quarta-feira, 13 de junho de 2012
Nº. 213 - Carta Aberta ao Homónimo Brasileiro, II
1. Caso tenha tido a pachorra de ler os meus últimos apontamentos acerca das classes sociais, terá presente que, no meu entender, estas são grupos de pessoas com atitudes afins.
2. Logo, em tal contexto, difícil será irradicar o espírito de classe - pelo menos o de dirigentes e dirigidos - sendo este inevitável tal como é patente na ousada atitude política do grupo onomástico dos Arnaldos.
3. Na Europa dos tempos idos - a consolidação do poder do rei aliado à emergente classe dos mercadores; o desemprego do espírito castrejo virado cortesão; a estabilização de fronteiras geográficas e a circulação fiduciária - a expansão comercial era um facto.
4. Por outro lado, tanto a agricultura de subsistência, bem como a adequada produção artesanal, foram obrigados a contemporizar com a febre da conquista de novos mercados, embarcando no desafio colonizador que impunha técnicas e conhecimentos revolucionários.
5. Os termos revolucionários e colonizador são aqui empregados no sentido próprio, respectivamente, de ousado e do estabelecimento de colonos além-mar, sendo estes um misto de desbravador de novos solos, bem como de de gestor de entrepostos comerciais.
6. Forçoso é sublinhar que o espírito de trazer à civilização populações primitivas era o estratagema para o estabelecimento de reservas territoriais, com a ocupação física das mesmas e a destruição das civilizações autóctones, para um controlo mais efectivo.
7. Na Idade Contemporânea, a colonização é mais sofisticada, sendo dispensável a ocupação física do território através da imposição de autoridades exógenas, tal como tem sido prática corrente da política de Monroe.
Nau
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário