1. Em tempos idos, o bem e o mal que atingia a comunidade era atribuido a um ser divino.
2. Na Grécia Antiga, numa caminhada para o monoteísmo, os deuses configuravam uma jerarquia, segundo as suas particularidades.
3. Uns exortavam à guerra, outros dominavam os mares, não existindo elementos naturais que não fossem tutelados por essas portentosas criaturas.
4. Aos nossos dias chegaram as maravilhas de tais seres, agora na figura de santos, evocados nas horas das aflições como, por exemplo, Santa Bárbara no auge de trovoadas.
5. Os reis também beneficiaram de tais complacências, numa lógica muito chã: se eram reis seria porque os deuses assim o teriam decidido.
6. Hoje, o nosso Rei, não precisa de se emplumar com origens mitológicas porquanto a sua figura impõe-se como o garante da Democracia, por obviar lutas sectárias no topo da Comunidade, logo juiz por excelência.
7. O regresso do Rei não se justifica para a resolução de problemas governativos ou mera administração que a todos nós cabe enfrentar, porquanto "Le roi n'administre pas, ne gouverne pas, il règne".
Nau
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