1. Durante o periodo colonial, era frequente os grandes armazéns despacharem os caixeiros-viajantes a África para a colocação dos seus produtos.
2. a regular visita dos ditos caixeiros-viajantes (ultimamente designados por prospectores de mercados) criava laços de amizade com o comércio local, dando azo a historietas, particularmente nos meios mais pequenos.
3. Numa jornada de cortesia de um vaso de guerra à colónia, o comandante ofereceu uma festa a bordo, tendo sido convidadas todas as figuras gradas, incluindo os prospectores de mercados que, por nada deste mundo, perderiam tal oportunidade.
4. Segundo parece, o alcool corria a rodos e a filha de um rico libanês, imprudentemente debruçada na borda do navio, caiu à água tendo sido resgatada por um dos ditos prospectores de mercado que, prontamente, a socorreu.
5. Reconhecido, o pai da rapariga acidentada encheu de valiosos presentes o improvisado nadador-salvador, oferecendo, inclusive, a mão da herdeira do seu confortável património em casamento o que, para espanto de muitos, o felizardo recusou.
6. Dias mais tarde, o desinteressado nadador-salvador foi visto, no escuro da esplanada da residencial onde se encontrava hospedado, pressionando, com a ponta do pé descalço, o sexo do moço que, vis-à-vis, disfrutava de bebidas e aperitivos principescamente servidos.
7. Tendo presente que uma das extravagâncias do abastado libanês era a importação de nozes trufadas para as suas habituais magníficas festas, o observador da cena da esplanada comentou: "Dá Deus nozes a quem não tem dentes!".
Nau
NOTA: apontamente editado no 'realistas.org' em 19/8/2011.
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