terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Nº. 94 - Bom é nada fazer

1. Bom é não ser o patrão ou o chefe, porquanto a estes podemos atribuir a causa de todas as nossas frustrações. Sejamos irresponsáveis!.

2. Bom é ser revolucionário; exigir o impossível. Tirar o carro ao patrão (e os outros? que se amanhem!). Viajar! Ser magnânimo.

3. Bom é ter à mão a escrava que por nós zela (seja a mãe, a mulher ou amante!) para nos acarinhar, para nos amar, para nos satisfazer.

4. Bom é nada fazer. Nem sequer estudar! Cultivar a ociosidade. Fazer exercício físico, se tal nos apetecer. Sentar ao redor da mesa com amigos e ser servido, só daquilo que gostamos.

5. Bom é viver à tripa forra sustentados pela herança de alguém - próximo ou afastado, tanto faz! - até ao distante fim das nossas vidas.

6. Bom é ter sempre à ordem o vinho que apreciamos, os livros que devoramos e a música, sim, a música que mais gostamos.

7. Mau, direi mesmo, péssimo será não conseguir a reunião do mínimo de 5 pessoas para a constituição de uma empresa de propriedade colectiva e gestão democrática, destinada a satisfazer as nossas necessidades económicas, sociais e culturais de modo a dirimir os efeitos perneciosos das empresas orientadas para os mercados desregulados (capitalismo liberal) ou para os mercados burocratizados (socialismo tecnocrático).

Nau

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