domingo, 21 de abril de 2013
Nº. 520 - Portal da Cidadonia
1. Alvoraçados espíritos me contactaram relatando imagens que visionaram num noticiário televisivo em quem um mar de gente clamava pelo fim da monarquia em Espanha.
2. Segundo os meus prestimosos informadores, os argumentos repetidos até à exaustão iam no sentido da monarquia ser uma instituição anacrónica e anti-democrática devido ao chefe de Estado não ser eleito, além de permitir uma corrupção vergonhosa.
3. Ora o anacronismo avançado como argumento é ilógico porquanto as monarquias contemporâneas funcionam normal e democraticamente, e até algumas repúblicas dos nossos dias pretendem imitá-las, embora numa versão passadista como, por exemplo, a norte-coreana.
4. Por outro lado, alegar que um órgão de soberania não eleito é anti-democrático será condenar como tal toda a administração pública, a magistratura, as forças armadas, etc., esquecendo que a democracia é obrigação, responsabilidade e participação de todos não se admitindo o vulgar cruzamento de braços.
5. Se caprichar pelo princípio simplista avançado por Thomas Jefferson de "um homem, um voto" esbarra com a realidade do voto do cidadão criterioso ter o mesmo valimento daquele metido nas urnas eleitorais pela massa ignara que, sem dúvida, é a maioria da população.
6. Quanto à corrupção, bom é ter presente que esta é um fenómeno corrente nas democracias porquanto, nas ditaduras, apenas os membros do aparelho político (a minoria) se poderá dar ao luxo de cometer as tropelias que lhes aprouver, tal como acontecia na Roménia de Ceausescu em que o filho deste era o predador assaz conhecido.
7. A corrupção só poderá se combatida na democracia através da eficiência dos tribunais aos quais o próprio rei não se poderá eximir, pelo que não será, demagogicamente, nas ruas, por maior que seja a multidão envolvida, que se apelará à justiça.
Nau
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