quinta-feira, 28 de junho de 2012

Nº. 228 - Luta Popular


1. Repugna debruçar-me acerca da "crise grega". Nas últimas eleições, o PASOP quase sai da cena política e a direita assume uma vitória pirrónica. Claro que a esquerda radical Syriza não atinge a percentagem de votos ambicionada porquanto nunca explicou claramente o que faria caso se sentasse nas cadeiras do poder.

2. "O tribunal constitucional [português] funciona como uma extensão dos partidos políticos que detêm a maioria no parlamento". Logo, mesmo as medidas claramente inconstitucionais são processadas de acordo com os supremos interesses dos seus progenitores.

3. Com "a oposição violenta... mas construtiva do PS" o programa da Troica prossegue e novos agravamentos são, de modo desportivo, anunciados, sem qualquer explicação acerca das razões pela qual a famosa dívida pública foi contraída; sem alguém ser formalmente acusado pelos desmandos havidos.

4. Logo, o continuado aumento do desemprego não tem fim e as recentes alterações ao código do trabalho promulgado pelo Presidente da República são apenas mais uma cedência à chantagem da Troica, tal como tem sido corajosamente denunciado pelo PCPT/MRPP, tema retomado por Garcia Pereira na sua intervenção no programa televisivo "Em Foco" no canal ETV.

5. O consenso social em torno das medidas de austeridade está circunscrito ao actual parlamento, porquanto até o PCP, por razões de imagem, sugere que os sacrifícios sejam melhor repartidos, implicitamente aceitando que a dívida pública foi constituida para o benefício de todos que não para os afilhados do costume.

6. Arnaldo de Matos, numa feliz intervenção no debate realizado na Galeria Geraldes da Silva, no Porto,  a 16 do corrente, levantou a questão da mais lídima acuidade - "Estamos a pagar o quê?" - defendendo a hipótese do não pagamento da dívida; da saída de Portugal da zona do euro, além de outras medidas que poucos se dispõem discutir.

7. Quem se propõe entrar neste debate?. Vá ao "Luta Popular On-Line" e participe.

Nau

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