domingo, 31 de março de 2013

Nº. 499 - Portal da Cidadonia


1. Para alguns monárquicos, a figura do Rei é coisa mística, capaz de tomar decisões imparcialmente porquanto - não pertencendo a qualquer das facções políticas e/ou de interesses económicos existentes - é livre para decidir objectiva e ponderadamente.

2. Claro que o Soberano terá o apoio de conselheiros por si nomeados, à paridade com aqueles apontados pelos membros da Casa da Democracia, cujos residentes são apurados por sufrágio universal em círculos uninominais, bem como em circunscrições meramente partidárias.

3. Perdida a confiança - quer dos membros da Câmara dos Conselheiros, quer os da Casa da Democracia - o(s) ministro(s) contestado(s) será/serão demitido(s) pelo Rei e por este nomeado(s) o(s) substituto(s), cumprindo-se assim a velha fórmula integralista de "Governo do Rei, Administração do Povo".

4. Outros monárquicos advogam o puro regresso à Monarquia Constitucional em que a figura do Rei reina, mas não governa, actuando como mero juiz cujas decisões serão tomadas após ouvido o juri privilegiado que é o povo, através de sufrágio universal.

5. Variantes destas fórmulas políticas não são muito grandes, algumas prevendo a existência de Cortes onde participariam, além dos residentes da Casa da Democracia, os representantes das corporações existentes - ordens profissionais, membros das autarquias, Conselheiros de Estado e outras figuras de destaque.

6. Em qualquer das soluções previstas, a figura do Rei é apenas a válvula de segurança da Democracia que, evitando a manipulação por soberanos a prazo, deixam campo aberto ao confronto de ideias políticas; à concertação de projectos, bem como à realização de consensos alargados.

7. Logo, a Monarquia é sinónimo de Democracia mas, para assegurar o harmonioso funcionamento desta, urgente é o aumento em número dos cidadãos criteriosos, possível através do robustecimento do imparável movimento cooperativista.

Nau

sábado, 30 de março de 2013

Nº. 498 - Psyche


1. Na semana passada, afloramos alguns dos problemas psicossexuais e, dado que a consciência é produto do conhecimento, partimos dos rudimentos deste para horizontes mais alargados.

2. O conhecimento, por si só, não alimenta a acção - acto ou o efeito de actuar - mas acumula a experiência que, através de estímulos especiais, motiva o comportamento adequado.

3. Assim, o modo de proceder, física ou moralmente, não depende do conhecimento, nem tão pouco de alguma consciência em embrião, mas de estímulos, isto é, aptidão para receber impressões ou mera faculdade de sentir.

4. Logo, são os sentimentos - consciência íntima - que nos amparam nos actos vegetativos, do dia-a-dia, bem como na tomada das decisões que, em tempos emocionais, poderão ser menos equilibrados.

5. O objecto memorizado, classificado conceptual e linguisticamente, será recordado e reconhecido pelo cérebro através de estímulos subtis que inibem a práctica de actos de registo negativo ou estímulo precisamente oposto.

6. Sem dúvida que os problemas psicossexuais são originados por disfunções - por impacto emocional - patologias congénitas ou conecimento/experiência erradamente adquirida - que uma atempada correcção reduzirá (e bem) a maior parte dos eventuais danos.

7. Muito do sofrimento individual poderá ser atenuado e/ou dirimido por introspecções regulares.

Nau

sexta-feira, 29 de março de 2013

Nº. 497 - Fim de Semana 13


1. À hora sexual do fim de semana em que todo o mundo me fornica o juizo com mensagens imbricadas nas 'minhas' caixas de correio, segue-se a peregrinação à Mesquita Ali-Há-Pão onde tomo o chá e descanso o pernil da longa caminhada higiénica que, sempre que posso, realizo de madrugada, faça chuva, vento ou sol.

2. O bom Santo António preparava o sermão - piedoso e brando - ao cair da noite, ao luar tranquilo, sentado à beira de uma fonte; a minha (fonte) dá-me cá uma seca, por obediência aos textos recomendados pela disciplina orçamental, digo, CECIM, o que me deixa pouco tranquilo quanto aos comentários que, sobre mim, desabarão.

3. Circumspecto, dentro das regras e limites dos deveres a que estou sujeito, no meu horizonte, por vezes, a vontade é de tresvariar, na mesma linha da política portuguesa que, para sair da crise, precisa dar passos de gigante mas limita-se aos passos de coelho; necessita porto seguro mas apenas encontra barreiras que nem para a entrada de novas ideias chega; enfim, um porto arenos e seco.

4. Alinhar nos cozinhados da suposta comunicação social nada serve, pois esta vai no sentido dos gostos cultivados (o futebol) e nas cenouras jogadas a esmo para aumentar a confusão, estas jorradas com baboseiras de profissionais do futebol e dos respectivos treinadores; tudo isto destinado a alimentar quezílias políticas a fim de diminuir as tensões sociais.

5. Nas próximas eleições autárquicas temos duas opções: uma Joana Miranda, nascida em Coimbra, licenciada m Psicologia, mestre em Relações  Interculturais e doutorada em Psicologia Social, professora na Universidade Aberta e também investigadora do Centro de Estudo das Migrações e das Relações Interculturais; por outro lado, uma Aline Gallasch-Hall, nascida em Porto Alegre, Brasil, assistente na Faculdade de Arquitectura de Lisboa nas áreas de História e Teoria, doutorada pela Universidade de Évora, deputada na Assembleia Municipal de Lisboa na qual não tem sido pêra doce, tanto para a maioria, bem como para as sensibilidades políticas lá existentes, conforme se verifica nas intervenções da deputada naquele órgão autárquico.

6. A primeira representa uma linha marxista-leninista-maoista que procura congregar vontades para um projecto dirigista, rumo a um socialismo que se pretende real. A segunda está mais próxima de um comunalismo cooperativista e realista que enfrenta, tanto o capitalismo especulativo, como o burocratismo pleonasticamente estatal.

7. Mon coeur balance. Ouvir os vossos comentários seria um refrigério, mas o silêncio aqui é sepulcral. Quem se afoita a botar palavra, digo, a passar a letra redonda a sua opção?.

Nau

quinta-feira, 28 de março de 2013

Nº. 496 - Luta Popular


1. Enquanto que o comunalismo exige uma participação activa na construção da coisa comum, o republicanismo impõe o peso da lei por si gizada.

2. Enquanto que o comunalismo toma por base o conseneso entre iguais, o republicanismo, sob a bandeira da liberdade, ora propõe a representação indirecta do poder, ora a cadeia piramidal do mesmo, desde que ambas possam ser oligarquicamente manipuladas.

3. Enquanto que o comunalismo sobreleva a cooperação e o diálogo, o republicanismo defende a lei universal e abstracta conducente à injustiça por obviar a redistribuição  dos bens essenciais equitativamente.

4. Enquanto que o comunalismo procura a formação de cidadãos criteriosos, o republicanismo, mediante pão e circo, cala a voz discordante infantilizando vontades e paralizando iniciativas naturais.

5. Enquanto que o comunalismo tem por fundamento a equidade e a solidariedade, o republicanismo - na linha dos credos fideístas - assenta as suas teses na igualdade e fraternidade.

6. Claro que a liberdade consiste na força  - moral ou física - de qualquer um agir ou não agir, de um ou outro modo, por seu livre arbrítrio; logo, é princípio de conduta que não emancipativo.

7. Joaninha voa, voa; teu futuro é Lisboa, pois o povo é que manda - vota Joana Miranda!.

Nau

quarta-feira, 27 de março de 2013

Nº. 495 - Prelo Real


1. Miguel Esteves Cardoso nasceu em Lisboa, a 25 de Julho de 1955, no seio de uma família da classe média-alta, na capital portuguesa à beira Tejo plantada.

2. Licenciado em Estudos Políticos pela Universidade de Manchester, onde efectuou o respectivo doutoramento, a sua actividade académica prolongou-se ao Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, como investigador auxiliar na área da cultura política, bem como ao ISCTE, na capacidade de professor auxiliar de sociologia política.

3. Crítico mordaz, acutilante, MEC (como é conhecido pelos fans) tem exercido uma actividade jornalística de grande mérito, bem como dedicado o seu inegável talento às letras portuguesas, sendo de salientar os romances "A Vida Inteira", "O Cemitério das Raparigas" e "O Amor é Fodido".

4. O seu estreito contacto com as bandas pós-punk e New Wave da editora Factory foi bastante frutuoso para a divulgação desta nova experiência musical junto da juventude lusa.

5. Tímido por natureza, Miguel Esteves Cardoso não assume uma agressividade ácida, característica da gente portuguesa, mas uma bem-humorada posição de espectador privilegiado e comentadorista da qual Eça Queiroz foi um dos percussores.

6. Com uma escrita leve e aparentemente pouco trabalhada, Miguel Esteves Cardoso tem ensaiado novas técnicas de comunicação, novos processos de análise e de intervenção social, entusiasticamente imitados pelos seus fans, mas sem o encanto e o brilho do mestre.

7. Outros nove títulos das obras de Miguel Esteves Cardoso (edição Assírio & Alvim) encontram-se disponíveis na FNAC online.

Nau

terça-feira, 26 de março de 2013

Nº. 494 - RAC: Moinho de Vento do Catujal


1. A Coperativa de Habitação e Construção Moinho de Vento do Catujal CRL, situa-se na freguesia de Apelação, concelho de Loures, distrito de Lisboa.

2. Registada na Conservatória de Registo Comercial com o número 501529012, tem sede na Rua Soeiro Pereira Gomes, Lote 53, 2680-311 Apelação, telefone 351-219403327.

3. A "Moinho de Vento do Catujal" iniciou a sua actividade no dia 1 de Janeiro de 1986, porém está sujeita à legislação complementar do Decreto-Lei 502/99 de 19/11, alterado pelo Decreto-Lei 76-A/2006, de 29 de Março.

4. "A par do reconhecimento do direito à livre constituição de cooperativas, consagradas no artº. 61º, a Constituição da República, no artº 65º, compete ao Estado o fomento da criação de cooperativas de habitação".

5. "As 495 do ramo de habitação e construção actualmente existentes (ano 2006) são claro testemunho da validade dessa forma de resolução do problema habitacional, de que se socorre uma boa parte da sociedade portuguesa".

6. "Estas cooperativas, manifestando uma perfeita consciência dos objectivos do cooperativismo, têm vindo a alargar a sua actividade inicial, de promoção da habitação social, aos domínios da qualidade habitacional dos espaços envolventes e da resposta dos equipamentos às necessidades sociais e culturais da família e de cada um dos seus elementos, adoptando-os nos seus objectivos".

7. Os três últimos parágrafos são uma transcrição de textos  de Vitor Mendes, licenciado em Direito pela Universidade Portucalense e pós-graduado em Direito da Comunicação pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra.

Nau

Nº. 493 - Doutrina Cooperativa


1. Há 6 ou 7 anos atrás, no 'monarquicos.com indice', indiquei os passos necessários para a constituição de uma cooperativa que, de seguida, reproduzo alertando para o facto dos emolumentos possivelmente não se encontrarem actualizados.

2. Os passos são os seguintes:
     - Obtenção "Certificado de Admissibilidade"
        . RNPC (Registo Nacional de Pessoa Colectiva), Dec.-Lei 129/98, de 13/5;
        .  Impresso mod 11 RNPC; emolumentos 56 Euros
     - Cartão Provisório de Identificação.
     - Estes documentos poderão ser obtidos via Internet (www.dgr.n.mj.pt) Dec.-Lei 12/2001, 25/5 site  
        DGRN.

3. Após o registo (ver acima), redução a escrita dos estatutos e registo na Conservatória do Registo Comercial, apresentando :
     - Certidão de Admissibilidade do nome da cooperativa;
     - Cartão Provisório de Pessoa Colectiva;
     - Acta da Assembleia dos Fundadores (mínimo 5 pessoas);
     - Cópia dos estatutos aprovados indicando dirigentes e respectivas funções;
     - Lista indicativa dos fundadores (fotocópia do B.I. e do Cartão de Contribuinte);
     - Declaração do início de actividade.

4. Publicação dos estatutos no DR.
     - Inscrição no Ficheiro Central de Pessoa Colectiva;
     - Obtenção do Certificado definitivo, Mod. 10 RNPC assinado por um membro da direcção;
     - Fotocópia da escritura de constituição, emolumentos 20 Euros; cartão 14 Euros.

5. Mais tarde:
     - Início de actividade (Repartição de Finanças, mod. 1438 + cópia da escritura + exemplar do DR);
     - Inscrição na Segurança Social dos titulares dos órgãos dirigentes;
     - Registo no INSCOOP (isto é, CASES) apresentando acta da constituição e relatório de gestão
        e contas (anualmente).

6. Qualquer esclarecimento poderá ser obtido através da 'Cooperativa António Sérgio para a Economia Social': cases@casespt/www.casespt.

7. Tudo isto dá muito trabalho? Claro que dá, tanto para a fundação como para a gestão da cooperativa. Por isso recomendamos a cooperação e não o cruzar de braços. Vamos a isto.

Nau


domingo, 24 de março de 2013

Nº. 492 - Portal da Cidadonia


1. O objecto deste tema é motivar os eventuais viditantes a questionarem a razão dos seus presumidos deveres e direitos os quais são, com certa frequência, citados de modo assimétrico em favorecimento próprio.

2. No meu entender, o consenso é o fundamento monárquico, assente nos hábitos sociais e na prática de longo uso, enquanto que as normas obrigatórias que disciplinam as relações dos homens foi recurso respublicano, a fim de proteger o poder oligárquico.

3. O direito probo e franco, independente de qualquer legislação ou convenção, não usa estratagemas ronhosos como aquele que em Portugal impõe a República como único regimen político.

4. Assim, na evolução do direito natural (que pertence ao homem pelo facto de ser homem) e do direito consuetudinário de referência, o Estado de direito é a expressão da força política prevalecente, cautelosa em assegurar o contento das minorias.

5. Se a maioria da população, em vez de caprichar por direitos de que tem vaga ideia se obstinasse em cumprir os seus deveres, poucos seriam aqueles que, por azedume, mal formação ou simplesmente má-fé, atropelariam o próximo a fim de aparecer na fotografia, coibindo-se de conspurcar ou destruir o que é comum.

6. Aqui já foi sugerida a punição pública mediante a reprodução fotográfica dos prevaricadores e/ou a prova documental das aleivosidades cometidas pelos mesmos, à semelhança do que, uma década atrás, fora praticado por um cidadão estadunidense.

7. Sem dúvida que a humilhação pública dos corruptores e de todos aqueles que abusam do exercício das suas funções, da impunidade circunstancial, prejudicando o próximo seria um grande passo para uma comunidade mais sã e justa.

Nau

sábado, 23 de março de 2013

Nº. 491 - Psyche: e o sexo? (V)


1. A sexualidade é a conformação do ser vivo ao conjunto de fenómenos sexuais e parte normal da experiência humana, sujeita a práticas desviantes, socialmente inaceitáveis.

2. Meras fantasias excitantes que impliquem a provocação de sofrimento, em si ou parceiros - tal como a falta de consentimento destes e/ou envolvimento de pessoas desprotegidas - são condenáveis.

3. Vestir roupa extravagante (couro, borracha, peças de roupa íntima do parceiro, etc.) são práticas denominadas por fetichismo que inibem as pessoas com tal perturbação de realizarem a função sexual sem tais apetrechos.

4. O travestismo - que consiste em vestir roupa do sexo oposto para estímulo sexual - denuncia um comportamento nem sempre sensato que poderá resultar confrontos físicos e a intervenção da autoridade policial.

5. Por outro lado, a pedofilia - desejo de manter relações sexuais com menores de idade - é delito grave que poderá ser evitado através de tratamento médico (psicoterapia e fármacos) merecendo tais comportamentos repulsa e condenação social.

6. Finalmente, tanto o exibicionismo - exibição inadvertida dos órgãos sexuais a estranhos - bem como o voyeurismo - observação e não a actividade sexual com a pessoa secretamente observada - são práticas doentias carenciadas de acompanhamento médico adequado.

7. O masoquismo - necessidade de sofrer mal físico para experimentar o prazer sexual - e o sadismo - auto-excitação infligindo dor ao parceiro sexual - são perturbações de comportamentos perigosos que caiem na alçada da lei.

Nau

sexta-feira, 22 de março de 2013

Nº. 490 - Fim de Semana (11)


1. Tempo de descanso, de repouso, de ócio; talvez mera desocupação por falta de trabalho estruturado.

2. Aqui, a falta de trabalho não significa desemprego, mas carência de aplicação em algo produtivo, útil, que satisfaça o indivíduo, embora o descanso do fim de semana não passe de um alívio, de consolo, qualquer coisa diferente após uma alucinante campanha de 5 dias de trabalho.

3. O desemprego é, de facto, a chaga mais corrosiva dos nossos dias porquanto, o estar desempregado, significa falta de rendimento pecuniário; dificuldade no acesso a bens de consumo; inibição em disfrutar o bem estar proporcionado pela comunidade; em suma, significa pura exclusão social.

4. O aumento dos números do desemprego ameaça a estabilidade e provoca fracturas no Pacto Social que perdurarão por longas décadas na comunidade, não sendo possível uma resposta atempada por  via de subsídios até porque o critério para a distribuição destes nunca é linear.

5. Numa perspectiva meramente eleitoral, os jovens, na maior parte dos casos, e os trabalhadores menos qualificados são prioridades inadiáveis visto os primeiros serem eventuais quadros do futuro e os segundos, por mais numerosos, os votantes desejados por se contentarem com a remuneração da força física dispendida.

6. De qualquer modo, para os jovens mais qualificados, é costume acenar-se com o progresso tecnológico; para a mão-de-obra nas empresas, avançam~se com os cursos de formação profissional, e, sobretudo, obras faraónicas. E os idosos? Restará alguns fundos para continuar o pagamento das reformas do presente e do futuro?

7. Sem dúvida que é preciso estimular o empreendorismo sádio; denunciar a corrupção sistemática; lutar contra a  burocratização da comunidade que, apesar de tudo, procura transformar cidadãos de valimento em pensionistas do Estado.

Nau

quinta-feira, 21 de março de 2013

Nº. 489 - Luta Popular


1. Os jogos políticos, sublinhados no penúltimo apontamento, prosseguem no tablado internacional, levados a cabo por prestidigitadores insensíveis ao sofrimento que causam à maioria da população.

2. A crise, teórica e prática, bem como a armadilha do endividamento deu azo a situações alarmantes em toda Europa onde a política do contentamento, conduzidas por equipas governamentais apenas interessadas no acesso ao poder, tudo desbarataram.

3. O Estado-providência, resultante do confronto com o bloco de Leste e destinado a suprir a incerteza da providência religiosa, vacila após a implosão do Estado soviético que hoje se apresenta com nova designação, mas idênticos propósitos.

4. A aldeia global de que todo o mundo fala continua agarrada a esquemas do passado, cultivando nacionalismos extemporâneos na Escócia, na Catalunha, no Kurdistão, este redescoberto para desequilibrar a Turquia no seu alinhamento ao fundamentalismo religioso.

5. É urgente que a noção de bem comum ganhe a devida consistência, não limitando esta ao quintal ou horta ao nosso alcance, mas ultrapassando as reservas naturais, a própria estratosfera, sem convénios espúrios realizados para a protecção de interesses particulares.

6. Democracia significa governo do povo, mas é urgente que passe da palavra aos actos responsáveis, ponderados, cientes que, protestos e reivindicações, são paninhos quentes ronhosamente utilizados para o aliviar das tensões sociais.

7. Nas próximas eleições autárquicas é urgente votar de modo criterioso. Em Lisboa a razão manda: vota Joana Miranda.

Nau

quarta-feira, 20 de março de 2013

Nº. 488 - Prelo Real


1. Hoje proponho uma visita ao escaparate da Bertrand Editora que é uma das mais prestigiadas firmas portuguesas dos sectores livreiro e editorial.

2. O autor escolhido foi Simon Scarrow, nascido na Nigéria mas residente em Norfolk, onde foi leitor da respectiva universidade, após uma formação académica na East Anglia, e passagem, também como leitor, na Universidade de Norwich.

3. Escritor profícuo, durante largo tempo dedicou-se a temas relacionados com o Império Romano e a invasão da Grã-Bretanha, salientando-se igualmente nas séries do Gladiador em que versa o assunto da sua preferência - a luta pela liberdade.

4. As carreiras militares do imperador francês Napoleão Bonaparte e do seu arqui-inimigo Arthur Wellesley, duque de Wellington, são laboriosamente narradas, desde o primeiro quartel de 1769 até ao desfecho final, numa série intitulada "Revolução".

5. O desembarque nas costas britânicas das legiões romanas, em 43d.C., tendo como projecto a consolidação de uma nova província em escassos meses saiu gorada, mas a narrativa de Simon Scarrow, em "A Águia de Sangue", é explícita nas dificuldades então havidas.

6. Na bacia mediterrânica, isto é, nas fronteiras orientais do Império Romano, nomeadamente na Judeia, as coisas também não seriam um mar de rosas e Simon Scarrow narra as vicissitudes de Macro e Cato para restaurar a ordem e disciplina nas armas romanas em "A Águia do Deserto".

7. Claro que outras obras, do mesmo autor, também se encontram disponíveis nesta editora, mas estas foram as que por ora recomendamos.

Nau

terça-feira, 19 de março de 2013

Nº. 487 - Real Actividade Cooperativa


1. Vamos lá ver se nos entendemos. A fraqueza do movimento monárquico - que, por vezes, não é mais do que uma Feira de Vaidades na Internet - está no desacerto de opiniões que se verifica no seu meio.

2. Há monárquicos apelando para uma unidade incompreensível; monárquicos independentes que repudiam qualquer domínio sem o explicitar; monárquicos livres, isto é, que não estão presos ou agem conforme o vento lhes dá. Em suma, monárquicos exóticos que ainda não tiveram a exacta percepção do fundamento e/ou da sua capacidade optativa.

3. A comunidade é o conjunto de indivíduos de vários credos religiosos e orientações políticas que vivem em comum, submetidos a normas de largo consenso, estas elaboradas por aqueles que se ocupam dos negócios públicos porquanto a maioria apenas está voltada para o pão e circo.

4. Embora se almeje pelo aumento em número dos cidadãos criteriosos, destes apenas um está inibido, por determinação própria e compromisso institucional, de assumir qualquer opção partidária, dado que é a referência da comunidade, pelo que será absurdo envolver a figura do rei em disputas de lana-caprina, bem como levianamente contestar a existência deste num arremedo estulto e republicanoide.

5. Mais do que nunca a aliança do Rei e da Grei se manifesta imprescindível, não apenas no rectângulo europeu, mas até na diáspora portuguesa, buscando consensos nas comunidades de expressão lusíada, assim como nas comunidades hispânicas, numa emulação proveitosa e sádia.

6. O Império Otomano está a refazer-se através de uma Turquia com um olho no petróleo do Médio Oriente e outro no gás natural da bacia mediterrânica; a Santa Rússia já retomoun os símbolos tradicionais e procura recuperar a sua antiga influência; a administração estadunidense já se apercebeu da instabilidade das suas vastas colónias; o Império (Amarelo) contra-ataca; a religião, porque irracional, poderá gerar conflitos insanáveis, porém a solução não está na supremacia de uma delas, mas na cooperação das diferentes comunidades.

7. Mais de mil milhões de pessoas estão envolvidas no movimento cooperativo. No Canadá 4 em 10 pessoas fazem parte de cooperativas; na Irlanda, Finlândia e Austria, mais de metade da popuçação faz parte de cooperativas...

Nau

segunda-feira, 18 de março de 2013

Nº. 486 - Doutrina Cooperativa


1. Para as pessoas empreendedoras - cientes que apenas a determinação e o trabalho poderão satisfazer as suas necessidades económicas, sociais e culturais - repetimos os passos indispensáveis para a formação de uma cooperativa.

2. Em primeiro lugar deverá organizar um grupo (5 a 7 pessoas), esclarecendo o objectivo pretendido, dado que existem vários ramos cooperativos: agrícola, pescas, produção operária, serviços (produtores e utentes), bem como solidariedade social.

3. A escritura pública torna-se obrigatória nas cooperativas de comercialização; crédito; ensino; habitação e construção; régies cooperativas (cooperativas de interesse público), tal como tem sido aventado em anteriores apontamentos.

4. Escolhida a actividade e a denominação, deverão proceder ao registo destas na Conservatória do Registo Nacional de Pessoas Colectivas, enquanto vão preparando os estatutos que regularão a vossa actividade compreendendo, além da designação, a sede social, o objectivo, o capital social, a quota de cada cooperador, as normas do funcionamento interno e a designação dos órgãos da cooperativa, nomeadamente composição e eleição.

5. A estrutura básica da cooperativa tem como órgão supremo a "Assembleia Geral", à qual respondem os órgãos de gestão e fiscalização, respectivamente, a Direcção e o Conselho Fiscal. Logo, o primeiro passo será a obtenção do Certificado de Admissibilidade, conforme indicado no parágrafo anterior.

6. O passo seguinte será reunir os interessados no projecto, munidos dos citados documentos (certificado, estatutos, projecto de actividades, etc.) numa "Assembleia de Fundadores" ou "Assembleia Constitutuiva" e...

7. Claro que o resumo de tudo isto ficará para o próximo apontamento. Até lá, por favor pensem seriamente no assunto. Protestar e reivindicar alivia tensões, mas nada resolve.

Nau

domingo, 17 de março de 2013

Nº. 485 - Portal da Cidadonia


1. Protestar e reivindicar está na ordem do dia mas, sendo a alternativa tão cinzenta como o actual governo, talvez seja oportuno aplicar as energias gastas em protestos e reivindicações em coisas mais úteis.

2. Embora tendo presente que a função do governo é administrar os bens comuns e atender os mais carenciados, a coisa não é fácil quando a colecta dos impostos mal chega para o pagamento dos encargos assumidos.

3. Demagogos, como Hugo Chavez, poderão dar o golpe do baú assumindo despesas que não são geradoras de riqueza; rapando o fundo ao tacho contemplando uma maioria há muito negligenciada por anteriores governantes; mas a Venezuela tem petróleo, Portugal não.

4. Na Coreia do Norte, o bando dos Kim Il Sung (e descendentes) continua a administrar o país com mão férrea mediante a infantilização do povo através de de espectáculos públicos em que se chora a morte de bandidos, na expectativa de uma expansão territorial conseguida através da eliminação dos contrários.

5. Por outro lado, na Coreia do Sul, o jogo democrático não é muito diferente, baseado na eliminação física de adversários e uma corrupção galopante, mas com adequada dinâmica económica geradora de riqueza e emprego.

6. Sem dúvida que a construção de um novo aeroporto ao serviço de Lisboa; avançar com o projecto do TGV até aos Pirinéus; racionalizar o funcionamento portuário nacional , etc., reduziria substancialmente o desemprego; satisfaria os lobbies (construção, financeiros, partidários), mas aumentaria a dívida soberana.

7. Voltamos à vaca fria: o fraco empreendorismo dos mesmos de sempre poderá ser colmatado pela cooperação aqui defendida; pelo aumento em número dos cidadãos criteriosos; pelo aplanamento do caminho para o regresso do Rei.

Nau

sábado, 16 de março de 2013

Nº. 484 - Psyche: e o sexo? (IV)


1. Às tantas da inocência acontece a descoberta, seguida de intermitentes, embora crescidas, urgências, culminadas no gourmet que, no perigeu, vira estratega prudente até perseguir o sexo oposto sem ao menos se lembrar do porquê.

2. Claro que as disfunções sexuais (impotência, anorgasmia, frigidez, etc.) podem ocorrer em qualquer fase da vida do indivíduo, mormente causadas por razões emocionais, mas o acompanhamento médico e/ou psicológico poderá colmatar tais problemas.

3. Porém, nem médicos, nem psicólogos ou sexólogos poderão pôr fim às inibições causadas pelo flagelo do desemprego, sendo este uma das fontes para a crispação social e motivador de extremismos praticados por actos e palavras.

4. Falar de sexo não será apenas discorrer acerca dos órgãos sexuais ou à relação sexual propriamente dita, mas ter presente que este é uma fonte de prazer e bem-estar, reduzindo substancialmente as tensões sociais no lar e na comunidade, isto é, no trato entre os mais.

5. O comportamento humano é aprendido na comunidade em que se encontra integrado, sendo essa aprendizagem realizada por observação/prática e instruções verbais. Logo, a frustração/agressão é sintoma de inaptabilidade, isto é, auto-exclusão social.

6. Por razões culturais, o acto sexual - embora indispensável para a reprodução da espécie - tem sido considerado como pouco digno por influência de credos religiosos (Idade Média); por comoção ou emoção revolucionária conotada com a descoberta da liberdade (Revolução Francesa); sublime na linha da escola romântica, bem como fonte de subsídios vários.

7. Desde os tempos imemoriais que o sexo é a função democrática por excelência, porquanto, embora haja alguém que fica por cima e outra por baixo, ambos saem, na maioria dos casos, satisfeitos.

Nau

sexta-feira, 15 de março de 2013

Nº. 483 - Fim de Semana


1. Reino é a comunidade de indivíduos súbditos do rei, sendo este o soberano por ocupar o primeiro lugar na jerarquia política.

2. Lembro uma vez mais que a figura do rei obvia disputas no topo da comunidade, permitindo que estas tenham lugar em forum próprio, isto é, na Casa da Democracia.

3. À laia de um segundo parêntesis acrescentarei que, para mim e segundo a tradição portuguesa, a Casa da Democracia é a continuação das antigas Cortes, mas sem nobres e sem prelados - apenas a grei.

4. Num fim de semana normal vêm à baila estes conceitos pela tendência de, sub-repticiamente, se pretender substituir reino - o reino dos portugueses - por nação definindo esta como o conjunto de indivíduos com a mesma origem étnica, dirigidos pelo mesmo governo.

5. Ora a nação será o território onde se nasceu, aspirando os nacionalistas um governo comum, próximo da ideia comunalista, diferindo desta pela primeira fazer a exaltação do que é próprio da nação a que se pertence - na linha da legitimação dos Estados e dos povos em vias de unificação - e a segunda por se integrar no conjunto de comunas que enformam o reino.

6. A imparável globalização de que tanto se fala jamais poderá ser contida pelo conjunto de indivíduos com a mesma origem étnica - por vezes o mesmo idioma ou vivência comum - porquanto a comunidade moderna engloba todos os cidadãos, sem distinção de étnias, credos religiosos e opções políticas.

7. A  diferença entre o conceito do chamado reino e a contra-partida anti-monárquica da nação reside no facto de qualquer republicano poder ambicionar o lugar de soberano a prazo, isto é, presidente da república, enquanto que o realista apenas cura do que é essencial - os consensos na Casa da Democracia.

Nau

quinta-feira, 14 de março de 2013

Nº. 482 - Luta popular


1. Distâncias físicas não me permitem assistir à apresentação da candidata do PCTP/MRPP por Lisboa às próximas eleições autárquicas.

2. Esta candidata, Joana Miranda, é alguém completamente desconhecida por mim mas, sem dúvida, merecedora do apoio e simpatia de todos aqueles que pretendam un par entre os pares.

3. Outros candidatos, com um olho no governo e outro na Presidência da República, fizeram apostas e realizaram promessas, mantendo uma prática administrativa burocratizada e conformista.

4. Urgente é a mudança de atitude. A autarquia não é um centro de distibuição de prebendas, assim como de emprego para correligionários e amigos, mas uma entente de pessoas determinadas a enfrentar os problemas dos grandes centros populacionais.

5. O envelhicimento da população, as dificuldades dos mais carenciados, parqueamento de veículos a torto e direito, bem como o extravasar de guetos periféricos, são alguns dos problemas que carecem imediata atenção dos autarcas.

6. Repito, os confrontos políticos não deverão tomar como base o clubismo mas o interesse e as necessidades da gente comum, aliciadas por projectos válidos que não por obras de fachada.

7. Uma vez mais a cooperação deverá estar na mente e nas decisões das pessoas. Porque não ir hoje, dia 15, à Av. do Brasil, nº. 200A, Pote de Água, Lisboa, pelas 18h00 e apoiar autarca Joana Miranda?.

Nau

quarta-feira, 13 de março de 2013

Nº. 481 - Prelo Real


1. Recentemente foi dada à estampa a 4ª edição do livro "Língua Portuguesa" das autoras S. Leite e S. Duarte, ambas  docentes no 'Instituto Superior de Educação e Ciências', no Lumiar, Lisboa.

2. Ter um manual à mão para quem pretenda escrever com correcção um texto em português é um recurso inestimável, não só pelas regras ortográficas, bem como pelos problemas de sintaxe, léxico e pontuação que se apresentam ao acidental escrevente.

3. Para quem se encontra longe da pátria e/ou em comunidades de  países de expressão portuguesa essa dificuldade parece aumentar, devido aos 'neologismos' adoptados por influências e culturas locais, bem como pela escassez de obras que sirvam de referência.

4. Até no Brasil, os falantes do Portugal insular são obrigados a abrir bem as vogais para se fazerem entender, abandonando ou trocando determinados coloquialismos por outros com maior audiência local.

5. Tais diferenças linguísticas (modos, expressões e gestos) são da mesma dificuldade verificada entre o Queen's English e o inglês corrente, tanto no Canadá como nos Estados Yankees, causadores de engulhos aos mais desprevenidos.

6. O aumento da iliteracia dá origem a que os livros de reclamações - quer nas Repartições Públicas, quer nos estabelecimentos comerciais - tenham pouca utilidade pois "faltam as palavras" aos eventuais reclamantes.

7. Aqui, no CECIM, apenas nos preocupamos com a pureza doutrinária - cooperativista, comunalista, realista - não dispensando o "Lingua à Portuguesa" como, jocosamente, as autoras se referem à sua obra.

Nau

terça-feira, 12 de março de 2013

Nº. 480 - Real Actividade Cooperativa


1. O empreendorismo - cometimento laborioso com objectivos e metas definidos - não é uma actividade meramente lucrativa.

2. Empreender será o acto de pôr em execução qualquer desígnio na expectativa de obter deste uma satisfação às suas necessidades económicas, sociais eculturais.

3. Sublinho, como aspecto importante  refutador da prática intrinsecamente capitalista, que não consiste na persecução doentia do lucro (proveito abusivo assente na boa-fé de uma só parte) que excelsa o empreendorismo, mas a vontade de fazer algo de interesse pessoal e/ou comum.

4. Logo, o empreendorismo individual, bem como o partilhado por outrém, poderá estar orientado apenas para o mercado tornando-se, sem dúvida, um projecto capitalista basilado em riscos financeiros e satisfação económica pessoal.

5. O empreendorismo social, como o seu adjectivo claramente indica, tem preocupações comunalistas, sendo nesse âmbito que todo movimento cooperativista se apega, não como mera obstinação, mas com timbre e vontade esclarecida.

6. Claro que o futuro depende de acontecimentos ocasionais, incertos, mas terá que ser por nós construido, deliberada ou irreflectidamente, sempre com base na nossa capacidade de decidir, de modo próprio tomar decisões.

7. A revolução social só poderá  ser levada a cabo por uma maioria relativa de cidadãos criteriosos, logicamente cooperativistas, isto é, monárquicos e comunalistas.

Nau

Nº. 479 - Doutrina Cooperatia


1. A decadência da Europa como berço de grandes potências verifica-se quando, em 1905, as forças terrestres e navais do império czarista da santa Rússia são batidas pela agiornado engenho militar japonês.

2. Quatro anos antes morrera a rainha Vitória, e o fim do seu reinado, que marcara o apogeu britânico, foi o prenúncio do fim da hegemonia europeia, com lutas fratricidas estretorantes.

3. A emergência estadunidense como grande potência dá os primeiros passos  na guerra 1914-18 e consolida-se após o retomar da mesma em 1939-45, graças à sua dimensão económica, bem como às suas riquezas naturais e mineiras.

4. A luta de classes agudiza-se nos finais do século XIX, estimulando o génio capitalista até 1914, com um intervalo provocado pelo conflito franco-alemão, e retomado no periodo de 1917-20, acentuando o sentimento de desigualdade dos assalariados.

5. Embora o movimento sindical reivindicativo tenha dado os primeiros passos na Grã-Bretanha com o nascimento das Trade Unions Congress (1868) e na Alemanha com a ADGB (1890), apenas em 1895 a CGT dá os primeiros passos em França.

6. Os partidos socialistas e sociais-democratas, na Europa, conseguem avançar com uma tímida legislação social contra os riscos de acidentes de trabalho por via de seguros: doença,  desemprego e reforma por velhice, esta no limite da sua capacidade laboral.

7. A ideia cooperativa que alia trabalho e empreendorismo continua latente - única força capaz de superar tanto o capitalismo burocratizante, que procura tornar o cidadão comum em pensionista do Estado, bem como o capitalismo especulativo que engorda uma minoria à sombra do Estado de Direito.

Nau

domingo, 10 de março de 2013

Nº. 478 - Portal da Cidadonia


1. Cidadania significa o conjunto de deveres e direitos pelo qual o indivíduo está sujeito na comunidade em que se encontra inserido.

2. Porém, do referido conjunto, todo o mundo tem presente apenas os do segundo termo (direitos), saltando por cima do segundo (deveres).

3. Volta e meia tropeçamos neste assunto. Logo, não é por falta do mesmo ser abordado que se verifica a negligência dos mais.

4. O conceito de direito parece ser a faculdade legal de praticar ou deixar de praticar um acto. No entanto, tal faculdade depende do poder legítimo que se identifica com o dos possidentes.

5. Aqui sublinha-se o facto do direito apenas servir os interesses de uma minoria, porquanto a maioria tem que, esforçadamente, cumprir os seus deveres aos quais não se pode, a contra-gosto, eximir.

6. Destarte, a cidadania não será apenas um conjunto de deveres e direitos, mas uma postura social.

Nau

sábado, 9 de março de 2013

Nº. 477 - Psyche: e o sexo? (III)


1. Uma actividade física e mental equilibrada, uma alimentação saudável e vida regrada não exclue, aliás, não prescinde do sexo.

2. O líbido, isto é, a energia psíquica derivada do instinto sexual, quando reprimido dá origem a neuroses, numa acrescida dificuldade na adaptação da pessoa ao mundo que a rodeia.

3. Todos os excessos são, a longo ou até curto prazo, nocivos tendo o factor ambiental, cultural e familiar uma quota-parte importante no comportamento de cada um.

4. Os predadores inveterados não passam de seres infelizes porqunato é a frustração que condiciona o seu modo de vida, mormente por inadaptação congénita.

5. Logo, o antídoto é o amor, sentimento muito forte que está para além da atracção sexual (embora a não dispense) que permite o relacionamento harmonioso entre duas pessoas.

6. O amor simples, natural, sem esquemas complicados, ocorre, isto é, acontece tal como a necessidade de comer, mas saciável por natureza.

7. Nunca é tarde para amar. O primeiro amor é de urgências; segue-se a adequabilidade e, possivelmente, esta jamais terá fim.

Nau

sexta-feira, 8 de março de 2013

Nº. 476 - Fim de Semana


1. Fim de semana, aliás, reflexão acerca da semana, examinando o seu próprio conteúdo, por meio de entendimento dos factos e das coisas.

2. A informação despejada nas minhas caixas de correio às catadupas será impossível, mesmo com muita boa vontade, ser minuciosamente analizada e comentada em tempo útil.

3. Resta-me o catrapiscar de notas e papeis antigos que, por falta de tempo, se amontoam nos cestos que mãos amigas tentam coligir por assuntos e datas.

4. A certa altura, Armando Marques Guedes levantou a seguinte questão: andando eu a instigar aqueles que se dizem monárquicos a justificarem o fundamento da sua opção, qual o raciocínio que me assiste.

5. Ora o CECIM é a prova da minha consistência porquanto, diariamente, dou o testemunho daquilo que considero essencial para o bem estar do cidadão comum - a cooperação e a referência.

6. A cooperação, relação entre pessoas e as coisas que lhe são moral e materialmente úteis para o bem estar da comunidade, é o fundamento do comunalismo.

7. Por outro lado, a referência proporcionada pela figura do Rei basta para obviar lutas partidárias no topo da comunidade, restringindo estas ao concerto possível e desejável pela cooperação.

Nau

P.S.: A não perder o apontamento de Rui Paiva Monteiro - Caleidoscópio, em 15/XI/2012, no respectivo Facebook - acerca de "A República e o Sindicalismo".

quinta-feira, 7 de março de 2013

Nº. 475 - Luta Popular


1. A luta pressupõe combate, disputa, oposição entre dois conceitos, expl.: a classe operária e a capitalista.

2. Por outro lado o adjectivo popular sublinha que é do  povo; que pertence ao povo; que é própria do povo.

3. Logo, o nome colectivo povo abrange todos os indivíduos do mesmo país que vivem sujeitos às mesmas leis, independentemente da classe social a que pertençam.

4. Assim, a classe operária e a capitalista especulativa representam dois grupos de pessoas com atributos semelhantes entre si - ambas são povo, mas interesses díspares.

5. Em teoria, o operário será todo aquele que faz qualquer trabalho; que emprega esforço pessoal físico em troca de salário estipulado pelo empregador.

6. O capitalista, subentendido no colectivo povo, é tido como pessoa que tem largos cabedais e, através destes, condiciona o exercício do poder em seu benefício, por via do "seu" Estado de direito.

7. A luta popular não será a contenda entre aqueles que vendem a sua força física e os que defendem o que entesouram, mas a subsistência do colectivo povo.

Nau

quarta-feira, 6 de março de 2013

Nº. 474 - Prelo Real


1. O livro "Segredos da Maçonaria Portuguesa", autor António José Vilela, foi recentemente editado pela "Esfera dos Livros".

2. Integrado na colecção "Actualidade" da refrida editora, tem cerca de 360 páginas, sendo o preço de venda ao público 16 Euros.

3. Segundo a "Esfera dos Livros", o jornalista António José Vilela há mais de 10 anos investiga o mundo maçónico português, desvendando alguns dos segredos da 'GOL' e da ´GLLP/GLRP'.

4. Para quem não esteja familiarizado com estas siglas maçónicas, adiantamos que 'GOL' significa "Grande Oriente Lusitano" e a 'GLLP/GLRP' "Grande Loja Legal de Portugal/Grande Loja Regular de Portugal".

5. Sem dúvida que o livro de António José Vilela é uma bomba jornalística, na linha da 'wikleaks' e/ou 'vaticanleaks', mas merece ser lido pela confirmação dos escândalos que todo o mundo suspeita.

6. Porém, por mais denúncias que se façam - imprensa, rádio, televisão, internet, etc. - há sempre oportunistas que vão fazendo pela vida através destas "Lojas de Conveniência".

7. A obrigação dos monárquicos é divulgar nomes e actos destes cancros da democracia.

Nau

terça-feira, 5 de março de 2013

Nº. 473 - RAC: ACABRA.NET


1. Com a devida vénia à Cabra, transcrevemos da "acabra.net" - Jornal Universitário de Coimbra - o apontamento com o título "Cooperativas portuguesas em crescentes dificuldades".

2. Bom é começar pela nota introdutória de Bruno Monterroso: "Nos últimos anos, a concorrência de grandes multinacionais aliada às dificuldades no acesso ao crédito têm colocado graves problemas a muitas cooperativas portuguesas".

3. Seguem-se agora alguns excertos do referido apontamento: "Há muito presentes na vida económica nacional e internacional, as cooperativas portuguesas têm  nos últimos anos a enfrentar graves problemas que se agudizaram com a crise".

4. "Presentes há mais de 100 anos em território português, nas mais diversas áreas de actividade, para o dirigente da Pluricoop, João Chaleira Damas, encontram-se hoje em confronto com um inimigo que é o capital feroz, sem rosto, que ninguém conhece e que impede que as enfrentam tem-se vindo a agravar".

5. "Actualmente, e ao contrário do que tem sucedido nas últimas décadas, a descapitalização da banca tornou completamente impossível obter um empréstimo bancário que permita ajudar as cooperativas, neste momento, que o referido dirigente considera difícil".

6. "Também o professor da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (FEUC), Rui Namorado, acredita que as actuais dificuldades de financiamento são um dos maiores problemas que as cooperativas atravessam, considerando, nesse sentido, 'desejável' a criação de cooperativas de crédito, à semelhança do que sucede noutros países".

7. "A própria Organização das Nações Unidas decretou que 2012 fosse o Ano Nacional das Cooperativas de modo a chamar a atenção para esta realidade. Semelhante opinião é partilhada por Chaleira Damas  que considera que os países que estão no topo do bem estar social são os países de forte matriz cooperativa, como a Suécia, Noruega, Dinamarca, Finlândia ou mesmo a Suiça".

Nau

segunda-feira, 4 de março de 2013

Nº. 472 - Doutrina Cooperativa


1. Segundo o Decreto-Lei nº. 309/81, de 16 de Novembro, "As cooperativas de produção operária , abreviadamente designadas 'cooperativas de produção', e suas organizações de grau superior regem-se pelas disposições do presente diploma e, nas suas omissões, pela do Código Cooperativo".

2. "São cooperativas de produção as que tenham por objecto principal a extracção, bem como a produção e transformação, de bens no sector industrial".

3. "As cooperativas que se caracterizam por desenvolver actividades da mesma zona específica integradas neste ramo do sector cooperativo poderão constituir uniões e federações nacionais, nos termos previstos no Código Cooperativo".

4. "Poderão ser membros de uma cooperativa de produção de 1º grau os menores de idade igual ou superior a 14 anos".

5. "As entradas mínimas de capital de uma cooperativa de produção não poderão ser inferiores a três títulos de capital".

6. "Nas cooperativas de produção só são considerados terceiros os produtores não admitidos como membros".

7. "A aquisição e manutenção da qualidade de cooperador dependem obrigatoriamente da sua contribuição para a cooperativa com capital e trabalho, salvo, quando a este, o caso de membros que, posteriormente à  admissão se incapacitam para o trabalho por razões de acidente, de doença ou de idade".

Nau

domingo, 3 de março de 2013

Nº. 471 - Portal da Cidadonia


1. Todo o mundo está cada vez mais indignado descarregando a sua cólera, a maior parte das vezes, sobre os pobres políticos que nos governam.

2. Porém, foi a apetência pelas cadeiras do poder que deu azo ao desaforo na distribuição de sinecuras a esmo; no favorecimento de pessoas através de projectos megalómanos; etc., tudo na mira de angariar o maior número possível de votos.

3. O enriquecimento ilícito de alguns, pouco importa! Se não há dinheiro, pede-se emprestado pois a máquina partidária não pode parar, investindo-se no cimento a fim de dar emprego à malta; tornando a maioria subsídio-dependente, para melhor fidelização em próximas eleições.

4. Nunca houve tantas oportunidades e dinheiros para as classes menos favorecidas e o consumo destas aparentemente aumentava a sustentabilidade das grandes superfícies comerciais que empregavam mais pessoas arregimentadas em 8 horas (ou mais) de trabalho diário, estas esmifradas para o pagamento das prestações - da casa, dos estudos dos filhos, dos juros, do carro e outras coisas mais.

5. As grandes empresas tripudiavam para ganhar projectos que a banca comercial financiava com garantias do Estado, endividando-se esta nos mercados financeiros externos e praticando taxas de juros exorbitantes na praça, tudo para benefício dos mesmos - accionistas e administradores.

6. Pronto, não pagamos a dívida e os outros que se amanhem!. Mas, se pouco produzimos e os bens essenciais são importados, como vamos sobreviver a esta tão grande crise?. Quero lá saber, os ricos que paguem a crise e o último a sair que feche a porta.

7. Fazem greves os maquinistas do caminho de ferro, o pessoal da função pública, os empregados da TAP, os ex-militares das forças armadas, etc.. Porém, a função do Estado é redistribuitiva, logo a reforma das mentalidades terá que começar por qualquer lado. E o cooperativismo?

Nau

sábado, 2 de março de 2013

Nº. 470 - Psyche: e o sexo? (II)


1. A sexualidade é uma parte muito significativa do percurso humano, variando o comportamento dos seres em função das diferentes culturas, ambientes e conceitos temporais.

2. Por exemplo, a circuncisão como cerimónia religiosa dos Muçulmanos e Judeus, bem como a ruptura do hímen das moças em certos tribos africanos, são meros actos culturais.

3. Também o meio ambiente condiciona a maturidade sexual atingindo esta um grau de desenvolvimento mais precoce em climas de temperaturas elevadas em relação a outras zonas do planeta frias ou simplesmente temperadas.

4. A masturbação (masculina e feminina), considerada como uma perversão e causa próxima de doenças mentais, é hoje tida como uma prática normal, recomendada como opção ao sexo seguro, podendo causar sofrimentos psicológicos apenas pela reprovação de outrem.

5. A própria homosexualidade, que foi tida como anormalidade comportamental pela profissão médica, é hoje reconhecida como uma orientação sexual, conforme sublinhado em anterior apontamento.

6. Logo, o sexo será a masculinidade ou feminilidade biológica e o género mera perturbação de identidade motivada pelo desejo de ter o sexo oposto, resultando os comportamentos homosexuais, heterosexuais ou bissexuais.

7. As parafílias - fantasias ou comportamentos sexuais que provocam sofrimento em si pr´prio ou no parceiro - são socialmente inaceitáveis e objecto de estudo e tratamento adequado.

Nau

sexta-feira, 1 de março de 2013

Nº. 469 - Fim de Semana 9


1. O periodo da noite de sexta-feira ao fim de domingo é o espaço de tempo que temos para retemperar forças.

2. Este 'retemperar' advem da consistência dada aos metais (ferro) por via do arrefecimento súbito do aço, previamente aquecido a altas temperaturas, dando-lhe uma maior elasticidade e dureza.

3. Claro que este retemperar é apenas uma imagem literária consistindo o esforço mental e físico dispendido de segunda á sexta como o aquecimento ao rubro, seguido pelo resfôlego possível no fim de semana.

4. Dizia Fernando Pessoa no 'Poema Liberdade'  :

                                                      "Ai que prazer
                                                       não cumprir um dever.
                                                       Ter um livro para ler
                                                       e não o fazer!
                                                       Ler é maçada,
                                                       estudar é nada..."

5. A elasticidade possível reside na hipótese de mudar de hábitos, ideias ou opinião (embora não aceitando situações pouco claras ou ausência de escrúpulos) num curto espaço de tempo proporcionado pelo fim de semana!

6. Por outro lado, a dureza assevera a qualidade do que é duro; que não se deixa facilmente dobrar tornando-nos, tal como o provérbio português, "homens de torcer que não quebrar" sendo este uma boa imagem a reter nos dias de hoje...

7. Agora, mãos à obra - vamos dar despacho aos papéis acumulados durante a semana.

Nau