quinta-feira, 21 de junho de 2012
Nº. 221 - Cooperativismo Monarquico
1. Sendo o cooperativismo um sistema "associativo autónomo de pessoas que se unem voluntariamente para atender as suas necessidades e aspirações comuns - económicas, sociais e culturais - por meio de empreendimento de propriedade comum e gestão democrática", todas as opções políticas dos seus membros são válidas.
2. Perante esta realidade, será curial questionar a ênfase dada neste espaço à opção monárquica, apresentada como a melhor via para se atingir quer os objectivos associativos enunciados no parágrafo anterior, quer a almejada restauração da Monarquia, após mais de um século de experiências republicanas.
3. Aqui os meus contestatários apressam-se a chamar a atençõ para o facto das várias Repúblicas - já vamos na terceira, com outros tantos arremedos, tais como a do "movimento das espadas" de Pimenta de Castro; a do sidonismo presidencialista; a do "28 de Maio" do Gomes da Costa, etc. - virem na mesma linha das várias Monarquias ocorridas durante a vigência do dito regimen.
4. Claro que o evoluir não é um defeito, pelo que não lançamos à cara de ninguém as penosas experiências então havidas; apenas condenamos o estafado argumento da alegada inadequação do regimen monárquico aos dias de hoje, badaladas pelos nossos amigos republicanos, "por esta ser coisa do passado".
5. Mas voltemos á questão principal - o porquê do cooperativismo monárquico. Como é sabido, a República tem por fundamento a eleição do chefe de Estado a prazo, fatalmente de génese partidária, procurando os seus apaniguados associar o sistema político da sua feição à democracia para disfarçar a matriz desta que é deliberadamente oligárquica.
6. Conforme salientado no parágrafo anterior, a República é medularmente individualista - "um homem, um voto", como tudo se reduzisse a tal! - por considerar a pessoa como o objectivo de todas as relações morais e políticas, agravado pela propensão de actuar com independência e não de acordo com a colectividade.
7. Dado que a Monarquia é tradicionalmente comunalista, o robustecimento dessa cultura de Liberdade e Responsabilidade poderá ser harmoniosamente conseguida através do movimento cooperativo que CECIM apoia e procura divulgar.
Nau
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