quarta-feira, 20 de junho de 2012
Nº. 220 - Monarquia e Comunalismo
1. Quem, por ventura, tenha lido alguns dos apontamentos do monólogo que recentemente mantive com o meu homónimo brasileiro, de certo gostaria de levantar algumas questões, porém, nestas coisas de capelinhas, cada qual fala com o seu pároco e nada mais.
2. Por manifesta falta de tempo, tentarei explicar o mais sucintamente possível algumas das ideias que me ocorreram durante o referido monólogo, pela mesma ordem em que foram levantadas pela prata da casa.
3. Sempre que se fala em Monarquia logo acode à memória a figura do Rei, tido como símbolo máximo de um povo, guardião das tradições e da liberdade, porquanto é ele que obvia que as normais disputas partidárias extravasem da Casa da Democracia.
4. A talho de foice vem o esclarecimento da figura do Imperador que, com as mesmíssimas funções do Rei, é o soberano de vários povos com características culturais e nacionais sensíveis, mas existindo como Estado uno politicamente organizado.
5. Avancemos para o plat de résistance, isto é, o comunalismo do qual, entretanto, já sublinhara a ideia de descentralização administrativa, contrária à tendência republicanóide de apostar no controlo político de toda a comunidade através de um poder decisório centralizado.
6. Para ser dado um passo de gigante em direcção ao comunalismo, importa fomentar o espírito associativo, através de pequenas unidades cooperativas destinadas a satisfazer as necessidades e aspirações comuns, estas do âmbito económico, social e cultural.
7. Europeus pela configuração geográfica, Portugal deverá aproximar-se dos países de expressão portuguesa para, na prática comunalista, fazer face à opressão estadunidense - colonialista e especulativa - bem como à invasão dos novos Gengis-Khan.
Nau
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário