segunda-feira, 22 de abril de 2013
Nº. 521 - Doutrina Cooperativa
1. Com alguma surpresa, acabo de ler uma intervenção de um suposto monárquico no espaço internautico em que este lamenta a evolução da monarquia tradicional, bem como a escassez de histórias de santos nas práticas religiosas que, segundo ele, deveriam ser profusamene reintroduzidas no culto da igreja.
2. Aparentemente, o tal suposto monárquico defende a uniformidade de conceitos que a antiga polícia do regimen (PIDE), incompreensivelmente, não conseguiu estabelecer, quiçá almejando por uma instituição téocrática, tipo iraniana, para a salvação das boas almas que poderão ser perdidas pelo contacto impuro com gente de baixa extracção.
3. Este anacrónico comportamento toma, por obsessão, o rancor aos princípios da 'Revolução Francesa' que, como é sabido, tiveram como padrão o parlamentarismo britânico e o ensaio ocorrido no Novo Mundo com a declaração da independência estadunidense, o que, por si só, justifica mudanças de conceitos e o aparecimento de sociedades secretas (Lojas Maçónicas) compostas por indivíduos ciosos dos seus interesses particulares, presumidamente a nata da sociedade, mas nada democráticos.
4. Também a extrema esquerda enferma da mesmíssima patologia, embora de sinal aparentemente contrário, agarrada a cânones mal digeridos, mal interpretados, condenando tudo e todos que não sejam da mesma congregação, num espírito sectário e culto de teses marxistas espúrias que plenamente justificam o comentário de Bertrand Russel: "Considero, sem excepção -Budismo, Hinduismo, Cristianismo, Ialamismo e Comunismo - como falsas e nefastas".
5. Na era da globalização, as novas comunidades são formadas por várias etnias, isto é, grupos de pessoas que apresentam características raciais, culturais e linguísticas próprias, que a mobilidade implícita na dita globalização, proporciona numa convivência multi-cultural que, por razões óbvias, se pretende equilibrada, sustentada por concertações e respeito entre os grupos com necessidades comuns.
6. Sendo os interesses das pessoas que motivam a convivência de tais grupos, bom é acalentar um "bairrismo"saudável no territótio bracarense, vimarense, portuense, alfacinha..., até ao nível do Reino dos Algarves, não numa óptica de confronto clubístico, mas de sã emulação, a fim de satisafazer as suas necessidades económicas, sociais e culturais.
7. O CMC - cooperativismo monárquico-comunalista ou, como alguns pretendem, comunalismo monárquico-cooperativista - é a resposta adequada aos desafios impostos pela dinâmica da globalização, tomando a figura do Rei como referência da concertação dos seus interesses díspares.
Nau
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