segunda-feira, 8 de abril de 2013

Nº. 507 - Doutrina Cooperativa


1. A cooperativa não é uma mera escola para a formatura de cidadãos, mas a real instituição onde se formam homens de corpo inteiro, isto é, os comunalistas.

2. O impulso natural que leva um grupo de indivíduos a actuar, ao mesmo tempo e para o mesmo fim sem intuitos competitivos, exercita a articulação de projectos orientados para a satisfação das suas necessidades - económicas, sociais e culturais.

3. Sem dúvida que os indivíduos mais aptos - por habilidade natural, conhecimentos adquiridos ou meios ao seu dispor - poderão singularmente levar a cabo projectos fomentadores do crescimento económico e geradores de emprego, mas o espírito de apropriação é inevitável.

4. Por outro lado, aqueles que professam opiniões fundamentadas em doutrinas religiosas, filosóficas ou políticas actuam, geralmente, conduzidos por demagogos, estes apenas encaprichados na conquista das cadeiras do poder.

5. Cultivar o espírito de cooperação e solidariedade é o remédio mais adequado para combater a febre especulativa, bem como o fanatismo caudilhesco que anestesia a percepção cívica, à direita e à esquerda, com denominações diferentes mas idênticos propósitos: a conquista das cadeiras do poder.

6. A reforma de mentalidades não é possível ser efectuada por crenças religiosas e/ou por arregimentações partidárias, nem tão pouco por decretos-leis espúrios, mas apenas pela determinação de cidadãos criteriosos, eivados pelo espírito de solidariedade, apanágio da doutrina do cooperativismo monarco-comunalista.

7. A cooperativa não é propriedade dos seus associados, nem tão pouco negociável ou transmissível a terceiros; também as quotas realizadas pelo cooperante não farão parte de qualquer futuro legado ou herança pessoal.

Nau

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