popular


1. A luta popular não consiste em pegar varapaus e forquilhas, ir para a praça pública e correr com os senhores feudais.

2. Isso teve lugar na Idade Média da civilização europeia em que uma ascendente classe mercantil, proporcionando o aumento do poder real, pôs, aparentemente, fim à dicotomia do senhor e do escravo.

3. O burgo ganhava maior autonomia e passava a mercadejar directamente com os camponeses livres, consagrando-se como burgueses aqueles que mais cabedais acumulavam, resultando uma produção acalentada e necessidades dos mais satisfeita.

4. O acumular de riqueza permitiu a abertura das portas do poder à burguesia que, oligarquicamente, controla os bens de produção, sob uma fictícia aura democrática que a República, como regimen de chefes a prazo, favorece.

5. Sem dúvida que o bem estar associado aos fartos cabedais acumulados pela burguesia é aliciante, virando todo o mundo em potenciais burgueses mas, como é óbvio, apenas uma minoria tem pleno acesso a tais benesses.

6. Resta aos mais a cooperação para enfrentar os ímpetos oligárquicos da burguesia bem instalada na vida, bem como aos demagogos que estimulam as paixões populares para, oportunisticamente, imporem a sua República.

7. Logo, o cooperativismo monárquico-comunalista é uma hipótese. Entretanto, bom é não esquecer: quem nas próximas eleições autárquicas, em Lisboa, ciranda, vota Joana Miranda.

Nau

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