1. "As cooperativas são associações de número ilimitado de membros e de capital variável, instituidas para os sócios se auxiliarem no desenvolvimento da sua indústria, do seu crédito e da sua economia doméstica". Lei Basilar, elaborada por António Corvo, em 2 de Julho de 1867".
2. Nos nosso dias, o movimento cooperativo internacional adoptou a seguinte definição: "Associação autónoma de pessoas que se unem voluntariamente para atender as suas necessidades e aspirações comuns, económicas, sociais e culturais, por meio de empreendimento de propriedade comum e gestão democrática". Recomendação 193 da Organização Internacional do Trabalho, Conferência de Genebra, 20 de Junho de 2002.
3. Digno de interesse será comparar as duas definições, estas com mais de um século de intervalo, salientando a primeira o auxílio mútuo e o objectivo desenvolvimentista, enquanto que a segunda acentua a voluntariedade e a gestão democrática. A redacção de António Corvo dá relevo à indústria (entenda-se, capacidade operativa e produtora do homem), ao crédito, e à economia; a Recomendação da OIT evidencia as necessidades e aspirações económicas, sociais e culturais.
4. Sintomática será, na primeira definição, o legislador não ter sentido qualquer necessidade de realçar a propriedade comum e a gestão democrática, pois estas já eram entendidas como tal nas associações de carácter cooperativo, ao passo que a OIT chama a atenção para esse facto devido à tendência dos Estados burocratizados dos nossos dias entenderem cooperação como sinónimo de corporação.
5. Não é, de certeza, uma questão de preciosismo, mas é bom ter presente que a cooperação salienta a concorrência de auxílio, de meios, para fins solidários, enquanto que a corporação é definida como grupo de pessoas da mesma profissão, com regras, direitos e privilégios que lhes são comuns na condução de negócios de interesse público.
6. Os princípios cooperativos: 1º- adesão livre e voluntária; 2º- controlo democrático; 3º- participação económica dos sócios; 4º- autonomia e independência; 5º- educação, formação e informação; 6º- cooperação entre cooperativas; 7º- preocupação com a comunidade, são demasiados óbvios, embora seja bom ter presente o 5º princípio aqui e agora enunciado, pela urgência deste ser implementado em Portugal.
7. O liberalismo, propondo a não intervenção do Estado na economia, permite a desregulação dos mercados o que agrada aos energéticos, aos possidentes e aos especuladores; o socialismo, defendendo a propriedade colectiva dos meios de produção, burocratiza os mercados, domestica a iniciativa, consolidando no Poder os tecnocratas, estes gémeos do liberalismo. As duas doutrinas - liberalismo e socialismo - só poderão ser equilibradas por uma educação, formação e informação cooperativista.
Nau
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Nº. 108 - O Presidente da República
1. Parece concensual entender por democracia um sistema político em que a autoridade emana do povo, materializando-se esta no governo e administração da coisa pública.
2. Entende-se por coisa pública tudo o que existe e pertence à comunidade, isto é, tudo o que diz respeito à massa geral dos habitantes de determinada comunidade.
3. Por comunidade depreende-se tudo aquilo que é comum, isto é, a totalidade dos cidadãos e dos bens que existem em definido espaço físico onde os ditos cidadãos participam na gestão comum.
4. A gestão comum, devido ao numeroso grupo de cidadãos envolvidos e à multiplicidade de problemas que ocorrem na área pública, só é possível através de representantes por estes eleitos em cada legislatura.
5. Logo, por legislatura entende-se o corpo de cidadãos sufragados, reunido em forum próprio, encarregado de fazer ou votar leis para a condução dos negócios públicos, durante o espaço de tempo em que o dito corpo exerce as funções para o qual foi eleito.
6. O eleito representa uma tendência política no seio da comunidade, normalmente inscrita no programa do respectivo partido, pelo que se procura dirimir a influência partidária através de carreiras profissionais e independentes, tal como se verifica na ordem judiciária, nas forças armadas, nas autoridades policiais, etc..
7. Embora todos estejam de acordo em que as decisões acerca dos diferentes programas políticos sejam tomadas em forum próprio, impõem os republicanos a eleição de uma figura de génese partidária (o Presidente da República)para tutelar as várias correntes políticas, ao revés dos princípios democráticos.
Nau
2. Entende-se por coisa pública tudo o que existe e pertence à comunidade, isto é, tudo o que diz respeito à massa geral dos habitantes de determinada comunidade.
3. Por comunidade depreende-se tudo aquilo que é comum, isto é, a totalidade dos cidadãos e dos bens que existem em definido espaço físico onde os ditos cidadãos participam na gestão comum.
4. A gestão comum, devido ao numeroso grupo de cidadãos envolvidos e à multiplicidade de problemas que ocorrem na área pública, só é possível através de representantes por estes eleitos em cada legislatura.
5. Logo, por legislatura entende-se o corpo de cidadãos sufragados, reunido em forum próprio, encarregado de fazer ou votar leis para a condução dos negócios públicos, durante o espaço de tempo em que o dito corpo exerce as funções para o qual foi eleito.
6. O eleito representa uma tendência política no seio da comunidade, normalmente inscrita no programa do respectivo partido, pelo que se procura dirimir a influência partidária através de carreiras profissionais e independentes, tal como se verifica na ordem judiciária, nas forças armadas, nas autoridades policiais, etc..
7. Embora todos estejam de acordo em que as decisões acerca dos diferentes programas políticos sejam tomadas em forum próprio, impõem os republicanos a eleição de uma figura de génese partidária (o Presidente da República)para tutelar as várias correntes políticas, ao revés dos princípios democráticos.
Nau
Nº. 107 - Nem tudo é fácil
1. Fácil é mandar construir obras de fachada: grandes vias, grandes pontes, grandes centros de cultura e desportos.
2. Fácil é conceber esquemas para a satisfação das clientelas mediante contratos em que o erário é defraudado, em nome de obras de interesse público.
3. Fácil é assumir o papel de patrão ou padrinho perdulário e distribuir sinecuras a esmo.
4. Fácil é pôr todo o mundo com pensões, subsídios, complementos, donativos, etc., mesmo quando os visados nada tenham contribuido para o bem-estar comum.
5. Fácil é urdir uma teia de postos de trabalho na função pública a fim de garantir taxas de desemprego mínimas.
6. Fácil é discutir jogos de futebol até à exaustão, políticas sociais audaciosas, iniciativas empresariais a fundos perdidos, actos secretos do governo, etc..
7. Difícil é convencer cinco pessoas a avançar com um projecto cooperativo.
Nau
2. Fácil é conceber esquemas para a satisfação das clientelas mediante contratos em que o erário é defraudado, em nome de obras de interesse público.
3. Fácil é assumir o papel de patrão ou padrinho perdulário e distribuir sinecuras a esmo.
4. Fácil é pôr todo o mundo com pensões, subsídios, complementos, donativos, etc., mesmo quando os visados nada tenham contribuido para o bem-estar comum.
5. Fácil é urdir uma teia de postos de trabalho na função pública a fim de garantir taxas de desemprego mínimas.
6. Fácil é discutir jogos de futebol até à exaustão, políticas sociais audaciosas, iniciativas empresariais a fundos perdidos, actos secretos do governo, etc..
7. Difícil é convencer cinco pessoas a avançar com um projecto cooperativo.
Nau
domingo, 26 de fevereiro de 2012
Nº. 106 - A Estyrada Real
1. A democracia não assegura governos exemplares, mas permite (teoricamente) a avaliação dos mesmos pelo povo no fim de cada legislatura.
2. Dado que toda autoridade emana do povo e se materializa na participação deste na gestão da coisa pública, a mera alienação de tais funções resulta na perversão do sistema.
3. Por outro lado, há questões em que a comunidade deverá ser tida como um todo - saúde, instrução, infra-estruturas, etc. - sendo o colectivo dispensado nos casos específicos e/ou regionais em que deverá ser inexoravelmente observada a regra da imparcialidade.
4. O desejo de poder inerente ao género humano ganha proporções avantajadas em indivíduos energéticos, sendo estes uma mais-valia quando desejam o poder como um meio que não um fim em si.
5. Todo aquele que deseja o poder como um meio procurará o concurso de outros com valências complementares para o harmonizar, enquanto que o homem que deseja o poder como um fim terá como objectivo assenhorear-se deste.
6. Num dos últimos apontamentos salientei a necessidade da instauração da Democracia real, no duplo sentido - de verdadeira e de régio empenhamento - possível pelo aumento em número dos cidadãos criteriosos.
7. Logo, a difusão do conceito social que opõe a cooperação e o apoio mútuo à competividade entre pessoas, é a estrada real que nos resta para o combate, quer ao capitalismo liberal (mercados desregulados), quer ao capitalismo estatal (mercados burocratizados).
Nau
2. Dado que toda autoridade emana do povo e se materializa na participação deste na gestão da coisa pública, a mera alienação de tais funções resulta na perversão do sistema.
3. Por outro lado, há questões em que a comunidade deverá ser tida como um todo - saúde, instrução, infra-estruturas, etc. - sendo o colectivo dispensado nos casos específicos e/ou regionais em que deverá ser inexoravelmente observada a regra da imparcialidade.
4. O desejo de poder inerente ao género humano ganha proporções avantajadas em indivíduos energéticos, sendo estes uma mais-valia quando desejam o poder como um meio que não um fim em si.
5. Todo aquele que deseja o poder como um meio procurará o concurso de outros com valências complementares para o harmonizar, enquanto que o homem que deseja o poder como um fim terá como objectivo assenhorear-se deste.
6. Num dos últimos apontamentos salientei a necessidade da instauração da Democracia real, no duplo sentido - de verdadeira e de régio empenhamento - possível pelo aumento em número dos cidadãos criteriosos.
7. Logo, a difusão do conceito social que opõe a cooperação e o apoio mútuo à competividade entre pessoas, é a estrada real que nos resta para o combate, quer ao capitalismo liberal (mercados desregulados), quer ao capitalismo estatal (mercados burocratizados).
Nau
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Nº. 105 - Assim verberava Guerra Junqueiro, in 'Patria' (1896)
1. "Um povo resignado e dois partidos sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido".
2. "Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo".
3. "[Um povo] burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia de um coice".
4. "[Um povo] que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas".
5. "[Um povo] em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai".
6. "[Um povo] com uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter... Na política portuguesa sucedem escândalos monstruosos [ante] a indiferença geral".
7. Não bastou um regicídio, dezasseis anos de desvario maçónico, quarenta anos de ditadura salazarenga, etc.. Já é tempo de pugnar pelo regresso do Rei, implantar a real Democracia e considerar seriamente as hipóteses cooperativistas.
Nau
2. "Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo".
3. "[Um povo] burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia de um coice".
4. "[Um povo] que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas".
5. "[Um povo] em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai".
6. "[Um povo] com uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter... Na política portuguesa sucedem escândalos monstruosos [ante] a indiferença geral".
7. Não bastou um regicídio, dezasseis anos de desvario maçónico, quarenta anos de ditadura salazarenga, etc.. Já é tempo de pugnar pelo regresso do Rei, implantar a real Democracia e considerar seriamente as hipóteses cooperativistas.
Nau
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Nº. 104 - Na hora da decisão
1. A maioria das pessoas não toma decisões conscientemente; estas acontecem por mero acaso.
2. O acto de decidir, na generalidade, está condicionado por causas emocionais, sociais ou sectárias.
3. O comum dos cidadãos poderá reagir de modo pouco convencional por fortuitas dificuldades, necessidades fisiológicas, compromissos assumidos, etc..
4. Por outro lado, o poder ou o prestígio de alguém de certo que estimulará opções e estas, caldeadas pelo tempo, tornar-se-ão regulares.
5. A razão é apenas aparente e, quando se pretende justificar o acto em si, evocam-se valores sem qualquer intenção de os justificar.
6. Motivar o maior número possível de cidadãos é o objectivo partidário, embora este nem sempre coincida com os interesses particulares.
7. A associação livre de produtores e/ou consumidores, com o fim de proteger os seus associados de decisões menos ponderadas, bem como dos lucros de especulativos intermediários, é a razão do movimento cooperativista.
Nau
2. O acto de decidir, na generalidade, está condicionado por causas emocionais, sociais ou sectárias.
3. O comum dos cidadãos poderá reagir de modo pouco convencional por fortuitas dificuldades, necessidades fisiológicas, compromissos assumidos, etc..
4. Por outro lado, o poder ou o prestígio de alguém de certo que estimulará opções e estas, caldeadas pelo tempo, tornar-se-ão regulares.
5. A razão é apenas aparente e, quando se pretende justificar o acto em si, evocam-se valores sem qualquer intenção de os justificar.
6. Motivar o maior número possível de cidadãos é o objectivo partidário, embora este nem sempre coincida com os interesses particulares.
7. A associação livre de produtores e/ou consumidores, com o fim de proteger os seus associados de decisões menos ponderadas, bem como dos lucros de especulativos intermediários, é a razão do movimento cooperativista.
Nau
Nº. 103 - Luta Popular
1. Afinal, o que se passa no Barein?
2. Gaspar (não o fantasma, mas o ministro das finanças1) e o Álvaro (não o Cunhal, mas o ministro da economia!) têm medo de quê?
3. Norman Lamment, presidente do parlamento alemão, veio a Portugal apenas para passar revista à tropa?
4. António Seguro foi jantar à Lourinhã, Sábado, dia 11, e afirmou que "também teria de adoptar medidas de austeridade". Será que os restaurantes na Lourinhã têm preços mais convidativos?
5. As grandes empresas do sector da construção civil ameaçam despedir mais trabalhadores. Será que continuam na expectativa das grandes obras?
6. "Na Líbia reina o terror das milícias". Então o reinado de Kadafi continua?
7. Respostas prontas, só no Luta Popular On-Line.
Nau
2. Gaspar (não o fantasma, mas o ministro das finanças1) e o Álvaro (não o Cunhal, mas o ministro da economia!) têm medo de quê?
3. Norman Lamment, presidente do parlamento alemão, veio a Portugal apenas para passar revista à tropa?
4. António Seguro foi jantar à Lourinhã, Sábado, dia 11, e afirmou que "também teria de adoptar medidas de austeridade". Será que os restaurantes na Lourinhã têm preços mais convidativos?
5. As grandes empresas do sector da construção civil ameaçam despedir mais trabalhadores. Será que continuam na expectativa das grandes obras?
6. "Na Líbia reina o terror das milícias". Então o reinado de Kadafi continua?
7. Respostas prontas, só no Luta Popular On-Line.
Nau
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
Nº. 102 - Le roi n'administre pas...
1. Louis Adolphe Thiers (1797-1877) não terá sido tão contestado no seu tempo como nos dias de hoje, ou pelo menos não tão veementemente como é agora por certos jovens monárquicos portugueses.
2. "Se não governa, nem administra para que serve a figura do rei?" dizem os neófitos doutrinadores que recorrem a terceiros para manifestar a sua discordância.
3. Em primeiro lugar, meus Caros Amigos, no movimento cooperativista o que é conveniente dizer é dito portas abertas, porquanto as controvérsias são naturais entre gente civilizada.
4. Presumir que a figura do rei, transmitida dos pais aos filhos pela via da geração e pelos herdeiros responsavelmente assumida, garante qualidades excepcionais - quer governativas, quer administrativas - é um absurdo.
5. Sem dúvida que a cuidada educação do herdeiro é uma mais valia da doutrina monárquica, tal como foi comprovado pelo pai de John Stuart Mill que o preparou, de entre nove dos seus filhos, para dar continuidade à sua obra filosófica, com indesmentível sucesso.
6. Por outro lado, um bom dirigente será aquele que supervisiona a realização de algo, observando com ponderação o parecer de todo o mundo envolvido, sem actuar como executante.
7. Em suma: a figura do rei, sem génese partidária e caudilhismos trapaceiros, será o juiz por excelência em matéria controversa, sendo tal função (influência) curial e expectável, quer no foro governativo, quer no administrativo.
Nau
2. "Se não governa, nem administra para que serve a figura do rei?" dizem os neófitos doutrinadores que recorrem a terceiros para manifestar a sua discordância.
3. Em primeiro lugar, meus Caros Amigos, no movimento cooperativista o que é conveniente dizer é dito portas abertas, porquanto as controvérsias são naturais entre gente civilizada.
4. Presumir que a figura do rei, transmitida dos pais aos filhos pela via da geração e pelos herdeiros responsavelmente assumida, garante qualidades excepcionais - quer governativas, quer administrativas - é um absurdo.
5. Sem dúvida que a cuidada educação do herdeiro é uma mais valia da doutrina monárquica, tal como foi comprovado pelo pai de John Stuart Mill que o preparou, de entre nove dos seus filhos, para dar continuidade à sua obra filosófica, com indesmentível sucesso.
6. Por outro lado, um bom dirigente será aquele que supervisiona a realização de algo, observando com ponderação o parecer de todo o mundo envolvido, sem actuar como executante.
7. Em suma: a figura do rei, sem génese partidária e caudilhismos trapaceiros, será o juiz por excelência em matéria controversa, sendo tal função (influência) curial e expectável, quer no foro governativo, quer no administrativo.
Nau
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
Nº. 101 - O Regresso do Rei
1. Em tempos idos, o bem e o mal que atingia a comunidade era atribuido a um ser divino.
2. Na Grécia Antiga, numa caminhada para o monoteísmo, os deuses configuravam uma jerarquia, segundo as suas particularidades.
3. Uns exortavam à guerra, outros dominavam os mares, não existindo elementos naturais que não fossem tutelados por essas portentosas criaturas.
4. Aos nossos dias chegaram as maravilhas de tais seres, agora na figura de santos, evocados nas horas das aflições como, por exemplo, Santa Bárbara no auge de trovoadas.
5. Os reis também beneficiaram de tais complacências, numa lógica muito chã: se eram reis seria porque os deuses assim o teriam decidido.
6. Hoje, o nosso Rei, não precisa de se emplumar com origens mitológicas porquanto a sua figura impõe-se como o garante da Democracia, por obviar lutas sectárias no topo da Comunidade, logo juiz por excelência.
7. O regresso do Rei não se justifica para a resolução de problemas governativos ou mera administração que a todos nós cabe enfrentar, porquanto "Le roi n'administre pas, ne gouverne pas, il règne".
Nau
2. Na Grécia Antiga, numa caminhada para o monoteísmo, os deuses configuravam uma jerarquia, segundo as suas particularidades.
3. Uns exortavam à guerra, outros dominavam os mares, não existindo elementos naturais que não fossem tutelados por essas portentosas criaturas.
4. Aos nossos dias chegaram as maravilhas de tais seres, agora na figura de santos, evocados nas horas das aflições como, por exemplo, Santa Bárbara no auge de trovoadas.
5. Os reis também beneficiaram de tais complacências, numa lógica muito chã: se eram reis seria porque os deuses assim o teriam decidido.
6. Hoje, o nosso Rei, não precisa de se emplumar com origens mitológicas porquanto a sua figura impõe-se como o garante da Democracia, por obviar lutas sectárias no topo da Comunidade, logo juiz por excelência.
7. O regresso do Rei não se justifica para a resolução de problemas governativos ou mera administração que a todos nós cabe enfrentar, porquanto "Le roi n'administre pas, ne gouverne pas, il règne".
Nau
domingo, 19 de fevereiro de 2012
Nº. 100 - Os Cem Dias
1. Os cem dias napoleónicos eram irrepetíveis e o exílio em Santa Helena fora concertado.
2. A analogia limita-se ao espaço de tempo porquanto exílios, neste espaço, não são previsíveis.
3. No entanto, o grande desaire das armas napoleónicas comparado com a falta de diálogo aqui verificada é significativo.
4. Presumir que a doutrina monárquica é a panaceia universal para a solução dos problemas portugueses é um disparate.
5. O crescente peso social, amarfanhador do ego, origina o distanciamento individual da coisa pública.
6. Por outro lado, a sofreguidão de alguns pelo poder cultiva a alienação da maioria, esta favorável a esquemas oligárquicos.
7. A acção concertada inerente à doutrina cooperativa será a resposta adequada, quer aos ditames liberais, quer aos esquemas burocratizantes das minorias.
Nau
2. A analogia limita-se ao espaço de tempo porquanto exílios, neste espaço, não são previsíveis.
3. No entanto, o grande desaire das armas napoleónicas comparado com a falta de diálogo aqui verificada é significativo.
4. Presumir que a doutrina monárquica é a panaceia universal para a solução dos problemas portugueses é um disparate.
5. O crescente peso social, amarfanhador do ego, origina o distanciamento individual da coisa pública.
6. Por outro lado, a sofreguidão de alguns pelo poder cultiva a alienação da maioria, esta favorável a esquemas oligárquicos.
7. A acção concertada inerente à doutrina cooperativa será a resposta adequada, quer aos ditames liberais, quer aos esquemas burocratizantes das minorias.
Nau
sábado, 18 de fevereiro de 2012
Nº. 99 - Salazarquia no seu melhor
1. Acabei de ler um apontamento de João de Mariz Sarmento Macieira, no ´Monárquicos Portugueses Unidos', zurzindo num tal Salvador Costa que pontifica em certas páginas da Internet, nomeadamente no ´Jornal O DEBATE'.
2. Ser monárquico é um acto de coerência democrática, quando devidamente justificado, mas defender a Salazarquia despundonoradamente como doutrina política é distração indesculpável, só possível a nefelibatas encartados ou a cripto-republicanos ronhentos.
3. Claro que a nacionalização dos bens da Casa de Bragança foi mero estratagema para fragilizar a posição do herdeiro da Coroa Portuguesa, retirando-lhe meios e criando dependências, a este e aos seus mais directos colaboradores e apoiantes, pelo que era manifesto o interesse do ditador em manter o seu poder pessoal incólume.
4. A fixação da residência de D. Duarte Nuno em Portugal, vigiada de perto pelos esbirros políticos de Salazar, foi a moeda de troca que permitiu o almejado regresso da Família Real, embora sacrificando a autonomia desta.
5. De uma só penada, Salazar passou a controlar os movimentos do Chefe da Casa Real Portuguesa, bem como daqueles que o apoiavam, tecendo intrigas entre estes nos bastidores apenas para consolidar o seu poder pessoal.
6. Há algum tempo, Salvador Costa foi impedido de colaborar em determinado espaço monárquico, tendo bradado aos céus pelo injusto "saneamento" e ao ser confrontado com idêntica situação de exclusão num espaço por si administrado, o comentário deste foi que tal tinha ocorrido há muito tempo!
7. Assim sendo, não vejo razão para o apêgo de Salvador Costa ao desacreditado corporativismo salazarengo que, como é sabido, nunca passou de letra morta, há muito, muito tempo.
Nau
2. Ser monárquico é um acto de coerência democrática, quando devidamente justificado, mas defender a Salazarquia despundonoradamente como doutrina política é distração indesculpável, só possível a nefelibatas encartados ou a cripto-republicanos ronhentos.
3. Claro que a nacionalização dos bens da Casa de Bragança foi mero estratagema para fragilizar a posição do herdeiro da Coroa Portuguesa, retirando-lhe meios e criando dependências, a este e aos seus mais directos colaboradores e apoiantes, pelo que era manifesto o interesse do ditador em manter o seu poder pessoal incólume.
4. A fixação da residência de D. Duarte Nuno em Portugal, vigiada de perto pelos esbirros políticos de Salazar, foi a moeda de troca que permitiu o almejado regresso da Família Real, embora sacrificando a autonomia desta.
5. De uma só penada, Salazar passou a controlar os movimentos do Chefe da Casa Real Portuguesa, bem como daqueles que o apoiavam, tecendo intrigas entre estes nos bastidores apenas para consolidar o seu poder pessoal.
6. Há algum tempo, Salvador Costa foi impedido de colaborar em determinado espaço monárquico, tendo bradado aos céus pelo injusto "saneamento" e ao ser confrontado com idêntica situação de exclusão num espaço por si administrado, o comentário deste foi que tal tinha ocorrido há muito tempo!
7. Assim sendo, não vejo razão para o apêgo de Salvador Costa ao desacreditado corporativismo salazarengo que, como é sabido, nunca passou de letra morta, há muito, muito tempo.
Nau
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
N. 98 - Tiros no pé
1. No português corrente, discutir um assunto, um problema ou mera questão é sinónimo de altercação, de contenda; de impugnação de argumentos de modo, um tanto ou quanto, conflituoso.
2. Debater um ponto de vista, frequentemente, é tido como uma necessidade de refutar os argumentos contrários; pôr objecções; disputar um protagonismo, por vezes, doentio.
3. Esta atitude pouco dialogante resulta da insegurança dos interlocutores; da precipitação de atacar um problema sem o bom senso ou prudência adeqauada.
4. Mormente as frutações ou o cansaço - motivadas pelo excesso de informação; pelas exigências sociais no dia a dia, i.e., o trabalho material ou intelectual; a aplicação das forças e faculdades pessoais na produção de alguma coisa ou serviço - cria estados de alma muito negativos.
5. Ser monárquico - aliás, ser realista como argumenta José Manuel Quintas na 'Lusitana Antiga Liberdade' - é ter uma ideia bem definida acerca da chefia no topo da Comunidade, que se pretende herditária e vitalícia, abjurando Chefes de Estado a prazo devido à génese partidária destes.
6. Logo, ser realista é o assumir das responsabilidades cívicas de cada um para com o seu Rei, bem como para com a Comunidade, enfrentando os problemas desta com o ajustado realismo.
7. Um realista não precisa de cultivar antagonismos com os seus pares - nem tão pouco com anti-monárquicos! - esforçando-se para a criação de uma comunidade mais justa e sã, tal como propõe o movimento cooperativo.
Nau
2. Debater um ponto de vista, frequentemente, é tido como uma necessidade de refutar os argumentos contrários; pôr objecções; disputar um protagonismo, por vezes, doentio.
3. Esta atitude pouco dialogante resulta da insegurança dos interlocutores; da precipitação de atacar um problema sem o bom senso ou prudência adeqauada.
4. Mormente as frutações ou o cansaço - motivadas pelo excesso de informação; pelas exigências sociais no dia a dia, i.e., o trabalho material ou intelectual; a aplicação das forças e faculdades pessoais na produção de alguma coisa ou serviço - cria estados de alma muito negativos.
5. Ser monárquico - aliás, ser realista como argumenta José Manuel Quintas na 'Lusitana Antiga Liberdade' - é ter uma ideia bem definida acerca da chefia no topo da Comunidade, que se pretende herditária e vitalícia, abjurando Chefes de Estado a prazo devido à génese partidária destes.
6. Logo, ser realista é o assumir das responsabilidades cívicas de cada um para com o seu Rei, bem como para com a Comunidade, enfrentando os problemas desta com o ajustado realismo.
7. Um realista não precisa de cultivar antagonismos com os seus pares - nem tão pouco com anti-monárquicos! - esforçando-se para a criação de uma comunidade mais justa e sã, tal como propõe o movimento cooperativo.
Nau
Nº. 97 - Preconceito republicano
1. Confesso que, falar do Rei e da Família Real, me aborrece porquanto, sempre que o assunto vem à baila, logo se levantam os fundamentalistas - ora para cantar loas às figuras em questão, ora para as contestar por suposta afronta democrática.
2. Aquelas entidades são reverência para alguns como símbolo da grande Comunidade - a par da Bandeira e do Hino - embora bajulada por muitos num culto próximo da religiosidade, por amor ao passado comum ou mero encanto pelo fausto público inerente a tais funções.
3. Para os outros fundamentalistas, a figura do Rei, bem como da Família Real, ofendem o princípio democrático por tais membros não terem sido eleitos pelo povo, contentando-se com a teatralidade das fardas de gala e as vistosas condecorações, além das faixas das várias ordens do instituto civil ou militar, nas cerimónias oficiais.
4. Os exageros de uns e de outros confrangem-me, sendo difícil decidir o que será mais irritante: o exagerado culto reverencial ou a sornosa insinuação de que um idiota poderá ser entronizado Rei, omitindo que tal hipótese também se poderá verificar na figura do Presidente da República, dado que a idiotia ou oligofrenia poderá ocorrer por causas infecciosas e/ou traumáticas, existindo mecanismos para prevenir tal situação.
5. Por outro lado, é bom ter presente que a badalada igualdade dos cidadãos se verifica perante a lei - válida para Reis e Presidentes da República - dado que os homens apenas são iguais como espécie, logo diferentes em aspectos físicos, gostos, capacidades laborais, etc..
6. Curiosa é a obcessão republicana pelos actos eleitorais, dado que a maior parte dos cargos públicos não são sufragados - magistrados, agentes da autoriedade, funcionários administrativos, etc. - e são estes que mais interferência têm na vida do cidadão comum. Aliás, o Presidente da República eleito (por sufrágio universal ou colégio político) jamais terá a preferência de toda a comunidade, devido à génese partidária.
7. Esgotados os argumentos preconceituosos anti-monárquicos, avançam-se com os valores (tudo o que é útil à comunidade) válidos tanto para republicanos como para monárquicos, bem como com os critérios da meritocracia que tão arredados andam dos ciclos partidocráticos.
Nau
2. Aquelas entidades são reverência para alguns como símbolo da grande Comunidade - a par da Bandeira e do Hino - embora bajulada por muitos num culto próximo da religiosidade, por amor ao passado comum ou mero encanto pelo fausto público inerente a tais funções.
3. Para os outros fundamentalistas, a figura do Rei, bem como da Família Real, ofendem o princípio democrático por tais membros não terem sido eleitos pelo povo, contentando-se com a teatralidade das fardas de gala e as vistosas condecorações, além das faixas das várias ordens do instituto civil ou militar, nas cerimónias oficiais.
4. Os exageros de uns e de outros confrangem-me, sendo difícil decidir o que será mais irritante: o exagerado culto reverencial ou a sornosa insinuação de que um idiota poderá ser entronizado Rei, omitindo que tal hipótese também se poderá verificar na figura do Presidente da República, dado que a idiotia ou oligofrenia poderá ocorrer por causas infecciosas e/ou traumáticas, existindo mecanismos para prevenir tal situação.
5. Por outro lado, é bom ter presente que a badalada igualdade dos cidadãos se verifica perante a lei - válida para Reis e Presidentes da República - dado que os homens apenas são iguais como espécie, logo diferentes em aspectos físicos, gostos, capacidades laborais, etc..
6. Curiosa é a obcessão republicana pelos actos eleitorais, dado que a maior parte dos cargos públicos não são sufragados - magistrados, agentes da autoriedade, funcionários administrativos, etc. - e são estes que mais interferência têm na vida do cidadão comum. Aliás, o Presidente da República eleito (por sufrágio universal ou colégio político) jamais terá a preferência de toda a comunidade, devido à génese partidária.
7. Esgotados os argumentos preconceituosos anti-monárquicos, avançam-se com os valores (tudo o que é útil à comunidade) válidos tanto para republicanos como para monárquicos, bem como com os critérios da meritocracia que tão arredados andam dos ciclos partidocráticos.
Nau
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
Nº. 96 - Realismo e republicanismo
1. Segundo os integralistas, o Governo tem como objectivo a condução política dos negócios públicos, estabelecendo as normas jurídicas gerais e obrigatórias ditadas pelo poder legislativo, este formado por delegados em sede própria.
2. Por outro lado, a Administração - sendo um conjunto de órgãos que executam os objectivos estabelecidos pelo Governo - obviamente não pratica os actos governamentais especificados no parágrafo anterior.
3. Embora pareça muito ténua a diferença entre Governo e Administração, o facto é que o primeiro legisla universalmente e o segundo executa os desígnios estabelecidos de modo particular, atendendo pessoas, i.e., cidadãos, munícipes ou naturais.
4. Com estes pressupostos, os integralistas do início do século passado pugnavam pelo reforço do poder local; pela definição da família como base da unidade pátria e uma relação privilegiada com a Igreja católica romana.
5. O campeador desta doutrina política foi António Sardinha e, após o passamento deste, arvorada pelo nacional-sindicalismo de Rolão Preto, sendo finalmmente estropiada pelo corporativismo salazarengo.
6. Do impulso original resta a máxima "Governo do Rei, Administração do Povo", combatida por republicanos radicais que argumentavam com o perigo do Rei ser idiota - igualmente possível no caso do Presidente da República - escamoteando os mecanismos institucionais para obstar tal efeito.
7. Nós, cooperativistas, pugnamos pelo Governo e Administração do povo, embora realistas porquanto a figura do Rei é garante da Democracia, obviando disputas partidárias no topo da Comunidade.
Nau
2. Por outro lado, a Administração - sendo um conjunto de órgãos que executam os objectivos estabelecidos pelo Governo - obviamente não pratica os actos governamentais especificados no parágrafo anterior.
3. Embora pareça muito ténua a diferença entre Governo e Administração, o facto é que o primeiro legisla universalmente e o segundo executa os desígnios estabelecidos de modo particular, atendendo pessoas, i.e., cidadãos, munícipes ou naturais.
4. Com estes pressupostos, os integralistas do início do século passado pugnavam pelo reforço do poder local; pela definição da família como base da unidade pátria e uma relação privilegiada com a Igreja católica romana.
5. O campeador desta doutrina política foi António Sardinha e, após o passamento deste, arvorada pelo nacional-sindicalismo de Rolão Preto, sendo finalmmente estropiada pelo corporativismo salazarengo.
6. Do impulso original resta a máxima "Governo do Rei, Administração do Povo", combatida por republicanos radicais que argumentavam com o perigo do Rei ser idiota - igualmente possível no caso do Presidente da República - escamoteando os mecanismos institucionais para obstar tal efeito.
7. Nós, cooperativistas, pugnamos pelo Governo e Administração do povo, embora realistas porquanto a figura do Rei é garante da Democracia, obviando disputas partidárias no topo da Comunidade.
Nau
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Nº.95 - Declínio
1. A decadência portuguesa resulta da falta de iniciativa da população e da carência de empreendedores esclarecidos.
2. O espírito meticuloso, fecundo e disciplinado necessario para os grandes empreendimentos esgotou-se no Infante D. Henrique.
3. Depois do Homem de Sagres, reinou a burocracia sob a tutlela da Coroa Portuguesa que avalizava os empréstimos de cabedais que nos faziam.
4. Mal chegara a caravela a Lisboa já o comandante metera ao bolso o que mais valia; a tripulação fizera outro tanto.
5. Em terra firme, roubava o carreador, o contador, o fiel e apaniguados, numa voragem tal que os lucros obtidos, após o abocanhar de muitos, não cobriam os encargos para o aparelhar da nau seguinte.
6. Procurar o sustento mais além é o tradicional recurso da gente lusa e os capitais granjeados fazem o equilíbrio das contas públicas.
7. Sustar a decadência é possível, concertando o engenho de uns com a capacidade e a determinação de outros na construção de uma comunidade mais justa, tal como sugere o movimento cooperativista.
Nau
2. O espírito meticuloso, fecundo e disciplinado necessario para os grandes empreendimentos esgotou-se no Infante D. Henrique.
3. Depois do Homem de Sagres, reinou a burocracia sob a tutlela da Coroa Portuguesa que avalizava os empréstimos de cabedais que nos faziam.
4. Mal chegara a caravela a Lisboa já o comandante metera ao bolso o que mais valia; a tripulação fizera outro tanto.
5. Em terra firme, roubava o carreador, o contador, o fiel e apaniguados, numa voragem tal que os lucros obtidos, após o abocanhar de muitos, não cobriam os encargos para o aparelhar da nau seguinte.
6. Procurar o sustento mais além é o tradicional recurso da gente lusa e os capitais granjeados fazem o equilíbrio das contas públicas.
7. Sustar a decadência é possível, concertando o engenho de uns com a capacidade e a determinação de outros na construção de uma comunidade mais justa, tal como sugere o movimento cooperativista.
Nau
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Nº. 94 - Bom é nada fazer
1. Bom é não ser o patrão ou o chefe, porquanto a estes podemos atribuir a causa de todas as nossas frustrações. Sejamos irresponsáveis!.
2. Bom é ser revolucionário; exigir o impossível. Tirar o carro ao patrão (e os outros? que se amanhem!). Viajar! Ser magnânimo.
3. Bom é ter à mão a escrava que por nós zela (seja a mãe, a mulher ou amante!) para nos acarinhar, para nos amar, para nos satisfazer.
4. Bom é nada fazer. Nem sequer estudar! Cultivar a ociosidade. Fazer exercício físico, se tal nos apetecer. Sentar ao redor da mesa com amigos e ser servido, só daquilo que gostamos.
5. Bom é viver à tripa forra sustentados pela herança de alguém - próximo ou afastado, tanto faz! - até ao distante fim das nossas vidas.
6. Bom é ter sempre à ordem o vinho que apreciamos, os livros que devoramos e a música, sim, a música que mais gostamos.
7. Mau, direi mesmo, péssimo será não conseguir a reunião do mínimo de 5 pessoas para a constituição de uma empresa de propriedade colectiva e gestão democrática, destinada a satisfazer as nossas necessidades económicas, sociais e culturais de modo a dirimir os efeitos perneciosos das empresas orientadas para os mercados desregulados (capitalismo liberal) ou para os mercados burocratizados (socialismo tecnocrático).
Nau
2. Bom é ser revolucionário; exigir o impossível. Tirar o carro ao patrão (e os outros? que se amanhem!). Viajar! Ser magnânimo.
3. Bom é ter à mão a escrava que por nós zela (seja a mãe, a mulher ou amante!) para nos acarinhar, para nos amar, para nos satisfazer.
4. Bom é nada fazer. Nem sequer estudar! Cultivar a ociosidade. Fazer exercício físico, se tal nos apetecer. Sentar ao redor da mesa com amigos e ser servido, só daquilo que gostamos.
5. Bom é viver à tripa forra sustentados pela herança de alguém - próximo ou afastado, tanto faz! - até ao distante fim das nossas vidas.
6. Bom é ter sempre à ordem o vinho que apreciamos, os livros que devoramos e a música, sim, a música que mais gostamos.
7. Mau, direi mesmo, péssimo será não conseguir a reunião do mínimo de 5 pessoas para a constituição de uma empresa de propriedade colectiva e gestão democrática, destinada a satisfazer as nossas necessidades económicas, sociais e culturais de modo a dirimir os efeitos perneciosos das empresas orientadas para os mercados desregulados (capitalismo liberal) ou para os mercados burocratizados (socialismo tecnocrático).
Nau
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Nº. 93 - CECIM, Revolução
1. Sempre as minorias regeram a coisa pública.
2. A coisa pública minguada chama desperta nas resignadas maiorias.
3. Resignadas maiorias contentam-se com pão e circo.
4. Pão e circo é a ínfima parte do bolo que alimenta a maioria; o 'resto' vai para os possidentes.
5. Os possidentes usam os especuladores e a resignada maioria para a consolidação dos seus activos.
6. Activos, i.e., património, significa Poder oligárquico.
7. Poder oligárquico só poderá ser contido por motivação cooperativa - CECIM, Revolução.
Nau
2. A coisa pública minguada chama desperta nas resignadas maiorias.
3. Resignadas maiorias contentam-se com pão e circo.
4. Pão e circo é a ínfima parte do bolo que alimenta a maioria; o 'resto' vai para os possidentes.
5. Os possidentes usam os especuladores e a resignada maioria para a consolidação dos seus activos.
6. Activos, i.e., património, significa Poder oligárquico.
7. Poder oligárquico só poderá ser contido por motivação cooperativa - CECIM, Revolução.
Nau
domingo, 12 de fevereiro de 2012
Nº. 92 - "Instaurar a Democracia, Restaurar a Monarquia"
1. A partidocracia impante em Portugal, sob o manto para-democrático, mantém anestesiada a maioria da população.
2. O golpe castrejo do 25 de Abril pôs fim ao estertor da Salazarquia já então órfã e que, nos seus primórdios, apenas tivera o mérito de dirimir a ditadura da Maçonaria, esta numa patológica e continuada emulação com uma Igreja milenária.
3. Ultrapassada as veleidades dos arvorados caudilhos que, embora fascinados pelos cânticos das sereias do Poder, adiaram o inadiável salvando a face, à boa maneira lusa, permitindo que os aprendizes de feiticeiros tripudiassem entre si a ditadura do proletariado e a via socialista burocratizante.
4. Entretanto, os povos da Europa ocidental, beneficiários da política de confrontação com o modelo autocrático stalinista padronizado no Muro de Berlim, após a queda do mesmo, têm conseguido manter uma classe média numa situação confortável, mediante a exportação da sua tecnologia, em troca de artefactos a preços módicos.
5. No século XVI, Portugal cometera erro semelhante, endividando-se na banca europeia para financiar o apretrechamento das caravelas que traziam as especiarias de além-mar para os mercados do Velho Continente, abandonando a indústria e a capacidade de produzir riqueza dentro da Comunidade.
6. Cada vez mais fragilizado num mercado global em que a especulação cria necessidades para os possidentes consolidarem os seus patrimónios manipulando oligarquias sedentas de Poder, resta à gente lusa o dilema: optar pela política cooperativa (que tem por base a Liberdade-Equidade-Solidariedade) ou a subordinação total à política dos potentados.
7. O primeiro passo deverá ser a instauração da Democracia, aquela que, de facto, assenta na administração directa do povo que o cooperativismo favorece; o segundo passo será pugnar pelo regresso do rei, o qual obviará disputas partidárias no topo da Comunidade, tal como foi enunciado por recente manifesto - "Instaurar a Democracia, Restaurar a Monarquia".
Nau
2. O golpe castrejo do 25 de Abril pôs fim ao estertor da Salazarquia já então órfã e que, nos seus primórdios, apenas tivera o mérito de dirimir a ditadura da Maçonaria, esta numa patológica e continuada emulação com uma Igreja milenária.
3. Ultrapassada as veleidades dos arvorados caudilhos que, embora fascinados pelos cânticos das sereias do Poder, adiaram o inadiável salvando a face, à boa maneira lusa, permitindo que os aprendizes de feiticeiros tripudiassem entre si a ditadura do proletariado e a via socialista burocratizante.
4. Entretanto, os povos da Europa ocidental, beneficiários da política de confrontação com o modelo autocrático stalinista padronizado no Muro de Berlim, após a queda do mesmo, têm conseguido manter uma classe média numa situação confortável, mediante a exportação da sua tecnologia, em troca de artefactos a preços módicos.
5. No século XVI, Portugal cometera erro semelhante, endividando-se na banca europeia para financiar o apretrechamento das caravelas que traziam as especiarias de além-mar para os mercados do Velho Continente, abandonando a indústria e a capacidade de produzir riqueza dentro da Comunidade.
6. Cada vez mais fragilizado num mercado global em que a especulação cria necessidades para os possidentes consolidarem os seus patrimónios manipulando oligarquias sedentas de Poder, resta à gente lusa o dilema: optar pela política cooperativa (que tem por base a Liberdade-Equidade-Solidariedade) ou a subordinação total à política dos potentados.
7. O primeiro passo deverá ser a instauração da Democracia, aquela que, de facto, assenta na administração directa do povo que o cooperativismo favorece; o segundo passo será pugnar pelo regresso do rei, o qual obviará disputas partidárias no topo da Comunidade, tal como foi enunciado por recente manifesto - "Instaurar a Democracia, Restaurar a Monarquia".
Nau
sábado, 11 de fevereiro de 2012
Nº. 91 - Aline Gallasch-Hall
1. Acabei de ler a entrevista que Aline Gallasch-Hall deu ao semanário 'O Diabo'. Confesso que a expectativa era grande e, talvez por isso, aquela intervenção afigurou-se demasiado branda.
2. A oportunidade do manifesto "Instaurar a Democracia, Restaurar a Monarquia" de que a autarca lisboeta é subscritora não se questiona; que o objectivo daquele documento seja motivar a luta pela recuperação da soberania portuguesa parece-me desajustado visto que, em qualquer acordo, existirão cedências dos diferentes parceiros e apenas os mais fracos se sentirão diminuidos e/ou ameaçados.
3. Que sejam necessários debates abrangentes e mais informação acerca do fundamento da Monarquia, não há qualquer dúvida; mas falar de Valores monárquicos sem os especificar torna a dita informação palavrosa e, sobretudo, inócua. O rei será, em toda as funções, o campeador da Democracia porquanto evita disputas partidárias no topo da Comunidade.
4. Sempre que falham argumentos avança-se com a receita dos Valores - Morais!, Éticos!, etc. - que, sendo meros critérios tidos como importantes para o bem-estar comunitário - logo, património cultural luso - serão comuns a monárquicos e republicanos.
5. Afirmar que o rei está acima dos interesses partidários é um facto relevante, mas quanto à eventual inquinação de decisões por via de amizades... todos nós somos influenciáveis por aqueles que nos são mais chegados, logo, esse ponto, é algo de somenos importância.
6. Que "o rei está para servir [não para se servir!] e, como tal, controla as más acções do governo" parece mais um jogo de palavras do que uma reflexão bem ponderada - claro, trata-se de uma entrevista que não uma proposição doutrinária!.
7. No entanto, a juventude da entrevistada (bem visível na excelente fotografia exibida) será promessa bastante para outras intervenções, quiçá mais fracturantes.
Nau
2. A oportunidade do manifesto "Instaurar a Democracia, Restaurar a Monarquia" de que a autarca lisboeta é subscritora não se questiona; que o objectivo daquele documento seja motivar a luta pela recuperação da soberania portuguesa parece-me desajustado visto que, em qualquer acordo, existirão cedências dos diferentes parceiros e apenas os mais fracos se sentirão diminuidos e/ou ameaçados.
3. Que sejam necessários debates abrangentes e mais informação acerca do fundamento da Monarquia, não há qualquer dúvida; mas falar de Valores monárquicos sem os especificar torna a dita informação palavrosa e, sobretudo, inócua. O rei será, em toda as funções, o campeador da Democracia porquanto evita disputas partidárias no topo da Comunidade.
4. Sempre que falham argumentos avança-se com a receita dos Valores - Morais!, Éticos!, etc. - que, sendo meros critérios tidos como importantes para o bem-estar comunitário - logo, património cultural luso - serão comuns a monárquicos e republicanos.
5. Afirmar que o rei está acima dos interesses partidários é um facto relevante, mas quanto à eventual inquinação de decisões por via de amizades... todos nós somos influenciáveis por aqueles que nos são mais chegados, logo, esse ponto, é algo de somenos importância.
6. Que "o rei está para servir [não para se servir!] e, como tal, controla as más acções do governo" parece mais um jogo de palavras do que uma reflexão bem ponderada - claro, trata-se de uma entrevista que não uma proposição doutrinária!.
7. No entanto, a juventude da entrevistada (bem visível na excelente fotografia exibida) será promessa bastante para outras intervenções, quiçá mais fracturantes.
Nau
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Nº. 90 - Bê-á-bá Monárquico
1. Monarquia é um sistema político regido por um monarca.
2. Monarca é a primeira figura na jerarquia política da comunidade.
3. Comunidade, no sentido lato, é a totalidade dos cidadãos de um Estado.
4. Estado é o conjunto dos habitantes de um território organizado segundo a norma política.
5. Política é a ciência ou arte de governar a Comunidade.
6. Comunidade pressupõe a participação dos respectivos cidadãos na gestão do património comum - material e cultural.
7. O património material e cultural é personificado na figura do rei, esta justificada como garante da Democracia, por obviar disputas partidárias no topo da comunidade, porquanto o confronto de projectos comunitários deverão ter lugar em forum próprio, i.e., na Casa da Democracia.
Nau
2. Monarca é a primeira figura na jerarquia política da comunidade.
3. Comunidade, no sentido lato, é a totalidade dos cidadãos de um Estado.
4. Estado é o conjunto dos habitantes de um território organizado segundo a norma política.
5. Política é a ciência ou arte de governar a Comunidade.
6. Comunidade pressupõe a participação dos respectivos cidadãos na gestão do património comum - material e cultural.
7. O património material e cultural é personificado na figura do rei, esta justificada como garante da Democracia, por obviar disputas partidárias no topo da comunidade, porquanto o confronto de projectos comunitários deverão ter lugar em forum próprio, i.e., na Casa da Democracia.
Nau
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Nº. 89 - África Minha, VII
1. Um antigo "informador" das actividads coloniais - após ter queimado arquivos comprometedores - caçava simpatizantes da UNITA para rápida integração em nova realidade.
2. Outros eram acusados de actos conspiratórios e conluios com forças inimigas, a fim de serem despejados das suas confortáveis casas, posteriormente oferecidas aos delatores, dado que o regresso do além é improvável.
3. Às criancinhas eram oferecidas guloseimas e feitas perguntas inocentes: "Lá em casa que rádio é que tu ouves?". "A BBC", respondia a miúda, aparecendo, dois dias depois, morta com um tiro na nuca. Os pais encontram-se em parte incerta.
4. Conselheiros militares, mercenários, traficantes de armas, etc., rapinam tudo o que chega à mão, mantendo-se fiéis aos princípios revolucionários, convencidos que a exploração do homem pelo homem tem os dias contados. A prostituição e a droga são a alternativa.
5. O colonialismo por administração directa é substituido por política idêntica, mas sem ocupação territorial - apenas tráfego de influências de que a estratégia, de longa data, estadunidense é um exemplo.
6. As fronteiras - desenhadas pelas reservas territoriais impostas pelos colonializadores - são mantidas, mesmo quando existem riquezas naturais (petróleo, diamantes, etc.) e tradições autóctones que justificam o contrário.
7. Milagres são muitos. Antigos marxistas, convertidos às novas correntes capitalistas, disfrutam de benesses inimagináveis, na preocupação de criarem uma classe média sustentável, enquanto o resto da população sobrevive "revolucionariamente".
Nau
NOTA: apontamento editado no 'realistas.org' em 22/8/11.
2. Outros eram acusados de actos conspiratórios e conluios com forças inimigas, a fim de serem despejados das suas confortáveis casas, posteriormente oferecidas aos delatores, dado que o regresso do além é improvável.
3. Às criancinhas eram oferecidas guloseimas e feitas perguntas inocentes: "Lá em casa que rádio é que tu ouves?". "A BBC", respondia a miúda, aparecendo, dois dias depois, morta com um tiro na nuca. Os pais encontram-se em parte incerta.
4. Conselheiros militares, mercenários, traficantes de armas, etc., rapinam tudo o que chega à mão, mantendo-se fiéis aos princípios revolucionários, convencidos que a exploração do homem pelo homem tem os dias contados. A prostituição e a droga são a alternativa.
5. O colonialismo por administração directa é substituido por política idêntica, mas sem ocupação territorial - apenas tráfego de influências de que a estratégia, de longa data, estadunidense é um exemplo.
6. As fronteiras - desenhadas pelas reservas territoriais impostas pelos colonializadores - são mantidas, mesmo quando existem riquezas naturais (petróleo, diamantes, etc.) e tradições autóctones que justificam o contrário.
7. Milagres são muitos. Antigos marxistas, convertidos às novas correntes capitalistas, disfrutam de benesses inimagináveis, na preocupação de criarem uma classe média sustentável, enquanto o resto da população sobrevive "revolucionariamente".
Nau
NOTA: apontamento editado no 'realistas.org' em 22/8/11.
Nº. 88 - África Minha, VI (rectificação)
O primeiro parágrafo do apontamento em epígrafe deverá ser lido como segue:
"Num encontro aparentemente ocasional, o administrador-mensageiro confidenciou ao surpreendido interlocutor que este iria ser convidado a participar nas celebrações do '28 de Maio', claro está se o convidado não tivesse qualquer objecção a fazer."
Pedimo desculpa pela omissão em causa.
M.A.
"Num encontro aparentemente ocasional, o administrador-mensageiro confidenciou ao surpreendido interlocutor que este iria ser convidado a participar nas celebrações do '28 de Maio', claro está se o convidado não tivesse qualquer objecção a fazer."
Pedimo desculpa pela omissão em causa.
M.A.
Nº. 88 - África Minha, VI
1. Num encontro aparentemente ocasional, o administrador-mensageiro confidenciou ao surpreendido interlocutor que este iria ser convidado a participar nas celebrações do "28 de Maio".
2. "Claro que não, claro que não!", respondeu o visado e potencial vítima prevendo que, a uma negativa, lhe seriam coarctadas todas as possibilidades de progressão na carreira; talvez a transferência para qualquer lugar inóspito que o forçaria a um "expontâneo" pedido de demissão.
3. Jamais lhe perdoariam o envolvimento - embora discreto - na campanha eleitoral de humberto Delgado; os presentes rodeios seriam apenas uma hipótese para as autoridades situacionistas salvarem a face, desacreditando-o perante os opositores ao regimen.
4. Muitos não podiam acreditar: "Então o homem vendeu-se?". Outros lamentavam a falta de verticalidade daqueles tempos ou duvidavam da real presença do mesmo em tal acto de louvaminhice do regimen. Logo, grande audiência foi assegurada, compreendenddo até aqueles que, por motivos inadiáveis, habitualmente se escusavam a comparecer.
5. No "grande dia", após o arejamento sempre impressionante das fardas de gala e das palavras previstas em actos desta natureza oficial, chegara a vez de ser servido "le plat de résistance". O homem falou dos ecos da "Revolução Francesa" em Portugal; da demência súbita da rainha D. Maria I em 1791; da partida para o Brasil da família real; das invasões francesas; das conspirações do general Gomes Freire de Andrade contra a influência de Beresford e da pandilha inglesa...
6. Pormenorizadamente relatou o periodo agitado da altura - que se prolongou por várias gerações - com apaziguamentos esporádicos nos reinados de D. Pedro V, D. Luis I e do próprio D. Carlos I, descambando no regicídiodeste último para gáudio de mações, anarquistas e livres-pensadores em voga nos inícios do século XX.
7. Os 16 anos da 1ª República foram escalpelizados, evidenciando a instabilidade política, a degradação social e económica, etc., largamente ultrapassando o tempo previsto para a sua intervenção, perante a ansiedade dos situacionistas presentes. Com uma pausa teatral, o orador leva aos lábios o copo de água da praxe e diz com ar solene: "Chegamos ao 28 de Maio de 1926. Dizer o que tal data significa e o que se verificou a partir desse dia, é um insulto à memória dos presentes. Dixit.".
Nau
NOTA: apontamento editado no 'realistas.org' em 21/8/11.
2. "Claro que não, claro que não!", respondeu o visado e potencial vítima prevendo que, a uma negativa, lhe seriam coarctadas todas as possibilidades de progressão na carreira; talvez a transferência para qualquer lugar inóspito que o forçaria a um "expontâneo" pedido de demissão.
3. Jamais lhe perdoariam o envolvimento - embora discreto - na campanha eleitoral de humberto Delgado; os presentes rodeios seriam apenas uma hipótese para as autoridades situacionistas salvarem a face, desacreditando-o perante os opositores ao regimen.
4. Muitos não podiam acreditar: "Então o homem vendeu-se?". Outros lamentavam a falta de verticalidade daqueles tempos ou duvidavam da real presença do mesmo em tal acto de louvaminhice do regimen. Logo, grande audiência foi assegurada, compreendenddo até aqueles que, por motivos inadiáveis, habitualmente se escusavam a comparecer.
5. No "grande dia", após o arejamento sempre impressionante das fardas de gala e das palavras previstas em actos desta natureza oficial, chegara a vez de ser servido "le plat de résistance". O homem falou dos ecos da "Revolução Francesa" em Portugal; da demência súbita da rainha D. Maria I em 1791; da partida para o Brasil da família real; das invasões francesas; das conspirações do general Gomes Freire de Andrade contra a influência de Beresford e da pandilha inglesa...
6. Pormenorizadamente relatou o periodo agitado da altura - que se prolongou por várias gerações - com apaziguamentos esporádicos nos reinados de D. Pedro V, D. Luis I e do próprio D. Carlos I, descambando no regicídiodeste último para gáudio de mações, anarquistas e livres-pensadores em voga nos inícios do século XX.
7. Os 16 anos da 1ª República foram escalpelizados, evidenciando a instabilidade política, a degradação social e económica, etc., largamente ultrapassando o tempo previsto para a sua intervenção, perante a ansiedade dos situacionistas presentes. Com uma pausa teatral, o orador leva aos lábios o copo de água da praxe e diz com ar solene: "Chegamos ao 28 de Maio de 1926. Dizer o que tal data significa e o que se verificou a partir desse dia, é um insulto à memória dos presentes. Dixit.".
Nau
NOTA: apontamento editado no 'realistas.org' em 21/8/11.
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Nº. 87 - Luta Popular
1. Com rigor, suor e lágrimas, o 'Luta Popular On-Line' vai contribuindo para uma melhor informação em Portugal.
2. A fim de manter a paz nos espíritos mais sensíveis, a comunicação social vai impingindo doses industriais de reles notícias; tema preferido, o futebol.
3. A profusão acrítica dos apontamentos inseridos no Facebook é confrangedora, alimentada por vaidades pessoais e sórdidas insinuações políticas.
4. Os direitos e deveres dos cidadãos são arredados do conhecimento geral com o matraquear de notícias assustadoras, procurando estas desmotivar qualquer acção concertada.
5. António Borges abandona a direcção das operações do FMI na Europa para assumir o papel de curador dos processos de privatizações em Portugal.
6. Medidas censuratórias estão em preparação (Protocolo ACTA) para controlo de toda informação na Internet, sob a capa de protecção dos direitos de autor.
7. No Largo do Corpo Santo, junto à Av. Ribeira das Naus, em Lisboa, procura-se criar uma barreira visual entre a cidade e o Tejo com a construção de um silo automóvel. Enfim, leia o 'Luta Popular On-Line'.
Nau
2. A fim de manter a paz nos espíritos mais sensíveis, a comunicação social vai impingindo doses industriais de reles notícias; tema preferido, o futebol.
3. A profusão acrítica dos apontamentos inseridos no Facebook é confrangedora, alimentada por vaidades pessoais e sórdidas insinuações políticas.
4. Os direitos e deveres dos cidadãos são arredados do conhecimento geral com o matraquear de notícias assustadoras, procurando estas desmotivar qualquer acção concertada.
5. António Borges abandona a direcção das operações do FMI na Europa para assumir o papel de curador dos processos de privatizações em Portugal.
6. Medidas censuratórias estão em preparação (Protocolo ACTA) para controlo de toda informação na Internet, sob a capa de protecção dos direitos de autor.
7. No Largo do Corpo Santo, junto à Av. Ribeira das Naus, em Lisboa, procura-se criar uma barreira visual entre a cidade e o Tejo com a construção de um silo automóvel. Enfim, leia o 'Luta Popular On-Line'.
Nau
Nº. 86 - Frágil
1. Os encontros no 'Frágil' são sintomáticos. Os monárquicos caiem das nuvens; os republicanos caiem nos enredos habituais.
2. Afinal Monarquia significa apenas Chefe de Estado hereditário e vitalício, obviando sistemáticas disputas facciosas no topo da Comunidade.
3. Heranças - materiais e/ou simbólicas - a todo o mundo ocorre, por vezes limitadas ao nome e/ou aos genes dos progenitores, cumprindo aos herdeiros assumi-las e valorizá-las.
4. Afinal o Chefe de Estado eleito tem sempre uma matriz partidária pelo que a viciação da Democracia é inevitável, seja este eleito colegialmente ou por sufrágio universal.
5. Por outro lado, Democracia significa governo do povo e o sufrágio expectável no final de cada legislatura não abrange os símbolos nacionais (hino, bandeira e o próprio rei), nem altos cargos inerentes às instituições democráticas.
6. Logo, o problema democrático reside na desmotivação do cidadão-eleitor que os oportunistas - possidentes e quejandos - aproveitam para as suas jogadas pessoais.
7. Na barca cooperativa todos têm uma função assumida tornando esta barca uma verdadeira escola de mareação.
Nau
2. Afinal Monarquia significa apenas Chefe de Estado hereditário e vitalício, obviando sistemáticas disputas facciosas no topo da Comunidade.
3. Heranças - materiais e/ou simbólicas - a todo o mundo ocorre, por vezes limitadas ao nome e/ou aos genes dos progenitores, cumprindo aos herdeiros assumi-las e valorizá-las.
4. Afinal o Chefe de Estado eleito tem sempre uma matriz partidária pelo que a viciação da Democracia é inevitável, seja este eleito colegialmente ou por sufrágio universal.
5. Por outro lado, Democracia significa governo do povo e o sufrágio expectável no final de cada legislatura não abrange os símbolos nacionais (hino, bandeira e o próprio rei), nem altos cargos inerentes às instituições democráticas.
6. Logo, o problema democrático reside na desmotivação do cidadão-eleitor que os oportunistas - possidentes e quejandos - aproveitam para as suas jogadas pessoais.
7. Na barca cooperativa todos têm uma função assumida tornando esta barca uma verdadeira escola de mareação.
Nau
sábado, 4 de fevereiro de 2012
Nº. 85 - Eu não sou Monárquico
1. No 'Lusitana Antiga Liberdade', José Manuel Quintas faz um interessante jogo de palavras usando República instituição e Res Publica (coisa pública), para concluir não ser monárquico.
2. Liminarmente, recusa a Monarquia Constitucional vintista, bem como a Monarquia Regeneradora (ambas partidocráticas) que, por falha de cidadãos criteriosos, descambaram em República instituição.
3. A opção de José Manuel Quintas vai inteiramente para a Res Publica, transcrevendo textos corrobativos do Duarte Nunes de Leão (1530-1608), na 'Crónica del-Rei D. Fernando'; do próprio rei D. Sebastião (1554-78), nas suas elaboradas 'Máximas'; e do Vaz Gouveia (1593-1692), na 'Justa Aclamação'.
4. Tal critério justifica-se pelo fenómeno da Res Publica se ter consolidado precisamente quando o espírito comunitário prevaleceu ao fenómeno centralizador das Cortes dos séculos XVIII E XIX:
5: Logicamente, José Manuel Gouveia reitera a sua firme opção res publicana pela raiz comunitária subjacente, dando a entender que as disputas entre 'monárquicos' e 'republicanos' serem meramente facciosas.
6. Sem dúvida que a preocupação dos portugueses é perseverar o bem-comum, sendo tal conceito o fundamento da solução cooperativista, campeadora da Liberdade-Equidade-Solidariedade.
7. Logo, ser realista, i.e., pugnar pelo regresso do Rei e afirmar-se res publicano será o acertar do passo com a História e o Futuro.
Nau
2. Liminarmente, recusa a Monarquia Constitucional vintista, bem como a Monarquia Regeneradora (ambas partidocráticas) que, por falha de cidadãos criteriosos, descambaram em República instituição.
3. A opção de José Manuel Quintas vai inteiramente para a Res Publica, transcrevendo textos corrobativos do Duarte Nunes de Leão (1530-1608), na 'Crónica del-Rei D. Fernando'; do próprio rei D. Sebastião (1554-78), nas suas elaboradas 'Máximas'; e do Vaz Gouveia (1593-1692), na 'Justa Aclamação'.
4. Tal critério justifica-se pelo fenómeno da Res Publica se ter consolidado precisamente quando o espírito comunitário prevaleceu ao fenómeno centralizador das Cortes dos séculos XVIII E XIX:
5: Logicamente, José Manuel Gouveia reitera a sua firme opção res publicana pela raiz comunitária subjacente, dando a entender que as disputas entre 'monárquicos' e 'republicanos' serem meramente facciosas.
6. Sem dúvida que a preocupação dos portugueses é perseverar o bem-comum, sendo tal conceito o fundamento da solução cooperativista, campeadora da Liberdade-Equidade-Solidariedade.
7. Logo, ser realista, i.e., pugnar pelo regresso do Rei e afirmar-se res publicano será o acertar do passo com a História e o Futuro.
Nau
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Nº. 84 - Carta Aberta a Paulo Especial (Izo)
1. Segundo me disseram, o meu Caro Amigo procura estabelecer a Real Associação dos Algarves. Faço votos para que abandone tal ideia.
2. Nas Reais Associações verificam-se as duas características mais perversas da índole portuguesa: a vaidade e a apatia. A primeira obriga os dirigentes ao pagamento de quotas e pouco mais; a segunda, nem as quotizações são compulsivas.
3. Não ponho em causa as capacidades de trabalho e de dinamização do meu Caro Amigo; prevejo que a actividade de uma fortuita Real Associação dos Algarves não seja muito diferente das suas congéneres.
4. Embora o Meu Caro Amigo já tenha expressamente divulgado o seu cepticismo quanto ao modelo cooperativo, talvez uma experiência real seja mais convincente do que meras palavras.
5. Com familiares e amigos, tente organizar uma lista de compras de artigos destinados à satisfação das vossas necessidades - semanais, quinzenais ou mensais - evitando peregrinações solitárias aos mercados, bem como a compra de artigos supérfluos.
6. Também um cibercafé num espaço recuperado por um grupo de amigos e por este explorado - com exposições, palestras, jornais de parede, etc. - reunirá mais pessoas todos os dias do que qualquer Real Associação existente.
7. No papel, questiona-se a viabilidade; no ensaio, apuram-se os números e a harmonia entre os organizadores; finalmente, trata-se da papelada e avança-se com o projecto. Por ora, é tudo.
Um forte abraço,
Nau
7.
2. Nas Reais Associações verificam-se as duas características mais perversas da índole portuguesa: a vaidade e a apatia. A primeira obriga os dirigentes ao pagamento de quotas e pouco mais; a segunda, nem as quotizações são compulsivas.
3. Não ponho em causa as capacidades de trabalho e de dinamização do meu Caro Amigo; prevejo que a actividade de uma fortuita Real Associação dos Algarves não seja muito diferente das suas congéneres.
4. Embora o Meu Caro Amigo já tenha expressamente divulgado o seu cepticismo quanto ao modelo cooperativo, talvez uma experiência real seja mais convincente do que meras palavras.
5. Com familiares e amigos, tente organizar uma lista de compras de artigos destinados à satisfação das vossas necessidades - semanais, quinzenais ou mensais - evitando peregrinações solitárias aos mercados, bem como a compra de artigos supérfluos.
6. Também um cibercafé num espaço recuperado por um grupo de amigos e por este explorado - com exposições, palestras, jornais de parede, etc. - reunirá mais pessoas todos os dias do que qualquer Real Associação existente.
7. No papel, questiona-se a viabilidade; no ensaio, apuram-se os números e a harmonia entre os organizadores; finalmente, trata-se da papelada e avança-se com o projecto. Por ora, é tudo.
Um forte abraço,
Nau
7.
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Nº. 83 - África Minha, V
1. Sem aviso prévio, irromperam pela sala de aula o inspector do ensino, o director do estabelecimento e o administrador local. Apesar dos afáveis cumprimentos e os sorrisos estampados nas caras de tais personagens, estes aparentavam ser oficiais de execuções sumaríssimas.
2. O professor, notoriamente desafecto ao regimen político e conotado com actividades subersivas, era acusado de pouca qualidade no ensino que ministrava e consumo imoderado de alcool o que, nesta última hipótese, correspondia à realidade, embora fora das salas de aula.
3. Cumpridas as formalidades, o professor, dirigindo-se aos alunos visivelmente preocupados pela tensão que se advinhava, pediu que todos colaborassem na solução das questões que iria apresentar.
4. Assim, no quadro preto, o professor foi escrevendo várias orações gramaticais cujas particularidades e analogias ia exemplificando, apagando umas, reescrevendo outras.
5. Numa das frases, certamente por lapso, o professor escrevera a palavra 'baptizado' sem o respectivo 'p' o que levou os membros da comissão executória a sorrir, tendo o director, discretamente, sublinhado o facto ao professor que prosseguiu como se nada fosse.
6. Em cada exposição, o professor, dirigindo-se aos alunos, aplicava a expressão habitual: "Não há qualquer dúvida? Tomaram boa nota do assunto?" Já tocava s campainha para o fim da sessão e a comprometedora palavra mantinha-se.
7. Foi então que, dando por terminada a aula, o professor disse aos alunos: "Uma vez mais vocês não estão com a atenção devida aos exemplos dados. Então não falta um 'p' na palavra baptizado?". O director sorriu e pensou para consigo "grande sacana!".
Nau
NOTA: apontamento editado no 'realistas.org' em 20/8/2011.
2. O professor, notoriamente desafecto ao regimen político e conotado com actividades subersivas, era acusado de pouca qualidade no ensino que ministrava e consumo imoderado de alcool o que, nesta última hipótese, correspondia à realidade, embora fora das salas de aula.
3. Cumpridas as formalidades, o professor, dirigindo-se aos alunos visivelmente preocupados pela tensão que se advinhava, pediu que todos colaborassem na solução das questões que iria apresentar.
4. Assim, no quadro preto, o professor foi escrevendo várias orações gramaticais cujas particularidades e analogias ia exemplificando, apagando umas, reescrevendo outras.
5. Numa das frases, certamente por lapso, o professor escrevera a palavra 'baptizado' sem o respectivo 'p' o que levou os membros da comissão executória a sorrir, tendo o director, discretamente, sublinhado o facto ao professor que prosseguiu como se nada fosse.
6. Em cada exposição, o professor, dirigindo-se aos alunos, aplicava a expressão habitual: "Não há qualquer dúvida? Tomaram boa nota do assunto?" Já tocava s campainha para o fim da sessão e a comprometedora palavra mantinha-se.
7. Foi então que, dando por terminada a aula, o professor disse aos alunos: "Uma vez mais vocês não estão com a atenção devida aos exemplos dados. Então não falta um 'p' na palavra baptizado?". O director sorriu e pensou para consigo "grande sacana!".
Nau
NOTA: apontamento editado no 'realistas.org' em 20/8/2011.
Nº. 82 - África Minha, IV
1. Durante o periodo colonial, era frequente os grandes armazéns despacharem os caixeiros-viajantes a África para a colocação dos seus produtos.
2. a regular visita dos ditos caixeiros-viajantes (ultimamente designados por prospectores de mercados) criava laços de amizade com o comércio local, dando azo a historietas, particularmente nos meios mais pequenos.
3. Numa jornada de cortesia de um vaso de guerra à colónia, o comandante ofereceu uma festa a bordo, tendo sido convidadas todas as figuras gradas, incluindo os prospectores de mercados que, por nada deste mundo, perderiam tal oportunidade.
4. Segundo parece, o alcool corria a rodos e a filha de um rico libanês, imprudentemente debruçada na borda do navio, caiu à água tendo sido resgatada por um dos ditos prospectores de mercado que, prontamente, a socorreu.
5. Reconhecido, o pai da rapariga acidentada encheu de valiosos presentes o improvisado nadador-salvador, oferecendo, inclusive, a mão da herdeira do seu confortável património em casamento o que, para espanto de muitos, o felizardo recusou.
6. Dias mais tarde, o desinteressado nadador-salvador foi visto, no escuro da esplanada da residencial onde se encontrava hospedado, pressionando, com a ponta do pé descalço, o sexo do moço que, vis-à-vis, disfrutava de bebidas e aperitivos principescamente servidos.
7. Tendo presente que uma das extravagâncias do abastado libanês era a importação de nozes trufadas para as suas habituais magníficas festas, o observador da cena da esplanada comentou: "Dá Deus nozes a quem não tem dentes!".
Nau
NOTA: apontamente editado no 'realistas.org' em 19/8/2011.
2. a regular visita dos ditos caixeiros-viajantes (ultimamente designados por prospectores de mercados) criava laços de amizade com o comércio local, dando azo a historietas, particularmente nos meios mais pequenos.
3. Numa jornada de cortesia de um vaso de guerra à colónia, o comandante ofereceu uma festa a bordo, tendo sido convidadas todas as figuras gradas, incluindo os prospectores de mercados que, por nada deste mundo, perderiam tal oportunidade.
4. Segundo parece, o alcool corria a rodos e a filha de um rico libanês, imprudentemente debruçada na borda do navio, caiu à água tendo sido resgatada por um dos ditos prospectores de mercado que, prontamente, a socorreu.
5. Reconhecido, o pai da rapariga acidentada encheu de valiosos presentes o improvisado nadador-salvador, oferecendo, inclusive, a mão da herdeira do seu confortável património em casamento o que, para espanto de muitos, o felizardo recusou.
6. Dias mais tarde, o desinteressado nadador-salvador foi visto, no escuro da esplanada da residencial onde se encontrava hospedado, pressionando, com a ponta do pé descalço, o sexo do moço que, vis-à-vis, disfrutava de bebidas e aperitivos principescamente servidos.
7. Tendo presente que uma das extravagâncias do abastado libanês era a importação de nozes trufadas para as suas habituais magníficas festas, o observador da cena da esplanada comentou: "Dá Deus nozes a quem não tem dentes!".
Nau
NOTA: apontamente editado no 'realistas.org' em 19/8/2011.
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Nº. 81 - Instaurar a Democracia, Restaurar a Monarquia
1. Um importante "Manifesto", com o título em epígrafe, acaba de ser publicado por um grupo de notáveis cidadãos portugueses, texto integral em 'restauraramonarquia@gmail.com'.
2. Tempos difíceis se avizinham. Embora as várias eleições havidas nos últimos 40 nos tenham garantido uma estabilidade política mínima, as decepções com os resultados obtidos fomentam um crescente desinteresse da população pelos assuntos públicos, bem como um latente mal-estar geral.
3. Forçoso é reconhecer o falhanço das políticas implementadas que, na onda de uma crise económica mundial, põe a descoberto a má gestão e tendência para o desperdício dos vários governantes portugueses que, num cultivado facilitismo, alheios aos valores do trabalho e da produtividade, fizeram disparar o consumo e o expediente de feição imoderada.
4. Todo o mundo tem presente que a queda da Monarquia foi precedida por uma crise económica muito difícil - contudo menos gravosa do que a actual - despundonoradamente aproveitada por videirinhos que até a um regicídio deitaram mão para atingir objectivos pessoais e inconfessáveis.
5. Assim, tal como outrora, reformas comportamentais são exigíveis, tendo presente que não é possível a continuada política de pão e circo; que cosméticas na Justiça, no Serviço Social, nas políticas da Saúde Pública, etc., a nada conduzem; o adiar na contenção dos problemas põe em crise a própria Democracia.
6. Os cooperativistas têm denunciado erros; apresentado soluções, pugnado para o aumento do espírito associativo, porquanto só através do trabalho concertado e amplos consensos se poderão agilizar as diferentes correntes partidárias para um objectivo comum - o bem-estar da população lusa.
7. É urgente o regresso do Rei, na pessoa do Senhor D. Duarte de Bragança.
Nau
2. Tempos difíceis se avizinham. Embora as várias eleições havidas nos últimos 40 nos tenham garantido uma estabilidade política mínima, as decepções com os resultados obtidos fomentam um crescente desinteresse da população pelos assuntos públicos, bem como um latente mal-estar geral.
3. Forçoso é reconhecer o falhanço das políticas implementadas que, na onda de uma crise económica mundial, põe a descoberto a má gestão e tendência para o desperdício dos vários governantes portugueses que, num cultivado facilitismo, alheios aos valores do trabalho e da produtividade, fizeram disparar o consumo e o expediente de feição imoderada.
4. Todo o mundo tem presente que a queda da Monarquia foi precedida por uma crise económica muito difícil - contudo menos gravosa do que a actual - despundonoradamente aproveitada por videirinhos que até a um regicídio deitaram mão para atingir objectivos pessoais e inconfessáveis.
5. Assim, tal como outrora, reformas comportamentais são exigíveis, tendo presente que não é possível a continuada política de pão e circo; que cosméticas na Justiça, no Serviço Social, nas políticas da Saúde Pública, etc., a nada conduzem; o adiar na contenção dos problemas põe em crise a própria Democracia.
6. Os cooperativistas têm denunciado erros; apresentado soluções, pugnado para o aumento do espírito associativo, porquanto só através do trabalho concertado e amplos consensos se poderão agilizar as diferentes correntes partidárias para um objectivo comum - o bem-estar da população lusa.
7. É urgente o regresso do Rei, na pessoa do Senhor D. Duarte de Bragança.
Nau
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