1. No 'Lusitana Antiga Liberdade', José Manuel Quintas faz um interessante jogo de palavras usando República instituição e Res Publica (coisa pública), para concluir não ser monárquico.
2. Liminarmente, recusa a Monarquia Constitucional vintista, bem como a Monarquia Regeneradora (ambas partidocráticas) que, por falha de cidadãos criteriosos, descambaram em República instituição.
3. A opção de José Manuel Quintas vai inteiramente para a Res Publica, transcrevendo textos corrobativos do Duarte Nunes de Leão (1530-1608), na 'Crónica del-Rei D. Fernando'; do próprio rei D. Sebastião (1554-78), nas suas elaboradas 'Máximas'; e do Vaz Gouveia (1593-1692), na 'Justa Aclamação'.
4. Tal critério justifica-se pelo fenómeno da Res Publica se ter consolidado precisamente quando o espírito comunitário prevaleceu ao fenómeno centralizador das Cortes dos séculos XVIII E XIX:
5: Logicamente, José Manuel Gouveia reitera a sua firme opção res publicana pela raiz comunitária subjacente, dando a entender que as disputas entre 'monárquicos' e 'republicanos' serem meramente facciosas.
6. Sem dúvida que a preocupação dos portugueses é perseverar o bem-comum, sendo tal conceito o fundamento da solução cooperativista, campeadora da Liberdade-Equidade-Solidariedade.
7. Logo, ser realista, i.e., pugnar pelo regresso do Rei e afirmar-se res publicano será o acertar do passo com a História e o Futuro.
Nau
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