segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Nº. 419 - Adeus ou Vai-te Embora


1. Despede-se o Ano Velho legando ao sucessor a vasilha que Zeus entregara a Pandora e que esta tem mantido semi-destapada.

2. Com a curiosidade e feição enganadora herdada de Hermes, é muito provável que a magnífica Pandora, no decurso do Ano Novo, mantenha a vasilha de todos os males semi-aberta ou a escancare totalmente, tal como nos piores dias do passado.

3. Vacilando, o eleitorado estadunidense, entre a política imperial e a política social do tipo europeu, opta por esta última, moderando os apetites pelo controlo das reservas naturais de crude oil, dando azo a que a motorização electrica dos veículos particulares se acentue.

4. Por outro lado, a República Popular da China já não precisa do velho estratagema desempenhado pela Coreia do Norte nos desafios à hegemonia norte-americana e ensaia a tecnologia que o Ocidente lhe facultou, lançando naves espaciais e construindo porta-aviões para (segundo o verbosismo ofivcial) defesa das suas fronteiras tradicionais.

5. Guilherme II da Alemanha imperial tinha razão quando alertou para o perigo amarelo, este adiado pela rivalidade franco-germânica - ensaiada mesmo antes dos tempos de Rechelieu - alimentada pela ronhosa política britânica que, motivando a intervenção militar norte-americana, sofreu duro revés durante as duas Grandes Guerras (1914-18, 1939-45).

6. Nos dias de hoje não se trata de uma mera luta ou conquista de mercados externos, mas a urgência em satisfazer as necessidades de uma crescente população faminta que os especuladores pantagruélicos manipulam , através do negócio de armas, das drogas e das crendices populares.

7. A comunidade portuguesa e a respectiva diáspora - aliada às comunidades de expressão familiar bem como às comunidades de lingua espanhola - poderá sustentar um padrão de vida mais harmonioso e tecnologicamente progressista, apoiada nos conceitos de trabalho motivador, concorrência de auxílio, de forças, de meios, colaboração e solidariedade, defendido pelo movimento cooperativista.

Nau

domingo, 30 de dezembro de 2012

Nº. 418 - Bom Gosto e Bom Senso


1. Por fenómeno genético, maus humores ou falta de assunto, alguns monárquicos desancam os seus correligionários por dá cá aquela palha.

2. Claro que os homens não são todos iguais - física, intelectual e capazmente - pelo que não podemos estabelecer um padrão pessoal e, a partir daí, excluir todos aqueles que não correspondam ao mesmo.

3. Monárquicos, indiferentes ou cépticos têm direito a opções políticas (liberais, socialistas, cooperativistas) e agnósticas ou religiosas ( budistas, hinduistas, cristãs, islamistas, comunistas) sem que tal ponha em causa a sua cidadania e boa-fé.

4. Por outro lado, Dom Duarte Pio, jamais deverá ser envolvido em mexericos de comadres desavindas  por este representar o melhor que há em nós, pelo que não é bom senso e bom gosto chafurdar em lameiros.

5. O papel de desvairados está a ser desempenhado, com muito realismo e pouca consonância monárquica, por pretendentes "às coroas" que ainda conseguem levar atrás de si pessoas distraídas que, normalmente, procuram notoriedade por razões patológicas.

6. A maioria dos portugueses apenas deseja um bem-estar digno que a não obrigue a tomar decisões e/ou assumir responsabilidades, pelo que lhe é completamente indiferente o regimen político e até a opção religiosa de cada um.

7. Cabe ao cidadão criterioso esclarecer e pugnar por aquilo que é do interesse comum: a cooperação - concorrência de auxílio, de forças e de meios - que, logicamente, o levarão a clamar pelo regresso do Rei.

Nau

sábado, 29 de dezembro de 2012

Nº. 417 - Psyche


1. Segundo a milenar cultura chinesa, 'tu és o que pensas'.

2. Assim, o sucesso na arquitectura do projecto existencial depende da faculdade do intelecto cuja capacidade poderá ser aumentada pelo reforço do poder de concentração.

3.Concentrando-se num ponto imaginário - luz, frase, som, etc. - é possível ao homem abstrair-se de qualquer outro pensamento do espírito.

4. Os orientais, particularmente os japoneses, mantêm os olhos fechados e aparente imobilidade corporal quando necessitam de tomar decisões importantes.

5. Na realidade, ao concentrar-se sobre um ponto imaginário e/ou real a irrigação do cérebro aumenta provocando uma sensação de calor e bem-estar geral.

6. Há quem não consiga atingir o grau de concentração necessária de modo a obter o sucesso pretendido, pelo que o mero exercício de respiração - inicialmente lento, aumentando o rítmo progressivamente - poderá dar o mesmo resultado.

7. A falta de controlo  no comportamento individual dá azo à indisciplina e dificuldade de concentração do espírito. Vá lá, experimente. Não custa nada.

Nau

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Nº. 416 - Monarquia e Cooperativismo, II


1. No último apontamento salientei a relutância dos cidadãos em assumirem directamente as suas responsabilidades e pertinentes direitos na comunidade, delegando estas em oligarquias, tanto liberais como socialistas.

2. Por vezes, a fim de combater os excessos das referidas oligarquias, os cidadãos alienam totalmente o exercício das suas actividades cívicas, tal como na Grécia Antiga, em submissão a demagogos da estirpe do venezuelano Hugo Chaves e do grupo Kim Il Sung & Cia. da Coreia do Norte.

3. Como excepção à regra, a Monarquia polaca era electiva, a fim de contemplar a oligarquia possidentária que, deste modo, assegurava os direitos da minoria próxima das cadeiras do poder, mantendo serventuários e a gleba nas suas convenientes funções produtivas.

4. As oligarquias liberais caracterizam-se pela alternância no poder entre dois partidos predominantes eleitoralmente, tal como se verifica na timocracia estadunidense, baseadas na propriedade privada dos meios de produção que alimenta um mercado onde se compram e vendem mercadorias, nomeadamente a força de trabalho, integrando mutáveis classes sociais.

5. No campo oposto, defendem os socialistas a propriedade colectiva dos meios de produção; a supressão das classes sociais e a distribuição mais igualitária das riquezas, na modalidade pluripartidária da democracia parlamentar ou segundo o esquema monopartidário e ditatorial, ambos os sistemas políticos baseados em minorias dirigentes.

6. Os cooperativistas acentuam a cooperação e o apoio mútuo em unidades de produção e/ou consumo, tendo por objectivo libertar os seus associados dos encargos respeitantes a lucros de intermediários, bem como das especulações financeiras, tornando a cooperativa um escudo eficaz contra a exploração do trabalho e a burocratização socialista  que pretende transformar cidadãos livres em condicionados e meros pensionistas do Estado.

7. A cooperativa adquire uma personalidade jurídica independente dos seus associados. Ao revés de qualquer sociedade comercial, o património da cooperativa, em caso de dissolução, não será distribuido pelos sócios, nem as quota-partes destes serão transmissíveis a herdeiros convencionais.

Nau

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Nº. Monarquia e Cooperativismo, I


1. Monárquicos somos todos nós porquanto o soberano reina mas não governa.

2. Embora os republicanos encham os ouvidos de todo o mundo com a máxima de que o povo é soberano, certo é não dispensarem a eleição do Presidente da República por colégio restrito ou sufrágio universal.

3. Ora o Chefe de Estado - aquele que ocupa o primeiro lugar na jerarquia da comunidade, logo o verdadeiro soberano - tanto poderá ser um chefe a prazo de génese partidária (Presidente da República) como o próprio Rei.

4. Claro que a maioria dos cidadãos, isto é, aqueles no gozo dos direitos civis e políticos da comunidade, abominam tomar decisões que directamente os  vinculem, preferindo delegar estas a outrem.

5. Dado que existem várias correntes políticas para a condução dos negócios da comunidade - liberais, socialistas e cooperativistas - é através do Chefe de Estado a prazo de origem sectária que os republicanos pretendem obter o apoio para as suas jogadas politiqueiras.

6. Como é óbvio, tanto o governo liberal, como o socialista - pelas razões que enferma a maioria dos cidadãos - são regimenes políticos e sociais em que o poder é exercido por minorias que controlam os bens de produção.

7. Nesta conformidade nós, os cooperativistas, advogamos o associativismo monárquico que face à competividade entre pessoas, opõe a cooperação e o apoio mútuo para fazer face quer ao capitalismo liberal, quer ao socialismo burocratizante.

Nau

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Nº. 414 - O Conhecimento do passado


1. A História, como conhecimento do passado, terá um valor relativo e, frequentemente, ocorre perguntar: para que serve a história?.

2. As enriquecedoras "lições de história" são meras adaptações ao momento presente de testemunhos todo de experiências feito.

3. Segundo alguns filósofos, o homem pensa porque tem mãos, utilizando os números naturais para os relacionar com a população do grupo, a dimensão do rebanho e outras coisas mais.

4. A memória é a capacidade de evocar imagens ou recordações de coisas passadas; lembranças daquilo que se conheceu ou se ouviu contar.

5. Marx afirmava que a humanidade debruça-se apenas sobre os problemas que pode resolver, reflectindo as preocupações do momento.

6. Se a um especialista na investigação e estudo da história perguntarem o que é a história, provavelmente este responderá que é aquilo que ele, historiador, faz.

7. Cada civilização legou uma versão da sua história e, embora a concepção de história defina essa civilização, sem dúvida que a experiência europeia entre os séculos XVI e XIX ainda é o padrão de referência.

Nau

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Nº. 413 - Andrade Corvo


1. João Andrade Corvo foi um homem de ciência, parlamentar e político português do século XXIX.

2. Fez os estudos de Medecina, Engenharia, Matemática e Ciências Naturais, tendo defendido no parlamento a reforma educativa em Portugal, considerando o ensino primário como miserável; o secundário um desvario e o universitário luxo perdulário.

3. A segunda lei cooperativa mundial foi publicada 15 anos depois da "Industrial and Provident Societies Act", de 1852, e ficou a dever-se a Andrade Corvo, sendo para os cooperativistas uma referência, conhecida como a Lei Basilar.

4. "Sociedades cooperativas são associações de número ilimitado de membros, e de capital indeterminável, instituidas com o fim de mutuamente se auxiliarem os sócios no desenvolvimento da sua indústria, do seu crédito e da sua economia doméstica".

5. A primeira cooperativa portuguesa - "A Fraternal dos Fabricantes de Tecidos e Artes Correlativas" - foi estabelecida cerca de uma década depois da sua congénere de Rochdale que, embora inicialmente a cooperativa inglesa se afirmasse multisectorial, foi na realidade convertida em cooperativa de consumo.

6. É bom salientar que o primeiro Código Comercial português - o de Veiga Beirão - apenas entrou em vigor 21 anos depois (1888), refundindo a Lei Basilar que, no essencial se manteve até 1980.

7. Legislação cooperativista não falta. O que falta é a determinação dos cidadãos criteriosos em enfrentarem tanto as oligarquias liberais, como as oligarquias socialistas de pendor burocratizante.

Nau

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Nº. 412 - Era uma vez, VI


1. No tempo em que todos os animais falavam, o mundo era mais pacífico, pois sempre que alguém botava palavra a maioria, cordatamente, se dispunha escutar.

2. Se uma dúvida ocorresse aos dialogantes de então quanto às palavras proferidas pelo falante, explicações eram solicitadas e, de imediato, o assunto se esclarecia - na hora, in loco.

3. O linguajar corrente era o portugalês que entretanto minguou - teve a síncope do 'lê' (que muitos afrancesados pronunciam 'éle') - passando a ser utilizado por uma minoria.

4. Essa minoria, quando fala, faz-se desentendida acerca daquilo que ouve, mais preocupada em pôr-se nas suas tamanquinhas apenas para dar nas vistas, completamente absorvida consigo própria.

5. Uns dizem-se monárquicos e advogam a eleição periódica do rei; outros, nitidamente adeptos de chefes de Estado a prazo, pretendem candidatos apenas do partido da sua afeição.

6. Há ainda aqueles que compram coroas em saldo e mesmo assim arranjam apaniguados que, por falta de raciocíno coerente, se limitam a insultar o herdeiro da Coroa portuguesa em bacoradas de três em pipa de aguardente.

7. Claro que tais cavalheiros sofrem um trauma compreensível. Os putativos pais disseram-lhes: "não me herdas!" e os coitados lá andam por aí fazendo fretes a italianos, bem como insistindo nas reviravoltas do corridinho algarvio.

Nau

domingo, 23 de dezembro de 2012

Nº. 411 - Princípios Cooperativistas, OIT Rec. 193 (ano 2002)


1. Adesão livre e voluntária.

2. Controle democrático pelos sócios.

3. Participação económica dos sócios.

4. Autonomia e independência.

5. Educação, formação e informação.

6. Cooperação entre cooperativistas.

7. Preocupação com a comunidade.

Nau

sábado, 22 de dezembro de 2012

Nº. 410 - As Sete Regras de Rochdale (ano 1844)


1. Liberdade de adesão ou Porta Aberta.

2. Controle democrático, isto é, um homem, um voto.

3. Pagamento de juros limitado ao capital.

4. Distribuição de excedentes proporcionais às compras de cada um.

5. Neutralidade política.

6. Vendas a pronto.

7. Promoçao do cooperativismo através da criação de provisões.

Nau

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Nº. 409 - Celibato Sacerdotal, III


1. Os laços do matrimónio são indissolúveis, de acordo com a doutrina da Santa Madre Igreja.

2. A excepção à regra será a manifesta infecundidade do casal, porquanto o sagrado da união tem por objectivo a reprodução da espécie que não o prazer carnal.

3. Aparente contra-senso será a imposição da castidade aos ministros da Igreja baseada na hipótese de Jesus da Nazaré nunca ter casado visto existirem, de acordo com recentes investigações, fundamentadas dúvidas a esse respeito.

4. Porém, a questão não reside no celibato sacerdotal mas sim na tentativa de contrariar a natureza humana, porquanto a actividade sexual é inata ao bicho homem, a par da necessidade de se alimentar e viver em comunidade.

5. Claro que a fé, isto é, a fidelidade à palavra empenhada com base na crença religiosa, poderá ser muito forte, mas poucos serão aqueles que poderão vencer a força da natureza e esses, de certo modo, entram na categoria de seres decadentes.

6. Sendo o arrependimento, o remorso e a dor pelas ofensas praticadas, de modo dogmático, do agrado do Criador, aquele que peca volta a cair em tentação, destarte enrobustecendo mais e mais a sua inabalável fé.

7. Entretanto, vítimas da sua inocência e fragilidade, jovens vão sofrendo a luxúria daqueles que, dentro dos cânones estabelecidos, persistem numa senda contra natura.

Nau

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Nº. 408 - Celibato Sacerdotal, II


1. O poder do feiticeiro tribal, dos sacerdotes dos templos faraónicos, dos membros das congregações religiosas - incluindo os da antiga União Soviética e da Coreia do Norte dos nossos dias - é impressionante.

2. A força da religião vem do culto do irracional que oferece a compensação no Além das frustrações do presente; o bem-estar na eternidade que o ser humano, por mais voltas que o Mundo dê, se agarra, como a uma tábua de salvação no alto mar.

3. Esgotadas as hipóteses de sucesso, de bons resultados nas empresas a que alguém se dedicou - incluindo a luta contra uma doença dificilmente debelável - resta a fé em qualquer força superior que possa resolver, in extremis, os problemas decorrentes. Deus ex-machina.

4. Logo, sendo o poder um polo de atracção, será natural que os candidatos a entrar naquela esfera procurem os acessos mais viáveis: na antiguidade (Idade Média) os centros do saber, isto é, as congregações religiosas; no presente, os partidos do arco governamental.

5. Ainda no início do século XIX, as grandes famílias procuravam meter no seio da Igreja os seus varões e, dado que o comportamento de alguns não era o mais respeitável - tanto no coração de Roma, como em Portugal - os Santos Padres já haviam tomado medidas muito severas, acautelando os seus materiais interesses.

6. O celibato sacerdotal era o tranca-portas padrão - até Jesus era suposto ser casto e nunca ter casado! - assim permitindo que o varão das grandes famílias, como herdeiro natural das mesmas, legasse os seus bens à congregação que o recebera de braços abertos.

7. De uma só cajadada, os Santos Padres abriam os tribunais eclisiásticos aos prevaricadores indesejáveis, mantendo um fluxo material para os cofres do Vaticano.

Nau

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Nº. 407 - Celibato Sacerdotal, I


1. Voltamos a repetir neste espaço: matéria fracturante não é tabu no cooperativismo monárquico.

2. Hoje vamos aflorar o tema do celibato no campo sacerdotal, sem quaisquer preconceitos ou sectarismos; do modo mais imparcial que a boa fé permite.

3. O casamento sempre foi a habitação de duas ou mais pessoas - conforme estas se portarem - imposta pela sociedade.

4. Partindo da normal necessidade da satisfação fisiológica e da protecção da prole daí resultante, o casamento tem sido (floreados à parte) a conjugação dos interesses de duas pessoas.

5. Seja através de bens materiais carreados ou cerimónias de ocasião, publicamente são assumidos compromissos que asseguram a protecção de eventuais descendentes, bem como a transmissão do património acumulado.

6. Pouco tem mudado, ao longo dos séculos, os termos do entendimento entre duas pessoas que apostaram numa convivência sob o mesmo tecto, bem como nos problemas daí resultantes, estes acrescidos das encapotadas facadinhas no casamento.

7. Uma coisa é certa, nenhum casamento garante a exclusividade de relacionamentos sexuaism nem tão pouco a descendência, embora comprometa a transmissão patrimonial.

Nau

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Nº. 406 - Tudo como dantes


1. Verberei, recentemente, contra o mau hábito dos monárquicos andarem, de modo desportivo, às turras uns com os outros.

2. Porém, tal desportivismo não é exclusivo dos monárquicos porquanto, noutras trincheiras, o cenário é o mesmo.

3. Afirmam alguns, com ar entrestecido, que tal é devido à crise, como se a crise tivesse culpa do fatalismo e morbidez da gente lusa.

4. Do aeroporto Sá-Carneiro ao coração da Invicta, o palavroso taxista só falou de desgraças: o elevado número de empresas que encerraram as portas; o desemprego galopante; novas medidas gravosas do governo e outras coisas da mesma jaez.

5. No almoço de trabalho, a maioria alinhou pela tragédia e crescente mal-estar, embora não o tenha demonstrado na escolha do menu, bem como das copiosas libações.

6. Quanto à organização das actividades, tudo como dantes, quartel-general em Abrantes; mais promessas de novos projectos com iniludível vontade de manter tudo na mesma.

7. Apoiar a saga referenda! Para quê? Ninguém mexe uma palha para a divulgação da política e doutrina monárquica!

Nau

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Nº. 405 - Centro Monárquico do Porto


1. Abel Guedes Ferreira, no ´Centro Monárquico do Porto', escreveu um interessante apontamento acerca dos monárquicos, no passado dia 11 do corrente.

2. Com frontalidade, o dito internauta afirma que a perpetuação da República até aos dias de hoje é devida ao intrigalhismo monárquico - bom não confundir com Integralismo Monárquico.

3. Embora o autor identifique a Monarquia como um regimen político, no meu entender esta é uma instituição que compreende várias fórmulas políticas, entre elas a parlamentar (Cartista) e a corporativista (governo do Rei, administração do Povo).

4. A fim de pôr cobro às discussões de lana caprina, sugere Abel Guedes Ferreira a convocação de Cortes as quais, em plena República, seriam mais um problema do que uma solução.

5. Resta a hipótese de um referendum que uma petição de monárquicos à Assembleia da República obrigaria esta a reconhecer a impossibilidade constitucuional de decidir acerca de tal matéria, à semelhança do que aconteceu com o aborto.

6. A Monarquia é uma instituição milenar e consensual que vem da própria fundação, tendo por soberano uma figura hereditária e vitalícia, logo apartidária, garante da Democracia.

7. Por outro lado, a República é o efeito de um conjunto de regras que impõem um chefe de Estado a prazo e de génese partidária.

Nau

domingo, 16 de dezembro de 2012

Nº. 404 - Quando menos se espera...


1. Muitos monárquicos andam zangados - com os opositores, com os correligionários, consigo próprios - num frenesi injustificado.

2. A frustração é evidente: por expectativas goradas? projectos falhados? apostas que sucedem o contrário? problemas familiares?, eu sei lá que mais!

3. Poucos assumem que a manifesta irritação é devida ao seu estado de espírito exasperado e sobreexcitado, descambando a maioria o seu mau humor no próximo.

4. O próximo, conforme acima deixei entender, raramente são os opositores, mas sim os  correligionários e o próprio através do desdobramento da personalidade.

5. Um bom remédio será terçar a pena com a rapaziada que enfiou o barrete frígio e anda de gangorra com a mulher pública de seios desnudados - poupem os vossos correligionários!

6. Censura-se este porque disse o que não disse; censura-se o Principe porque agiu e/ou não agiu; censuram-se os santos porque não fazem milagres... eu sei lá que mais!

7. Até o comedido 'Centro Monárquico do Porto' exige a demissão de um prevaricador qualquer!

Nau

sábado, 15 de dezembro de 2012

Nº. 403 - Luta Popular


1. Atenção: próximo domingo, dia 16, pelas 18h30, não perca o programa 'Falar Global', no SIC Notícias.

2. Garcia Pereira - advogado, professor universitário e político - marcará presença no referido programa e, de certo, não deixará de falar desassombradamente, como é seu timbre pessoal.

3. Frequentemente condenamos os políticos lusos pelo apego que estes demonstram em relação às cadeiras do poder, mas o caso ímpar de Garcia Pereira tem sido o de, coerentemente, lutar por aquilo em que acredita.

4. Garcia Pereira tem sido a figura mais destacada do PCTP/MRPP na luta contra as rameiras da política em bloco, estas postadas no lugar imediatamente superior à geral no triste espectáculo do socialismo catedrático.

5. Firme nos seus propósitos, Garcia Pereira não cede um milímetro aos sociais-fascistas - estes encabeçados por Jerónimo de Sousa, o índio Gerónimo - que demonstram mais fé na sua religião (o comunismo) do que inteligência na defesa dos interesses trabalhadores.

6. A norma portuguesa é criticar antes de analisar o conteúdo das propostas que são apresentadas. Talvez seja agora a ocasião única de se escutar Garcia Pereira e, concordando ou discordando com as suas posições, ponderar acerca das hipóteses que o futuro nos oferece.

7. Não basta dizer que se é monárquico. O importante é saber entender o que os não monárquicos (o que não é o mesmo do que anti-monárquico) dizem.

Nau

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Nº. 402 - Só


1. Há muito tempo em silêncio, o 'Espaço Poesia' no 'monarquicos.com indice', cultivado por Beladona Leonor, continua a ser o refúgio dos sem abrigo, em que o habitual escrevedor destes apontamentos se inclui.

2. Compulsar livros de poetas é como andar a subir e a descer o Escadório do Bom Jesus de Braga - ao fim de algumas horas estamos cansados e, por vezes, ainda mais desorientados do que na leitura das primeiras páginas do autor escolhido.

3. Se optamos por uma selecção de poesias de vates conhecidos ficamos decepcionados por não encontrar os poemas que mais gostamos ou chocados com a presença de outros que, francamente, detestamos ou não entendemos.

4. Ler poesia não é uma pieguice, mas uma satisfação idêntica à leitura de um bom livro; ao escutar de um trecho de música que nos impressionou; à charla que tivemos com um velho amigo nas ondas hertzianas.

5. Quanto mais longe ou só nos encontramos, algo tem que recriar momentos volvidos para mitigar a saudade que nos aperta; a mágua de alguém que perdemos por incúria; o amarfanhar e enjoo do momento que vivemos.

6. Revisitar o espaço Beladona Leonor é nunca estar só. Em qualquer parte do mundo, não basta o telefone, a rádio, uma ou outra expressão portuguesa que vem até nós. A poesia recria emoções doutros momentos - é a presença/ausente do que nos é querido.

7. Muito obrigado Beladona Leonor, pelo seu bom gosto e ter criado um verdadeiro cantinho da saudade.

Nau

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Nº. 401 - OCooperativismo


1. Sempre foi e será assim: qualquer decisão obriga ao assumir de responsabilidades e a maioria das pessoas é avessa a tão 'pouco confortável situação'.

2. Assim, o mais afoito de entre os mais escolhe o jogo ou a brincadeira e os outros tocam e dançam de acordo com a iniciativa do esforçado infante.

3. Claro que haverá sempre miudagem renitente em tomar parte no jogo mas, ao fim e ao cabo,  um resmungo ou empurrão e a coisa vai, pois não há decisão, apenas coacção.

4. Na pequena comunidade dos adultos o mesmo se verifica, tomando as iniciativas aqueles que, pelos cabedais acumulados, relevância profissional ou mérito pessoal, gravitam na área do poder.

5. De facto, o interesse (instinto que nos leva  a procurar o que é útil ou agradável) é a alavanca do progresso, pois incentiva o empresário liberal a investir e o socialista radical a elaborar propostas sociais aliciantes.

6. Neste contexto - entre mercados desregulados e mercados burocratizados - os cooperativistas avançam com a ideia peregrina de pequenas unidades através das quais os cooperantes procuram satisfazer as suas necessidades e aspirações comuns - económicas, sociais e culturais.

7. As cooperativas poderão associar-se em federações e estas em confederações, sem o perigo de concorrência entre si pois o objectivo será apenas e sempre a defesa dos seus associados, sem a persecução do lucro.

Nau

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Nº. 400 - O Remoçar do Comunalismo


1. Mesmo com as melhores referências, por vezes sentimo-nos desamparados e agredidos pelo ambiente em que nos encontramos; pela frustração dos projectos laboriosamente arquictetados ficarem pendentes de processos burocráticos desmedidos; pela incompreensão dos mais que nada fazem, mas criticam, desmotivam e emperram.

2. A ignorância é presunçosa e tudo sabe, prevê e opina. Resta-nos a consciência de que pouco sabemos e que, desse pouco, o espírito de comunidade se impõe: não estamos sós por isso cultivamos a cooperação; somos comunalistas porque amamos a liberdade e logicamente assumimo-nos como monárquicos.

3. O impulso na comunidade primitiva foi a cooperação - o acto de cooperar; trabalhar em grupo; colaboração e solidariedade; concorrência de auxílio de forças, de meios, para o bem-estar comum - e foi desta que o embrião do espírito de comunidade desabrochou, cresceu, disciplinando e dando origem à ciência através da prática da vida.

4. A apropriação  - o acto de apropriar - entretanto cresceu, acomodou-se, cada família guardando para si aquilo que considerava essencial para a sua existência e partilhando apenas o que fosse de interesse mútuo, disputando por vezes minudências até à exaustão, logo justificando a emergência do chefe como juiz das suas disputas.

5. Tornando-se o chefe consensual vitalício e assegurada a hereditariedade deste, manteve-se o comunalismo - organização política, social e económica nuclear - até à substituição do mesmo por chefes a prazo, mercê da centralização dos novos poderes avessos à liberdade do espírito comunalista.

6. Nos dias de hoje, entre o confronto do empreendorismo burguês especulativo e a continuada centralização burocratizante, apresenta-se o movimento cooperativo que remoça o comunalismo com rosto humano.

7. O regresso do Rei depende do aumento em número dos cidadãos criteriosos, logicamente cooperativistas.

Nau

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Nº. 399 - Era uma vez, V


1. A história pátria, à semelhança dos políticos dos nossos dias, teve bons reis, outros menos bons e alguns maus.

2. D. João II foi um bom rei, mas criou tantos inimigos ao seu redor que acabou por ser literalmente envenenado pela mulher que assim o dissuadiu, ab-ausência, da nomeação do filho bastardo como presuntivo herdeiro.

3. Por outro lado, D. Afonso VI foi um mau rei, mas teve um primeiro-ministro à altura - o Conde de Castelo-Melhor - que sucumbiu às intrigas cortesãs empenhadas em colocar no trono o irmão do rei, alegando que o soberano era deficiente físico e mental.

4. Bem se esforçou o então primeiro-ministro em meter nos aposentos reais damas galantes que entravam e saíam com as bolsinhas cheias de moedas sonantes, mas no intervalo nada, pois o soberano entusiasmava-se mais com o trato íntimo de mancebos.

5. D. Pedro V também foi um rei muito popular, embora o seu reinado tenha sido acometido por querelas político-coloniais com a Inglaterra e a França, além de certa instabilidade política protagonizada pelo Duque de Saldanha, diversas vezes ministro, chefe do governo, oposicionista, golpista e diplomata.

6. O neto do Marquês de Pombal, João Carlos de Saldanha de Oliveira e Daun, Duque de Saldanha, apenas como estátua numa praça de Lisboa assumiu a posição correcta na política, voltando as costas à República para apontar para a Liberdade.

7. O bom e o mau antagónicos fazem parte da vida - são uma inevitabilidade. Apenas a cooperação, isto é, o acto de cooperar - concorrência de auxílio, de meios, de esforços, para o bem-estar comum - manifesta a vontade consciente dos deveres e direitos do cidadão.

Nau

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Nº. 398 - Era uma vez, IV


1. A história é mera interpretação dos acontecimentos passados relativos ao homem e à pertinente comunidade.

2. O conhecimento do passado (ou memória do passado?) não é uma regra de ouro, apenas uma referência para a construção do futuro.

3. Logo, o objectivo da história será a análise de um facto dentro do contexto em que este se insere.

4. Porém, a razão das coisas não será encontrada apenas no conhecimento do passado porquanto este informa como e nunca o porquê do facto.

5. Visionários como Marx supõem ter encontrado na história um sentido - no caso vertente, o estabelecimento do comunismo - tendo por motor o materialismo dialéctico.

6. A Europa, no emaranhado de intrigas e lutas intestinas, há muito que vendeu a alma ao diabo. Agora o diabo pretende revitalizar a Europa.

7. Dentro em breve a história da Europa será reescrita em chinês.

Nau

domingo, 9 de dezembro de 2012

Nº. 397 - Era uma vez, III


1. Na pré-historia, era comum a utilização de máquinas simples (sim, máquinas elementares) e a alavanca foi uma ferramenta preciosa.

2. Hoje está na moda o frequente uso do verbo alavancar, isto é, criar possibilidades de desenvolvimento, mas também puxar, içar com a ajuda de uma alavanca.

3. Uma alavanca interfixa permitiria tirar água do poço, engenho conhecido por cegonha ou picota; a alavanca inter-resistente, o transporte de pedras, frutos, coisas a granel, no carro de mão; a alavanca interpotente, era particularmente útil na pesca - a cana de pesca.

4. A determinação do conceito é uma característica dos humanos, preocupados em entender, racionalizar, embora grande parte dos monárquicos seja avessa a tais cuidados.

5. À semelhança dos homens primitivos, usufruem os monárquicos das ferramentas que apanham à mão, sem se preocuparem com as leis da física que se limita ao estudo dos fenómenos que não implicam uma transformação na natureza das coisas.

6. Muitos dos ditos monárquicos (ou supostos monárquicos) capricham em regredir aos tempos imemoriais e destes não entendendo a coisa mais importante para o bem-estar dos humanos - a cooperação.

7. Máquinas elementares como a alavanca subsistem nos mais sofisticados equipamentos dos nossos dias. Provera o espírito cooperativo sobrepor-se aos ímpetos descomedidos da apropriação!.

Nau

sábado, 8 de dezembro de 2012

Nº. 396 - Era uma vez, II


1. A vida sedentária proporcionou às gentes primitivas a oportunidade única de criarem ferramentas (de pedras, paus, ossos...) que fortuitamente encontravam, utilizando-os para o arroteamento das terras.

2. Estes pequenos passos foram transmitidos de gerações em gerações tornando-se um importante veículo para a comunicação entre os mais, bem como para o aperfeiçoamento de técnicas, processo ainda hoje utilizado no aperfeiçoamento da produção agrícola.

3. Claro que a vivência em grupo obriga a cedências pessoais, mas a cooperação faz a força e esta era importante, quer para os trabalhos agrícolas, quer para defesa comum pelo que as pequenas comunidades cresceram e outras implodiram sem traços históricos.

4. A idade dos metais, isto é, as técnicas para a extração do minério e fabrico dos metais foi outra grande conquista da humanidade visto que tal lhe permitiu melhorar a sua qualidade de vida e eliminar concorrentes em lutas fratricidas.

5. Estou em crer que foram as escaramuças que deram origem à emergência do grande chefe, porquanto os chefes das diferentes famílias, por vezes, não se entendiam e a paz e a ordem permitiam maior bem-estar à população em geral.

6. A Assunção do grande chefe passou a ser celebrada como algo sublime, identificando-o com o melhor que a comunidade produzia, numa mistificação que agrada mais às gentes do que a realidade nua e crua.

7. Por mais que se queira identificar progresso com o dia seguinte, este bebe mais no passado do que nas fantasias dos alvorados criadores de sistemas ou modas.

Nau

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Nº. 395 - Os Cadastrados


1. Por vezes os temas seleccionados não chegam à minha mão a tempo de uma olhadela mais profunda.

2. Outras vezes, os afazeres são prementes  e pouco tempo me resta para uma atenção mais cuidada acerca dos temas propostos.

3. As escapadelas são frequentes mesmo quando, por razões de saúde, encontro-me inibido de ler mensagens e escrevinhar apontamentos.

4. Quando mais afoito visito os espaços ditos monárquicos, deparo-me com temas interessantes, porém estes obrigam ao registo prévio do cadastro.

5. Tenho a certeza não existir qualquer registo policial e/ou judicial acerca da minha pessoa, mas discordo desta exigência para o acesso a qualquer tipo de informação.

6. Não sou cadastrado, nem tão pouco cadastrável, pelo que é escusado acenarem-me com cenouras  porquanto o burro (que sou eu) não se cadastra.

7. Aproveito a oportunidade para agradecer a todos aqueles que, com o acesso às caixas de correio do CECIM, chamam a atenção para matérias, de facto, relevantes. Mas cadrastar-me, nunca!.

Nau

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Nº. 394 - O Congresso, III


1. Recapitulando. O congresso, como ponto de encontro para discutir alguma estratégia política, seria interessante.

2. Porém, o congresso só terá lugar quando uma facção se sentir suficientemente forte para eliminar as restantes.

3. Sempre foi assim. Quando Constantino convocou o concílio de Niceia (325) para combater o arianismo, primeiro tratou de eliminar os contrários, depois foi cumprimentado pelo êxito da iniciativa.

4. Louçã, duramente criticado pelo desaire nas últimas eleições legislativas, afasta-se para um regresso de salvação. O interregno, o enfraquecido louçã, espera ser curto - o congresso foi apenas um pro-forma.

5. Só raramente estes joguinhos políticos dão para o torto, tal como no caso de Manuel Monteiro do CDS que, numa nova democracia, tolhido envilhece.

6. Logo, quem tiver ideias claras, mesmo sem congressos, que se manifeste (e que tal um manifesto?) procurando obter apoios, à semelhança do que fez o Integralismo Lusitano no seu tempo.

7. Nós continuamos a pregar o cooperativismo. Difícil é motivar monárquicos para a prova de fogo!.

Nau

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Nº. 393 - O Congresso


1. Já num dos primeiros congressos organizados por Gonçalo Ribeiro Telles, Rolão Preto, Henrique Barrilaro Ruas, Camossa Saldanha, João Pestana Teixeira e outros, em Ribamar (?), se verificou o pendor desestruturante dos monárquicos.

2. As ditas tendências - mais anarquizantes do que determinadas em manter entre si uma relação de dependência e solidariedade - são a prova cabal da incapacidade dos monárquicos agirem numa linha de pensamento esclarecido, tendo por objectivo uma ordem social e política coerente.

3. A febre do protagonismo que, atabalhoadamente, obriga a deitar a mão a tudo para manter na ribalta os presumíveis monárquicos, explora conceitos fideístas, ultramontanistas e marialvistas, sem aprofundar os mesmos, nem tão pouco entendê-los e/ou reformá-los, tornando-os matéria para confronto com os anti-monárquicos.

4. Com leviandade ou antes imaturidade, defendem cruzadas os angélicos talassas contra os infiéis, os estrangeiros, os altos, os baixos, em suma, contra tudo que não faça parte do seu limitado horizonte de mero folclore.

5. Outros afirmam-se democráticos embora dessa doutrina apenas tenham um conceito meramente burguês, presumidamente serem eles a minoria esclarecida (obviamente possidentária) que conduzirá o povo ignaro ao bem-estar por todos almejados e, como bons "democratas", reservando para si as mais confortáveis cadeiras do Poder.

6. Bom é ter presente que, além do pioneirismo cooperativista encabeçado por António Sérgio, ainda existem os liberais de "menos Estado" mas sacrossanta propriedade privada; bem como os socialistas defensores da propriedade colectiva dos meios de produção, da supressão das classes sociais e de uma distribuição mais igualitária das riquezas.

7. Todos eles monárquicos - por defenderem a figura do rei como garante da democracia devido à sua génese apartidária - de certo que exigirão que as suas doutrinas díspares sejam contempladas no resumo dos trabalhos do eventual congresso pelo que este, se fosse tido como matéria para acção conjunta, seria apenas bloqueante e confrangedor.

Nau 

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Nº. 392 - O Congresso


1. Do grupo 'Queremos uma Monarquia Democrática', Paulo Especial lança um aliciante desafio: realizar um congresso onde se debata a questão que a todos os portugueses interessa - propostas monárquicas a referendar.

2. Entusiasmado com a ideia, logo alertei a malta cá do sítio para a oportunidade de se elaborarem propostas fiáveis acerca das reformas que hão de ser levadas a cabo para a reinstauração da monarquia em Portugal.

3. Os mais velhos, porém, recordaram as tentativas no passado em que as toleimas de uns, aliadas ao diletantismo de outros, fizeram perder, ingloriamente,  tempo e dinheiro, sem resultados plausíveis.

4. Há monárquicos para todos os gostos, a maioria acreditando que ao chamarem pelo rei, este lestamente descerá do céu numa núvem, com uma série de receitas miraculosas debaixo do braço.

5. A figura do rei apenas evita que chefes a prazo viciem o jogo democrático, pelo que o mesmo poderá não ter grandes qualidades, mas é o  garante da democracia, devido à sua génese apartidária.

6. Claro que a democracia só é possível em crescendo, de baixo para o topo,
pelo que o importante é motivar os cidadãos idóneos e criteriosos a formar associações cívicas para conter a burguesia possidentária, bem como o jogo querido desta - a especulação.

7. Os cooperativistas são, no presente, a única arma para combater os excessos do Estado liberal (mercados desregulados), assim como o Estado burocratizante e centralizador, mantendo-se cépticos, nesta conformidade,  à realização de congressos extemporâneos.

Nau

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Nº. 391 - Era uma vez, I


1. Dado que os adultos pouco interesse mostram por este espaço, vou dedicar alguns apontamentos às imberbes criancinhas que nas histórias vão encontrando algum entretenimento.

2. Uma vez mais confesso gostar pouco de História porquanto esta é feita da mesma matéria do momento presente, isto é, a vida dos homens, cheia de egocentrismos, narcisismos, lutas fratricidas e outras coisas mais. Logo, qualquer semelhança entre as minhas histórias e os testemunhos do passado é mera coincidência.

3.Todos animais (pelo menos a maior parte destes) protegem as suas crias e, na idade da recoleta, seria pouco provável que tal não acontecesse, deambulando os filhotes com os progenitores na busca de algo comestível, basicamente na luta pela sobrevivência.

4. Nas zonas mais férteis é natural que se concentrassem maior número de famílias ( progenitores e rebentos) que, ultrapassadas as macacadas do costume, instintivamente se aperceberam que a defesa em grupo - em suma, a cooperação - seria mais eficaz do que o contrário.

5. Lugares estratégicos para a defesa comum e os primeiros passos no trabalho do solo no sentido de obter um sustento para a satisfação das suas necessidades, motivaram a fixação dos referidos grupos, trocando estes o nomadismo pela vida sedentária.

6. O amansar de animais selvagens como auxiliares da lavoura e reserva alimentar na fase omnívora, deu azo a uma natural divisão de tarefas na incipiente comunidade em que a cooperação era, de longe, superior à apropriação de coisas.

7. Caçando e/ou pescando, os mais ardilosos; a maioria arroteando a terra inculta sob o aviso experimentado dos mais velhos; os mais capazes organizando e distribuindo as tarefas, de modo cooperativo, passo a passo se foram construindo as histórias da História.

Nau

domingo, 2 de dezembro de 2012

Nº. 390 - O Primeiro de Dezembro


1. Graças à gentileza de monárquicos que ainda não se declararam cooperativistas, tive rápido acesso ao discurso do Chefe da Casa Real portuguesa, Dom Duarte Pio.

2. O texto e o video foram facultados, respectivamente, por Rui A. Paiva Monteiro e Filipe Cardeal, embora sem os respectivos comentários que suponho estarem ainda em preparação.

3. De facto, para lá dos gestos de simpatia para com aqueles que estão a passar dificuldades e apelos à solidariedade dos mais, Dom Duarte Pio aponta o dedo acusador (sem os nomear) a desvairados políticos da III República.

4. Sem dúvida que foi a partidarite, bem como a ânsia de tomar de assalto as cadeiras do Poder, que levou os figurões da política a vender a alma ao diabo, prometendo mundos e fundos aos necessitados; oferecendo sinecuras aos afilhados.

5. Quer as fraquezas das democracias europeias, quer os excessos estatais da antiga União Soviética, poderão ser contidos por uma forte associação de cooperadores, esta reforçada por uniões, federações e confederações bem articuladas.

6. O movimento cooperativo permite o enrobustecimento de um empreendorismo sem a persecussão do lucro, num modelo e regime legal de consumo, comercialização, agrícola, crédito, habitação e construção, produção operária, artesanato, pescas, cultura, serviços, ensino e solidariedade social.

7. O herdeiro da Coroa portuguesa, Dom Duarte Pio, tem frequentemente manifestado o seu apreço e confiança no movimento cooperativo.

Nau

sábado, 1 de dezembro de 2012

Nº. 389 - O Primeiro de Dezembro


1. Cumprindo o ritual estabelecido pelo seu predecessor, o actual Duque de Bragança, herdeiro da Coroa portuguesa, dirigiu nova mensagem à comunidade lusa.

2. Como todos têm presente, os lusitanos era um grupo étnico que dominou até à ocupação romana vasta área do S. O. da Península Ibérica, entre o Douro e o Algarve, abrangendo ainda larga parcela da actual Estremadura espanhola.

3. Os ditos grupos étnicos lusos viviam em tribos autónomos e falavam uma língua comum de raizes célticas que, caldeada pelo baixo latim e enriquecida por expressões mulçumanas, deu origem a um veículo de comunicação severo aos ouvidos de estranhos.

4. A língua lusitana é falada em Portugal, no Brasil, em Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé, Macau, Timor... em suma, nas cinco partes do mundo, pronta para servir uma enrobustecida comunidade de povos autónomos, tal como foi a sua matriz lusa.

5. Para os lusitanos europeus, a mensagem do seu Príncipe tem um significado muito especial: não celebra o preenchimento de uma falha por destruição ou perda de substância, mas o próximo restabelecimento de uma dinastia, banida por insidiosa propaganda anti-monárquica.

6. Durante a salazarquia republicana, as mensagens do herdeiro da Coroa portuguesa eram habilidosamente silenciadas para não perturbar as boas almas. Hoje, as boas almas comportam-se de igual modo, para proteger os seus apetites pantagruélicos.

7. Ninguém jamais poderá silenciar as mensagens de Dom Duarte Pio, na íntegra dispensadas no espaço internáutico, entendidas e bem-quistas aquém e além-mar.

Nau