terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Nº. 102 - Le roi n'administre pas...

1. Louis Adolphe Thiers (1797-1877) não terá sido tão contestado no seu tempo como nos dias de hoje, ou pelo menos não tão veementemente como é agora por certos jovens monárquicos portugueses.

2. "Se não governa, nem administra para que serve a figura do rei?" dizem os neófitos doutrinadores que recorrem a terceiros para manifestar a sua discordância.

3. Em primeiro lugar, meus Caros Amigos, no movimento cooperativista o que é conveniente dizer é dito portas abertas, porquanto as controvérsias são naturais entre gente civilizada.

4. Presumir que a figura do rei, transmitida dos pais aos filhos pela via da geração e pelos herdeiros responsavelmente assumida, garante qualidades excepcionais - quer governativas, quer administrativas - é um absurdo.

5. Sem dúvida que a cuidada educação do herdeiro é uma mais valia da doutrina monárquica, tal como foi comprovado pelo pai de John Stuart Mill que o preparou, de entre nove dos seus filhos, para dar continuidade à sua obra filosófica, com indesmentível sucesso.

6. Por outro lado, um bom dirigente será aquele que supervisiona a realização de algo, observando com ponderação o parecer de todo o mundo envolvido, sem actuar como executante.

7. Em suma: a figura do rei, sem génese partidária e caudilhismos trapaceiros, será o juiz por excelência em matéria controversa, sendo tal função (influência) curial e expectável, quer no foro governativo, quer no administrativo.

Nau

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