terça-feira, 12 de junho de 2012

Nº. 212 - Carta Aberta ao Homónimo Brasileiro, I


1. Segundo parece, os Arnaldos são uma classe tão numerosa que a formação de uma associação onomástica teria mais pessoas do que certas agremiações políticas.

2. Como projecto cívico, os Arnaldos 'unidos jamais serão vencidos' e facilmente conquistariam as cadeiras do poder - com a amarga fatalidade de serem forçados ao aumento dos impostos, a fim de ocorrer às legítimas necessidades próprias, bem como as dos seus apaniguados.

3. Antes de nos espraiarmos por esse aliciante projecto, é crucial levantar a seguinte questão: que instituição política deverão os Arnaldos, ponderada e deliberadamente, adoptar: República ou Monarquia?

4. Claro que o meu Caro Homónimo se declararia inclinado para a primeira das hipóteses visto que, sendo o Brasil uma República Federal modelada pelos gringos norte-americanos, poucas dúvidas teria acerca desse assunto.

5. Porém, como já tive a oportunidade de expor em outros apontamentos, a República é a instituição política do agrado da burguesia possidentária por razões óbvias - proporcionar a existência da figura  anti-democrática do Presidente da República.

6. Sendo os Arnaldos, por natureza, afáveis, circunspectos e persistentes, sugiro que se disponha a discutir este tema (e outros que também ache conveniente) no CECIM, e porque não do outro lado do Atlântico integrar no seu Facebook o "Centro de Estudos Cooperativos de Inspiração Monárquica"?.

7. Nos próximos apontamentos tentarei desenvolver um pouco mais este projecto.  Entretanto permita-me a ousadia de um abraço atlântico.

Nau

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