domingo, 24 de junho de 2012

Nº. 224 - O Marchismo


1. Talvez por nos encontrarmos na quadra das marchas populares, ocorreu-me a ideia do marchismo, tanto na óptica de prática de marcha, caminhada, bem como na corruptela deliberada de marxismo.

2. Na acepção marxista, isto é, na linha do pensamento político de Karl Marx, esta é tida como a interpretação económica da história, partindo do princípio que as forças produtivas constituem a base das estruturas políticas, jurídicas e ideológicas.

3. Sempre que as ditas forças produtivas entram em contradição com os esquemas existentes na comunidade, verificar-se-á um periodo favorável a conflitos sociais, pelo menos numa interpretação marxista orientada para uma mudança radical.

4. Adoptando o método dialéctico proposto por Hegel e repudiando o idealismo dos filósofos anteriores mais preocupados em entenderem o passado do que da sua real transformação, Marx, secundado por Engels, dedicou-se à actividade política prática e à organização do movimento operário.

5. Embora mantendo uma epistemologia científica de base empírica, de praxis constante e axiologia humanista, a doutrina política de Karl Marx assenta numa linha monoteísta, fruto da tradição cultural mediterrânica.

6. Os contributos de Lenine e Mao, associados à prática Estalinista, deram azo a uma doutrina de Estado musculado, bem como a outras hipóteses mais coadenáveis com as tradições da democracia parlamentar, porém tão burocráticas e centralizadoras como as dos referidos mestres.

7. Estar a par destas correntes filosóficas - estudando-as e comentando-as - é obrigação de todos monárquicos. Consulte a "Biblioteca Vermelha", 'Arquivo Digital On-Line' do PCTP/MRPP.

Nau

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