1. A democracia não assegura governos exemplares, mas permite (teoricamente) a avaliação dos mesmos pelo povo no fim de cada legislatura.
2. Dado que toda autoridade emana do povo e se materializa na participação deste na gestão da coisa pública, a mera alienação de tais funções resulta na perversão do sistema.
3. Por outro lado, há questões em que a comunidade deverá ser tida como um todo - saúde, instrução, infra-estruturas, etc. - sendo o colectivo dispensado nos casos específicos e/ou regionais em que deverá ser inexoravelmente observada a regra da imparcialidade.
4. O desejo de poder inerente ao género humano ganha proporções avantajadas em indivíduos energéticos, sendo estes uma mais-valia quando desejam o poder como um meio que não um fim em si.
5. Todo aquele que deseja o poder como um meio procurará o concurso de outros com valências complementares para o harmonizar, enquanto que o homem que deseja o poder como um fim terá como objectivo assenhorear-se deste.
6. Num dos últimos apontamentos salientei a necessidade da instauração da Democracia real, no duplo sentido - de verdadeira e de régio empenhamento - possível pelo aumento em número dos cidadãos criteriosos.
7. Logo, a difusão do conceito social que opõe a cooperação e o apoio mútuo à competividade entre pessoas, é a estrada real que nos resta para o combate, quer ao capitalismo liberal (mercados desregulados), quer ao capitalismo estatal (mercados burocratizados).
Nau
Nenhum comentário:
Postar um comentário