quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Nº.95 - Declínio

1. A decadência portuguesa resulta da falta de iniciativa da população e da carência de empreendedores esclarecidos.

2. O espírito meticuloso, fecundo e disciplinado necessario para os grandes empreendimentos esgotou-se no Infante D. Henrique.

3. Depois do Homem de Sagres, reinou a burocracia sob a tutlela da Coroa Portuguesa que avalizava os empréstimos de cabedais que nos faziam.

4. Mal chegara a caravela a Lisboa já o comandante metera ao bolso o que mais valia; a tripulação fizera outro tanto.

5. Em terra firme, roubava o carreador, o contador, o fiel e apaniguados, numa voragem tal que os lucros obtidos, após o abocanhar de muitos, não cobriam os encargos para o aparelhar da nau seguinte.

6. Procurar o sustento mais além é o tradicional recurso da gente lusa e os capitais granjeados fazem o equilíbrio das contas públicas.

7. Sustar a decadência é possível, concertando o engenho de uns com a capacidade e a determinação de outros na construção de uma comunidade mais justa, tal como sugere o movimento cooperativista.

Nau

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