quarta-feira, 27 de junho de 2012
Nº. 227 - Nova Monarquia
1. Num apontamento do "Combustões", do dia 24 do corrente, lemos: "O Rei deve reinar respeitando o governo, emanação da escolha dos cidadãos representados em parlamento". Completamente de acordo.
2. "Mas cabe [ao Rei] ser o garante e observador atento de más políticas, abusos e até mentiras, assim como apossamento indevido, enriquecimento e favorecimento de alguns indivíduos ou grupos em benefício próprio e contra o interesse colectivo". Em suma: pretende-se um Rei campeador e justiceiro.
3. Um pouco mais adiante lê-se: "caberia [ao Rei] confirmar a nomeação dos quadros superiores dirigentes do Estado, depois de proceder à certificação da lisura dos concursos e provas públicas, impedidndo a utilização do Estado pelas camarilhas trabalhando para os partidos políticos". Talvez a figura adjectivada do "Justiceiro Implacável" aqui seja mais conveniente.
4. Todo este arrazoado de boas intenções é para nós um refrigério. Porém, de bons intentos está a Assembleia da República cheia, e os conselheiros do Rei, facilmente (ou fatalmente), se transformariam em meros cortesãos interesseiros, isto é, comprometidos, mantendo-se a habitual canalhada de mãos estendida para os benesses ocasionais.
5. Sam dúvida que numa Nova Monarquia a figura do Rei é meramente ponto de referência porquanto este reina, mas não governa. No entanto, em vez de novas instituições políticas, o que se pretende é a reforma das mentalidades a fim de proporcionar o aumento em número de cidadãos criteriosos.
6. Comecemos por singelas unidades cooperativas; tentemos inculcar o espírito associativo, primeiro passo para a formação de um robusto movimento comunalista, pois ser comunalista não significa delegar, mas sim agir consensualmente.
7. Entretanto, precisamos de homens na actividade política mais esclarecidos, dinâmicos e honestos. Porque não votar Garcia Pereira do PCTP/MRPP no próximo acto eleitoral?.
Nau
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