1. Segundo me disseram, o meu Caro Amigo procura estabelecer a Real Associação dos Algarves. Faço votos para que abandone tal ideia.
2. Nas Reais Associações verificam-se as duas características mais perversas da índole portuguesa: a vaidade e a apatia. A primeira obriga os dirigentes ao pagamento de quotas e pouco mais; a segunda, nem as quotizações são compulsivas.
3. Não ponho em causa as capacidades de trabalho e de dinamização do meu Caro Amigo; prevejo que a actividade de uma fortuita Real Associação dos Algarves não seja muito diferente das suas congéneres.
4. Embora o Meu Caro Amigo já tenha expressamente divulgado o seu cepticismo quanto ao modelo cooperativo, talvez uma experiência real seja mais convincente do que meras palavras.
5. Com familiares e amigos, tente organizar uma lista de compras de artigos destinados à satisfação das vossas necessidades - semanais, quinzenais ou mensais - evitando peregrinações solitárias aos mercados, bem como a compra de artigos supérfluos.
6. Também um cibercafé num espaço recuperado por um grupo de amigos e por este explorado - com exposições, palestras, jornais de parede, etc. - reunirá mais pessoas todos os dias do que qualquer Real Associação existente.
7. No papel, questiona-se a viabilidade; no ensaio, apuram-se os números e a harmonia entre os organizadores; finalmente, trata-se da papelada e avança-se com o projecto. Por ora, é tudo.
Um forte abraço,
Nau
7.
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