terça-feira, 19 de junho de 2012

Nº. 219 - Carta Aberta ao Homónimo Brasileiro, VII


1. Em que consiste o comunalismo/municipalismo referido no último apontamento? Para já, numa real descentralização administrativa, na linha das povoações que, nos tempos medievais, se emancipavam da organização feudal  e consolidavam uma administração autónoma.

2. A grande caminhada começa pelo primeiro passo, isto é, pela organização de um grupo de amigos que, de preferência em número ímpar - superior a três e inferior a sete - compreendendo, se possível, 1 jurista, 1 psicólogo, 1 economista, 1 escriba e 1 boxeur pois nada há que um bom murro não resolva - murro na mesa, entenda-se!

3. Como é óbvio, tal grupo destina-se ao ensaio de uma cooperativa irregular - irregular porquanto ainda não tem estatutos, nem objectivos definidos - passando o grupo, de imediato, a discutir a actividade mais adequada para dar satisfação às necessidades e aspirações comuns - económicas, sociais e culturais.

4. Um bom começo será a elaboração de um rol de compras de produtos alimentícios a efectuar para os respectivos agregados familiares, contemplando uma semana, uma quinzena ou um mês, evitando as frequentes peregrinações individuais aos hipermercados, bem como a aquisição de artigos supérfluos.

5. Chegou a altura de recapitular os temas aqui aflorados: República ou Monarquia?. Vou por esta última. As classes sociais estão em vias de extinção?. Hum!. O espírito colonizador já passou à história?. Hem!. Sendo a Revolução Francesa anti-monárquica, o Estado de direito poderá prescindir da figura do Rei?. Ih!.

6. Claro que o futuro está na Monarquia Social, assente no comunalismo de antanho, logicamente estruturado em cooperativas - associações de produtores e/ou consumidores decididos a libertar os seus associados dos encargos respeitantes a lucros de intermediários e/ou capitalistas.

7.Será esta receita adequada à emergente potência brasileira?. Na minha ideia, o Império Brasileiro será a conjugação de todos os mercados da mesma expressão linguística (arremedo da experiência anglo-saxónica) que nos cinco continentes poderá ensaiar a grande aventura do futuro - a Monarquia Social.

Nau 

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