sábado, 18 de fevereiro de 2012

Nº. 99 - Salazarquia no seu melhor

1. Acabei de ler um apontamento de João de Mariz Sarmento Macieira, no ´Monárquicos Portugueses Unidos', zurzindo num tal Salvador Costa que pontifica em certas páginas da Internet, nomeadamente no ´Jornal O DEBATE'.

2. Ser monárquico é um acto de coerência democrática, quando devidamente justificado, mas defender a Salazarquia despundonoradamente como doutrina política é distração indesculpável, só possível a nefelibatas encartados ou a cripto-republicanos ronhentos.

3. Claro que a nacionalização dos bens da Casa de Bragança foi mero estratagema para fragilizar a posição do herdeiro da Coroa Portuguesa, retirando-lhe meios e criando dependências, a este e aos seus mais directos colaboradores e apoiantes, pelo que era manifesto o interesse do ditador em manter o seu poder pessoal incólume.

4. A fixação da residência de D. Duarte Nuno em Portugal, vigiada de perto pelos esbirros políticos de Salazar, foi a moeda de troca que permitiu o almejado regresso da Família Real, embora sacrificando a autonomia desta.

5. De uma só penada, Salazar passou a controlar os movimentos do Chefe da Casa Real Portuguesa, bem como daqueles que o apoiavam, tecendo intrigas entre estes nos bastidores apenas para consolidar o seu poder pessoal.

6. Há algum tempo, Salvador Costa foi impedido de colaborar em determinado espaço monárquico, tendo bradado aos céus pelo injusto "saneamento" e ao ser confrontado com idêntica situação de exclusão num espaço por si administrado, o comentário deste foi que tal tinha ocorrido há muito tempo!

7. Assim sendo, não vejo razão para o apêgo de Salvador Costa ao desacreditado corporativismo salazarengo que, como é sabido, nunca passou de letra morta, há muito, muito tempo.

Nau

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