sábado, 9 de junho de 2012
Nº. 209 - As Classes Soiais, VI
1. A ciência constitui um ponto de vista tido como coerente acerca de uma determinada - intensiva e extensiva - realidade, estes positivos ou negativos, segundo as concepções morais, políticas ou ideológicas do observador.
2. Os meios apropriados para atingir determinados objectivos; as convicções que justificam toda reacção, contumaz ou tresvariadora; a afectividade resultante de uma emoção ou paixão momentânea; a reacção mecânica na linha do uso e do costume é a tipologia corrente da actividade social.
3. A crença na pureza e lisura daqueles investidos nas cadeiras do poder; a convicção na bondade das regras impostas por via legislativa ou mera burocracia; a aceitação do carisma do chefe, na suposição dos seus talentos excepcionais, têm justificado o domínio constante sobre as massas.
4. Na senda dos princípios acima enumerados se verifica a estratificação social (castas, ordens, classes) que sustenta os partidos políticos e o Estado moderno, definido por Max Weber como o agrupamento que dispõe do monopólio da violência legítima.
5. O uso e o costume que pesam sobre as estruturas sociais (comunitárias e societárias), bem como sobre os normais agrupamentos (associações, empresas, instituições); a deliberada ignorância acerca dos outros grandes cultos religiosos (chineses, hinduísticos, budistas, etc.); a singularidade da dita civilização ocidental dominada pela racionalização sempre em marcha, são pano para muita manga.
6. Sem dúvida que o fenómeno social, com crescente predomínio da burocracia e da figura emblemática do chefe continuará no processo para-democrático, mudando os nomes das classes existentes, de acordo com as novas modas e o enraizado costume.
7. E tudo o mais renova; isto é já sem cura!.
Nau
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