quarta-feira, 3 de abril de 2013

Nº. 502 - Prelo Real


1. Muitos portugueses ainda não sabem o que é o cooperativismo; têm uma ideia errada acerca do mesmo; mostram pouca curiosidade ou interesse mínimo em esclarecer o assunto.

2. Não será por falta de informação ou poucos contactos com as cooperativas das quais, por vezes, auferem serviços sem curar saber a razão da existência destes ou avaliar os benefícios disponibilizados.

3. Preconceituosamente falam de iniciativas goradas ou de trapalhadas que lhes contaram, frequentemente confundindo cooperativismo com corporativismo, numa visão terceiro-mundista, associada a esquemas anti-monárquicos.

4. Bastará visitar a livraria online da Bertrand Livreiros para encontrar obras como "Importância Económica e Social do Cooperativismo", de Palmira Cipriano Lopes; "Maneiras Cooperativas de Pensar e Agir, contributo para a história do cooperativismo", de José Hipólito dos Santos; e tantas outras obras de igual valor.

5. Embora homens da cultura portuguesa se tenham dedicado ao estudo do cooperativismo como, por exemplo, António Sérgio, muitos monárquicos gostam de alardear o seu pouco conhecimento acerca desta matéria aventando hipóteses "terríficas" de competições entre cooperativas, tal como fez há uns anos atrás Paulo Especial, no 'monarquicos.com indice".

6. Socorro-me de António Sérgio: "creio que [a] reforma da mentalidade [seja] indispensável neste momento, em salvadora reacção contra fumos do romantismo, [e] um dos nossos lemas deverá ser este: não, senhores, não somos sebastianistas, e não queremos viver como se fôssemos" ('Ensaios', Volume I, 3ª edição.

7. Felizmente, os sebastianistas - fideístas, cruzadistas, passadistas e outros que tais - tendem a ser mais moderados, mas a reforma da mentalidade portuguesa é urgente; o debate acerca do cooperativismo monarquico-comunalista poderá ser um dos passos para tal objectivo.

Nau

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